282 - Bom humor, mau humor

24
Mai 2012
24 Mai 2012

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E aí, como anda o seu humor hoje? Tã bão? Ou tá ruim? Ah, vive ruim, é? Então você vai morrer cedo... O programa de hoje vai tratar de humor, mas não o humor da piada e sim o velho e bom bom humor... Mas também vai falar de mau humor, de forma séria, mostrando que o mau humor crônico é uma doença que pode ser tratada. Você finalmente vai entender a razão daquele seu amigo ou amiga ser daquele jeito. Na trilha sonora, sempre bem humorada, Edvaldo Santana, Zé Fidélis, Wilson Simonal, João Nogueira, Hermeto Pascoal. Ah, sim, e com uma palhinha de Fernando Collor de Mello. Apresentação de Luciano Pires.

 

Bom dia, boa tarde, boa noite! Bem vindo a mais um cafezinho do Brasil! Nosso programinha que quer fazer cosquinha no seu célebro pra ver se ele vira cérebro. Gostei disso, sabe? E aí, como anda o seu humor hoje? Tã bão? Ou tá ruim? Ai, vive ruim, é? Então você vai morrer cedo... O programa de hoje vai tratar de HUMOR. Mas não o humor da piada, o velho e bom bom humor.

Pra começar, vamos com uma frase do poeta e filósofo francês Alain:

O bom humor tem algo de generoso: dá mais do que recebe.

E o exemplar de meu livro NÓIS...QUI INVERTEMO AS COISA da semana vai para o Fábio Colleone, que comentou assim o programa POSSUIR OU SER POSSUÍDO:

"Saudações Luciano, ou como você mesmo diz: Bom dia, boa tarde e boa noite...

Tenho visto muita gente boa no Brasil, preocupada em arrumá-lo para nossos filhos, para ter um lugar bom pra viver. Porém tenho percebido que não existe uma pessoa com CARATER, ÉTICA e LIDERANÇA que consiga mover essa massa para fazer algo útil e isso dar certo.

Pessoas como nós, acabam agindo como o "Guerrilheiro Formiga", carregando suas folhas no dia a dia e fazendo apenas a sua parte.

As pessoas gastam seu tempo e suor com coisas fúteis, tipo "Glu, glu pocotó", brigas a toa com seu vizinho e com as mínimas coisas. Às vezes criticando nos outros as ações que estão acostumados a fazer no próprio dia a dia.

Eu plantava pimentas tipo "biquinho", aquelas que são para petisco com cervejinha e adorava plantar e tinha muitas mudas. Sempre que alguém chegava em casa e via o pezinho carregado ficava doido por uma mudinha e eu pegava a melhor muda, a mais bonita e dava. Sentia uma sensação de real prazer ao ver a pessoa sair feliz de casa. Também tinha a sensação que o olho gordo daquela pessoa não tinha caído nas minhas pimenteiras produzindo. He he he.

Voltando para o assunto, será que a nossa população (leia-se políticos e pessoas que tem poder de mudar as coisas) não percebe isso? Que elevando o bem estar das pessoas que precisam, todos ganham? Todos se enriquecem?

Infelizmente as pessoas são muito egoístas para olhar para os outros e abdicar do sentimento de "eu tenho", "eu possuo".

Boa Fábio! Mas o Fabio não ficou só no comentário, não. Mandou um texto que recebeu de uma amiga e que ele acha que exemplifica muito a questão do “possuir ou ser possuído”. E ele ainda diz no final: “quem sabe pode inspirar um novo cafezinho.”... Pois é...Fábio. Inspirou.

O Fábio ganhou um livro pois escreveu pra nós. E ainda inspirou um programa? Ah, esses nossos ouvintes, viu?...

O texto que o Fábio enviou chama-se A PORTA DO LADO e circula pela internet como sendo do médico Drauzio Varella. Basta começar a leitura para ver que não é do Drauzio. É de alguém que se inspirou numa entrevista dele ou então um desses chupins que pegam o texto da gente e botam seu próprio nome ou fazem circular o texto todo mudado. O texto tem toda a carinha de auto-ajuda mas ele levanta uma lebre interessante para a proposta deste programa. Então vamos a ele.

Em entrevista dada pelo médico Drauzio Varella, disse ele que a gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida, que queremos que absolutamente tudo dê certo, e que, às vezes, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada.

Aí ele deu um exemplo trivial, que acontece todo dia na vida da gente...É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na garagem (ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping). Em vez de simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o que resta do seu dia.

Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor, e de outras, pior.

Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes. Será que nada dá errado pra eles? Dá aos montes.

Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença.

O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do pacote. Que "audácia" contrariá-los! São aqueles que nunca ouviram falar em saídas de emergência: fincam o pé, compram briga e não deixam barato.

Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente. O mundo versus eles. Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também. É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel. E como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser resolvidos assim, rapidinho. Basta um telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas, um deixar barato.

Eu ando deixando de graça... Pra ser sincero, vinte e quatro horas têm sido pouco prá tudo o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando mal-humorado.

Maldito costume

Eu juro cabar com esse costume
Que você tem
Falando de mim
Dizendo horrores
E me querendo bem

Ai, o amor é um capitoso vinho!
Que nos embriaga
Que nos embriaga com um só pinguinho

Você há de saber que
Este costume não te fica bem
Porque toda gente sabe a paixão
Que você me tem

Todo mal que procuras dizer
Do meu nome nenhum valor tem
A mulher quando gosta deve ser feliz
E atacar seu bem

Olha que delícia...Você está ouvindo MALDITO COSTUME, de Sinhô, na voz sempre deliciosa de Ceumar...

É cara, não é fácil permanecer o tempo todo bem humorado, não é mesmo? É.

Então encontro uma matéria publicada em 2002 na revista Veja, que ajuda a esclarecer um pouco as coisas. O nome dela é “O bom humor e as emoções positivas fortalecem o organismo e ajudam a chegar à velhice com o ânimo da mocidade.” Pô meu! Isso não é um título. É um tratado. Nome comprido e o assunto é assunto interessante. Bote seu mau humor de lado e escute.

Ter alegria de viver é um bom caminho para envelhecer bem. Até parece conversa de guru de auto-ajuda, mas não é. A importância do bom humor e dos sentimentos positivos está documentada cientificamente.

Um dos trabalhos mais recentes a respeito do assunto foi conduzido por pesquisadores da Universidade Yale, nos Estados Unidos. Seus resultados mostram que nossas expectativas em relação à velhice determinam o modo como envelheceremos.  

A pesquisa envolveu 660 homens e mulheres com mais de 50 anos. Todos haviam sido entrevistados 23 anos antes. Entre uma dezena de questões, a eles foi perguntado: "À medida que os senhores ficam mais velhos, a vida fica melhor, pior ou igual ao que imaginavam quando eram jovens?". Ao comparar os depoimentos do passado com os óbitos registrados no grupo, os pesquisadores perceberam que aquelas pessoas com uma visão mais otimista da velhice tendiam a viver, em média, sete anos e meio a mais que os pessimistas.

A conclusão é que o impacto do otimismo sobre a longevidade equivale aos benefícios de não fumar e manter o colesterol e a pressão arterial em patamares saudáveis.

Os primeiros estudos sobre a importância do bom humor para a saúde datam do fim da década de 70. Um dos marcos dessa nova frente de investigação da medicina foi o lançamento, em 1979, do livro A Anatomia de uma Doença. Nele, o editor americano Norman Cousins relata como conseguiu, graças ao prazer de viver, superar uma afecção gravíssima. Quinze anos antes, ele havia recebido o diagnóstico de que era vítima de uma doença degenerativa que ataca a coluna vertebral. Os médicos lhe deram poucos meses de vida. Depois de passar um tempo no hospital, já com o corpo quase todo paralisado, Cousins se deu alta, contratou uma enfermeira e se mudou para um hotel.

Todas as tardes, ele recebia visita de amigos. Eles conversavam, jogavam cartas e assistiam a comédias na televisão. Cousins percebeu que, depois de cada um desses momentos agradáveis, ele dormia melhor, comia com mais apetite e ganhava ânimo para a fisioterapia. Cousins conseguiu uma sobrevida espantosa. Morreu aos 75 anos, em 1990.

As emoções positivas inibem a produção de dois hormônios que, em excesso, são extremamente danosos à saúde – o estradiol e a adrenalina. Essas substâncias baixam as guardas das defesas do organismo, propiciando o aparecimento de infecções e dificultando o tratamento de uma série de doenças, inclusive a recuperação de infartos. Em grandes quantidades, elas também elevam a pressão arterial, facilitando a manifestação de problemas cardiovasculares. A negatividade, por sua vez, justamente por estimular a produção de estradiol e adrenalina, tem o impacto de uma bomba atômica sobre o organismo.

Os sentimentos positivos, enfim, têm um efeito multiplicador, ao facilitar o relacionamento entre as pessoas. Já está provado que uma convivência tranqüila com parentes e amigos e um casamento feliz fazem um bem danado à saúde. "A alegria dilata e aquece o organismo", diziam os médicos do século XVI. Já a tristeza contrai e esfria o corpo.

Quem é que não quer ser feliz

Amarela flor pequena borboleta pousa nua
Passarinho canta cedo para o sol despir a lua
Ensaiando com o medo no limite da loucura
Sua paz é meu sossego seu abraço é minha cura

Quem é que não quer ser feliz
E andar por aí sorrindo adoidado
Quem é que não quer ser feliz
E andar por aí desencanado

Para isso é necessário respeitar quem está do lado
Não deixar que sua vida fique refém do passado
Se ligar que nesta vida não tem dono e nem pecado
Que errar é consequência do que pode ser mudado

E esse é o grande Edvaldo Santana com seu QUEM É QUE NÃO QUER SER FELIZ. Essa eu não canso de tocar aqui...

É nossa a escolha de com quais olhos olharemos o mundo. Lembra que Rubem Alves pergunta se você guarda seu olhar na caixa de brinquedos ou na de ferramenta? Pois eu pergunto que olhar você usa para ver o mundo, o crítico ou o criativo? Só usar um dos dois é um problema. Só o olhar criativo vai transformar você num sonhador irresponsável. Mas só o olhar crítico fará de você um sujeito insuportável... O jeito é combinar os dois olhares! E ficar esperto para perceber quando o olhar crítico está dominando você, que só vê problemas. É quando você está se tornando um chato...

Problema

Problema
É um banguela chupar cana
Problema
É pisar casca de banana
Problema
É doce em dente careado
Que quase torra o coitado
Problema
É um cachorro ficar bravo
Quando alguém lhe pisa o rabo
E a todos ele quer morder
Problema
É um pau d'água na calçada
Com a cara cheia, babada
Querendo a lua beber

Declamação

Problema
É chupar um prego
Até virar tachinha
É puxar o umbigo
Até virar estilingue
Problema
É perneta
Ganhar rifa de bicicleta
É beber vinha madeira
E cuspir sarrafo
Problema
É beijar a sogra
Pra agradar a filha
É vocês comprarem este disco
Pra eu não morrer de fome

Problema
É a gente acertar no milhar
Pensar que a gaita vai ganhar
E o bicheiro ir em cana
Problema
É só pensar em matrimônio
E ser na vida um belo Antonio
Um pobre e triste
Banana.

Você ouviu PROBLEMA, uma sacanagem que o Zé Fidélis fez em cima da música POEMA, grande sucesso de Renato Guimarães lá pelo começo dos anos 60. Você tem problemas, é? Quem não tem?

Poema

Poema
É noite escura de amargura
Poema
É a luz que brilha lá no céu
Poema
É ter saudades de alguém
Que a gente quer e que não vem
Poema
É o cantar de um passarinho
Que vive ao leo,
Perdeu seu ninho
É a esperança de o encontrar
Poema
É a solidão da madrugada
Um ébrio triste na calçada
Querendo a Lua namorar

Declamação

Poema
É a solidão da madrugada
Um trovador em serenata
Querendo a Lua namorar
Poema é tristeza
É alegria
É um romper de um novo dia
É a dor cruel de uma paixão
Poema é um poeta apaixonado
A escrever desesperado o que lhe vai no coração

Poema
É o cantar de um passarinho
Que vive ao leo,
Perdeu seu ninho
É a esperança de o encontrar
Poema
É a solidão da madrugada
Um ébrio triste na calçada
Querendo a Lua namorar

Então encontrei um texto de Karina Klinger publicado na Folha On Line que trata do mau humor.

Distimia é o nome dessa doença. Reconhecida pela medicina nos anos 80, é uma forma crônica de depressão, com sintomas mais leves. "Enquanto a pessoa com depressão grave fica paralisada, quem tem distimia continua tocando a vida, mas está sempre reclamando", diz o psiquiatra Márcio Bernik, coordenador do Ambulatório de Ansiedade do Hospital das Clínicas (HC).

O distímico só enxerga o lado negativo do mundo e não sente prazer em nada. A diferença entre ele e o resto dos mal-humorados é que os últimos reclamam de um problema, mas param diante da resolução. O distímico reclama até se ganha na loteria. "Não fica feliz, porque começa a pensar em coisas negativas, como ser alvo de assalto ou de seqüestro", diz o psiquiatra Antonio Egídio Nardi, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Se você conhece alguém assim, abra os olhos da pessoa, porque raramente o distímico pede ajuda. Ele não se enxerga. "Para a maioria dos pacientes, o mau humor constante é um traço de sua personalidade. A desculpa pela rabugice recai sempre no ambiente ao seu redor, o que inclui o tempo, o chefe ou a sogra, por exemplo", diz Nardi.

O bancário João (nome fictício), 40, diagnosticado oito anos atrás, confirma: "Eu achava que era algo que vinha desde a infância, que fazia parte da minha educação. Quando o médico disse o que eu tinha, foi como tirar um peso das costas".

Dele e da mulher também, a secretária Helena (nome fictício). "Ele sempre arranjava algum motivo para reclamar. A torneira da cozinha quebrava, e ele via aquilo como se fosse o fim do mundo. Eu vivia em tensão. Fazia de tudo para poupá-lo do dia-a-dia, mesmo assim ele encontrava algo para reclamar", conta ela. A situação piorou quando a intolerância passou a mirar os filhos. "Fomos procurar ajuda, mas demorou anos para alguém acertar o diagnóstico".

Esse transtorno mental atinge, pelo menos, 180 milhões de pessoas no mundo, que, quando não tratadas, tendem a se isolar.

A doença não deve ser subestimada, pois o portador corre um risco 30% maior de desenvolver quadros depressivos graves. "Sem contar que também pode levar as pessoas ao consumo de álcool ou outras drogas, pois elas se iludem achando que assim acabam com a irritação.

O mau humor é herdado e, em geral, manifesta-se na adolescência, desencadeado por um acontecimento marcante. Porém, como essa fase da vida já é, de modo geral, conturbada, há dificuldade de identificar a doença.

Aliás, quem tem distimia costuma procurar ajuda só quando ela já evoluiu para um quadro depressivo grave. "O desconhecimento prevalece nos primeiros anos. Essas pessoas aprendem a funcionar irritadas. Acham que, por ser um traço de personalidade, o problema é imutável. Um erro frequente”.

O mau humor patológico não precisa ser eterno. "Poucos sabem que a distimia pode ser tratada com a ajuda de medicamentos antidepressivos associados à terapia, cuja base é a psicologia cognitiva.

Já as causas, como ocorre na depressão, estão em um possível desequilíbrio químico que envolve uma série de neurotransmissores em regiões do cérebro que comandam o humor, como o sistema límbico, o hipotálamo e o lobo frontal.

Para certificar-se de que a rabugice é mesmo patológica, os sintomas devem persistir por, no mínimo, dois anos. Se a pessoa for mulher, as chances de haver distimia dobram a variação hormonal do organismo feminino explica a desvantagem.

Pô! Agora eu entendi a Ciça!

Azar

Azar
Se a vida lá fora não para
E aqui dentro
Eu escondo e eu paro
E converso comigo
E as coisas que eu digo
Me fazem sofrer
Já você
Domingo, vai ser outra vez
Do mesmo jeito
Esse aperto no peito
Essa cuca rachada
Vontade engaçada
De morrer
Pois é
Quando eu falo as pessoas
Me olham de lado
Me acham maluco
Triste ou engraçado
Tem gente até
Que insiste em não crer
Veja você
Que eu sou
Desse tipo de gente
Que fala o que sente
E enxerga o que vê
Azar
Se esse é o jeito que eu tenho
De não ter você
Porque eu sou
Desse tipo de gente
Que fala o que sente
E enxerga o que vê
Azar
Se esse é o jeito que eu tenho
De não ter você

Que ótimo isso...Isso é Wilson Simonal em 1974 cantando AZAR, do Sérgio Bittencourt ...

Então... no Brasil é comum achar que o bem humorado é um bobalhão, alguém desantenado dos acontecimentos, que não sabe que o mundo está acabando e que não há mais no que ter esperança. Ser mal humorado passa a impressão de ser inteligente. Aliás, as manifestações pessimistas sempre parecem mais inteligentes que as otimistas. O pessimista é alguém que sabe das coisas. É o antenado, o precavido, o inteligente. O que vai morrer mais cedo!

Pô, meu! Pensamento positivo!

Pensamento positivo

Exatamente isso, minha gente.
Pensamento negativo atrai pensamento negativo.
Pensamento positivo é o que os ingleses chamam 'wishful thinking', 'né'?
Pensar positivo, pensar positivo! Querer pensar positivo, atrai bons fluidos.
Eu sei exatamente os instrumentos de que nós precisamos dispor para atingir esse objetivo;
e eu tenho sobretudo dentro de mim uma fé enorme em Deus, e um ideal.
Eu tenho um ideal. Eu sou uma pessoa idealista.

Você ouviu Fernando Collor de Mello falando de pensamento positivo. Depois ele apareceu musicado pelo Hermeto Pascoal. To pensando o seguinte: você já pensou se o Collor não tivesse pensamento positivo?

Dia de azar

Tentei acender um cigarro
Isqueiro falhou
Hoje é dia de azar
Fui passear no meu carro
Pneu furou
Hoje é dia de azar
Comprei um ingresso pro jogo
Mas estou com medo de chegar pra lá
Pois hoje quem joga é o Mengo
E já estou sabendo que vai apanhar
A televisão tá pifada
O ventilador não ventila mais não
Fui esquentar o almoço
Queimei todo o meu feijão
Ao olhar para a folhinha
Encontrei a explicação
É sexta, é treze
Cruz credo três vezes
É dia de azar
Eu não saio mais não

Pois então, é assim, ao som de DIA DE AZAR, com João Nogueira, que o Café Brasil que tratou de bom humor e mau humor vai saindo de mansinho.

Eu vou voltar a este tema em outros programas.

Com o mal humorado Lalá Moreira na técnica, a distímica Ciça Camargo na produção e eu, este poço de bom humor, Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Fábio Colleone, Karina Klinger, Edvaldo Santana, Zé Fidélis, Wilson Simonal, João Nogueira, Hermeto Pascoal e... Fernando Collor de Mello. Pode?

Este é o café Brasil, um programa bem humorado, ouvido por gente que quer fazer acontecer, gente antenada e disposta a provocar mudanças. Como é que você ainda não se juntou a nós?    www.portalcafebrasil.com.br

E pra terminar, uma frase de ninguém menos que o filósofo grego Aristóteles:

Qualquer um pode zangar-se, isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, pelo motivo certo e da maneira certa, não é fácil.

 

Comentários  

 
+1 # Arnaldo 25-01-2012 11:00
Olá Luciano,
O bão humor é muito importante, porém como sou adepto, ou pelo menos tento ser, do meio termo, equilíbrio, etc..., acho que se a pessoa passar 24 horas de bom humor, ele estaria mais pra idiota do que para “bom vivant”, não sou adepto do mau humor, mas como passar 24 horas de um dia pensando em contas para pagar, filhos, escola, trabalho, ai o idiota do carro da direita numa estrada, simplesmente sai de traz de um caminhão a 40 km/h e entra na sua frente sem ao menos saber se o seu freio esta 100% ou até 70%, bom..., eu exprimo meu ”bom humos” desferindo alguns palavrões “cabeludos” e sigo meu caminho, fico “puto” naquela hora, mas 500 metros adiante nem lembro mais o que aconteceu, não quero ser o “advogado do Diabo”, mas acho mais importante não guardar, armazenar aquela “besteirinha passageira”.
Acho que equilíbrio é bem mais importante que qualquer outra coisa, estou com quase 50 anos, me sinto como se tivesse 25 (não fisicamente é claro) espiritualmente, pois na busca desse equilíbrio sinto que estou apenas gatinhando, e ainda não sei absolutamente nada da vida. Quem sabe em...?
Um grande abraço.
Arnaldo
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+1 # Dan Queirolo 25-01-2012 15:55
Ilustríssimo Luciano!

Sou um novo ouvinte do Café Brasil e o que mais me chamou atenção, logo de início, foi a vinheta no começo do programa.

Gosto de rir, estou sempre bem humorado e meu otimismo é difícil de esgotar, por conta disso, adorei o último podcast sobre Bom humor e Mau humor. Aliás já ouvi alguns tantos programas e me divirto muito.

A questão do humor sempre foi assunto em voga na minha família que é tradicional de circo. Desde minha infância, pude notar fatos curiosos, como por exemplo, o palhaço super engraçado se transformar no meu tio rabugento, ou o mágico sério e misterioso se transformar no primo engraçadão da família.

Aprendi a ser otimista observando minha família, que pretendia trazer alegria a outras pessoas, mas que muitas vezes vivia tristonha.

Neste meu 26º ano de idade, posso dizer com certeza: Tudo vai dar certo!

Um grande abraço!
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0 # andressa bis 25-01-2012 20:12
Querido Luciano,

Excelente podcast,

Sem dúvida o bom humor é chave para uma vida melhor em todos os sentido.Bom humor e otimismo...são necessários para o bem estar.
Tenho passado ao longo dos anos por experiências, que me fizeram mudar completamente meu modo de encarar os problemas.Hoje me sinto mais feliz e otimista e graças a Deus muito melhor de saúde.Qual o segredo? acredite...o bom humor, e a capacidade de encarar as coisas de outra forma.Aquela velha frase clichê.Se a vida te deu um limão...faça dele um deliciosa limonada.É isso aí.Bjo.
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0 # José 26-01-2012 11:24
Já houve ocasiões em que tive que contorcer o metro e noventa prá entrar pela porta do passageiro do meu Uninho Mille. É claro que resmungando como o Mutley e lembrando da queridíssima mãe da anta que deixou o carro assim tão encostado. A mãe dele pode ser que não tenha motivos prá ser xingada, ou sim, por ter criado um bicho folgado desse jeito, mas na dúvida, foi mentalmente lembrada. É claro que como o Saraiva, logo voltei a ficar calminho e contei o acontecido pros familiares, rindo da situação. Pelas citações da prá ver que sou do tempo do guaraná com rolha, cinquentão.
Bom humor, otimismo e a certeza que tudo pelo que se passa na vida tem um sentido, este é o modo que tento viver, mas não quer dizer que saio rindo das pessoas que jogam lixo nas ruas, que me fecham no trânsito, muitas vezes levam o meu carimbo de FDP.

Amor Pra Recomeçar
Frejat

Eu te desejo
Não parar tão cedo
Pois toda idade tem
Prazer e medo...

E com os que erram
Feio e bastante
Que você consiga
Ser tolerante...

Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero...

Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar...

Eu te desejo muitos amigos
Mas que em um
Você possa confiar
E que tenha até
Inimigos
Prá você não deixar
De duvidar...

Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero...

Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar...

Eu desejo!
Que você ganhe dinheiro
Pois é preciso
Viver também
E que você diga a ele
Pelo menos uma vez
Quem é mesmo
O dono de quem...

Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar...

Eu desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar
Prá recomeçar...
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+2 # ANÔNIMO 26-01-2012 16:57
Ah, Luciano... me desculpe por postar anonimamente... vc, aliás, vai conseguir me identificar, mas como o meu comentário envolve uma terceira pessoa, preferi agir assim.

Minha esposa sempre demonstrou um comportamente muito depressivo. Nos seus ataques de nervosismo, fala em se matar, maltrata quem quer que esteja por perto...

Cheguei a comprar um livro, que não me lembro o nome agora, e conheci este termo... DISTIMIA.

Ajudou um pouco, pois de alguma forma eu consegui entender o problema da minha esposa, mas é difícil aceitar que ela maltrata ou simplesmente não demonstra o amor que eu sei que ela sente pelos nossos filhos.

E o pior é que por ser genético, fico muito preocupado quando olho pros dois pequenos.

O maiorzinho já demonstra ser bem nervoso. Espero que seja uma fase, porque não sei se consigo viver com duas pessoas com este mal.

Percebo que minha esposa tem uma expectativa impossível de ser alcançada. Parece que ela traçou uma meta inalcançável justamente para estar sempre de mal humor.

Frequentamos templos budistas e fazemos inúmeros passeios, mas meia hora depois de chegar em casa, o humor dela já se torna sombrio...

E nessa, eu sigo remando. Rindo pra tudo, tentando mostrar pra ela que a vida com um sorriso é bem menos sofrida.

Abraço.
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0 # Katia Oliveira 26-01-2012 23:28
Olá Luciano Pires... sou ouvinte há um tempo e sou feliz também por isso. Aproveito para parabenizá-lo pelo programa, que de uma maneira bem humorada e criativa, me cativa.
Já percebi tristeza e mau humor vividos por mim, mas logo procurei me recompor, buscando o lado positivo dos acontecimentos. É importante encontrarmos motivos para sorrir e cuidarmos dos nossos pensamentos e assim evitar que afundemos num mar de amargura... Dessa forma, somos agradáveis e atraímos coisas boas, pessoas boas, elogios, melhoramos ambientes... ou ainda, ajudamos pessoas que ora ou outra necessitem do nosso bom humor e palavras positivas... bjs
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0 # Samurai 26-01-2012 23:37
Tento sempre ser bem humorado e mesmo que esteja meio mal por causa de algum problema não vejo motivos para afligir outros com minhas próprias mazelas então mostro sempre um sorriso, principalmente se tenho pouco ou nenhuma intimidade com os que me rodeiam.

Não que eu não fique triste na frente de outros, as vezes a tristeza ou a raiva podem ser mais fortes que a sua própria força de vontade e nesse caso "curta" a sua fossa até ela passar. Há fatos que acabam nos tocando de um jeito mais forte e chorar ou gritar vão te fazer melhorar, afinal processos catárticos existem pra isso. Só tome cuidado pra não descontar a raiva em cima dos outros.

Mas as vezes isso é interpretado de maneira errônea, volta e meia acham que sou idiota por ser otimista ou então dizem que só continuo rindo por que ainda não entendi o tamanho do problema.

Não acho que ficar maldizendo o destino por causa de alguma desventura vá fazer a solução aparecer, e sim sentar e analisar a situação. E nada melhor que relaxar e verificar com calma todas as possibilidades pra encontrar a solução.

Mas o que mais me incomoda nessa falta de otimismo epidêmica que vejo é o fato de ela ser passada cada vez mais cedo às crianças.

E isso me entristece, pois tirar o direito da criança de sonhar é pra mim uma crueldade imensurável. Explico, como veem o otimismo como algo tolo, acabam quebrando os sonhos das crianças antes que elas tenham a oportunidade de fantasiar e ter esperanças e assim elas podem se tornar pessoas mais "fortes" pois sabem desde cedo o que é a realidade. Isso parece errado em tantos níveis que nem consigo contar.

Eu acho que uma criança tem que sonhar só assim ela vai poder explorar seu potencial e superar seus limites e isso sim a tornará mais forte no futuro.

Hehe, fugi um pouco do tema... mas acho que é isso, devemos todos ser otimistas em relação aos problemas e ensinar as crianças a também serem otimistas para lhes darem o direito de sonhar, pois assim, acredito, que virão a se tornar adultos mais criativos e dispostos.
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0 # Aharon Sande 27-01-2012 09:13
Olá Luciano, conheci seu podcast a umas 2 semanas e não consigo parar de ouvi-lo. Mas gostaria de deixar uma pedido, não teria como fazer um pacote com seus episódios e coloca-los para download?
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0 # Henrique 27-01-2012 11:40
Boa luciano, pesquisa bem feita, bom humor, "cutucadas celebrais"...tomara que ajude aos portadores de mau humor crônico... vamos sentir melhoras no trânsito, nas praças, nas repartições públicas, estabelecimentos comerciais, transporte público e nos lares...Penso que vai dar certo.Positive vibration !!
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0 # marcos o genio do mal 28-01-2012 22:11
Luciano, você me fez um bem nesta noite de sabado, ouvi este e os ultimos dois programas, bem vou tentar resumir o porque de ser grato, e achar que estou no caminho certo.
Bem, tenho um podcast o internet discada, onde levamos humor para o publico, porem o que os ouvintes não sabem e nem é preciso e que a situação em casa não esta muito boa, fui mandado embora a dois meses e estou no seguro, estaria tudo bem se minha esposa, que ainda estava na experiencia não tivesse sido mandado embora também, filha pequena, fralda para comprar, a conta de telefone dois meses atrasada, incrivel mais o chuveiro queimou, sorte que tem o da minha mãe na casa dos fundos, hoje o gas acabou, estamos comendo bastante batada porque é mais barato, segunda feira vou começar em um emprego novo que ainda é incerto, mais sei que meu primeiro salario sera para pagar todos os empretimos que fiz para não deixar faltar nada a minha familia, negocio a prestações do curso que estou fazendo, e nesta ultima semana teve um reentegração de posse perto de casa que abanou nossas vidas por uma semana, hoje sabado a noite sem poder sair, sem poder e nem ter nada para comemorar me senti na frente do computador e ouvi este e os ultimos dois programas, que na verdade não tinham nada a ver que meus problemas, mais vc é uma pessoa positiva, e me enssinou também como e importante sorrir... bem isso foi um desabafo, você Luciano muitas vezes faz algo que talvez não perceba, te alguma forma não magica, tira a tristeza no nosso coração e nos mostra que ainda a esperança, obrigado.
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0 # Bruno 30-01-2012 14:20
Tudo bem Luciano?
Há aproximadamente três meses fui apresentado ao seu programa e desde então venho ouvindo todos os podcast´s. Não apenas o podcast atual, mas os anteriores também. Outro dia ouvi o programa que você comemorava a publicação de número 200, isso mesmo, venho ouvindo todos realmente.
Cada programa é muito especial, seja pelas iscas intelectuais ou as músicas que acabo conhecendo com muito gosto. Tenho em meu celular da China a música PA RI, da Rhaissa Bitar, para mostrar às pessoas. E como isso é divertido! Desde então venho explorando o Google para conhecer outras músicas dela e de outros nobres artistas que eu desconhecia até passar a ouvi-los em seu programa.

Infelizmente comentei apenas um programa, mas vivo me cobrando para fazer o próximo comentário e hoje estou cumprindo com minha parte, não por obrigação, mas por necessidade de poder fazer algo para demonstrar como sou grato por poder ouvir e ler o conteúdo estupendo que existe aqui.

Hoje em especial estava comentando sobre um empreendimento gigante que um tal Sr. “X” está construindo em uma cidade do Rio de Janeiro. Sou de BH/MG, mas admiro muito o que este tal “X” faz no Rio. Bom, quase apanhei por falar isso. Pedi então que estas mesmas pessoas me falassem quem é um empreendedor admirado por eles e como já era de se esperar a resposta foi “nenhum”. Estava clara aquela velha mania de criticar quem se sobressai. Na pior das hipóteses, poderiam ter citado o Barão de Mauá por ter vivido há muitas décadas atrás, mas ai dependeria de cultura não é mesmo?
E é por levar minha vida com muita alegria que talvez consiga admirar pessoas e fatos em que muitos só veem o pior.

Para finalizar, não dá para escolher o melhor podcast ou o que mais me ajudou a ampliar minha compreensão do todo, mas uma história em especial me ajuda muito o tempo todo. Conforta-me lembrar que Carlos Drummond de Andrade, mesmo cercado por pocotós, conseguia o equilíbrio para se manter financeiramente e também expressar sua genialidade sem deixar que o limitassem. Não escrevia de forma mais simplificada para agradar aos pocotós e sim como deveria ser. Sempre que me sinto um peixe fora d água me lembro disso e fico quieto onde devo ficar e me expresso onde realmente posso e me sinto bem à vontade, em casa com minha esposa ou com uns pouquíssimos amigos.

Muito obrigado pelas iscas que às vezes são uma porrada na orelha, mas sempre me deixam muito feliz!

Pô, estou com sorriso de Duchenne agora que escrevi.

Forte abraço a você, ao Lalá e a Ciça.
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0 # Isaura Rocha 31-01-2012 22:11
Oi Luciano! Bom dia, boa tarde e boa noite pra você também!

Sou espectadora recente e estou tirando o atraso, escutando todos os programas do Café Brasil. Sempre quis comentá-los, mas sempre acabava deixando pra depois. Até que hoje escutei o programa "282 - Bom humor, mau humor", que me ajudou a resolver a maioria dos meus problemas, senão todos, e por isso não poderia deixar de enviar meu comentário.

O fato é que ontem, em um momento de insônia, peguei um caderno e comecei a escrever meus problemas, tentando organizar as idéias e descansar a mente. Se tivesse sorte, pegaria no sono logo. Em resumo, a lista continha problemas na empresa, com o namorado, preocupações com a saúde e muito stress acumulado. Irritação e indignação com tudo e com todos. Me peguei fazendo a típica pergunta: "por que isso só acontece comigo?". Também me perguntei o que estava fazendo errado, mesmo tentando fazer certo.

Até sei que deveria importar menos com os problemas, que existem problemas muito mais graves do que os meus, que poderia ser pior!.. Mas não conseguia usar o pensamento positivo nem o bom humor para melhorar. Eu queria ter razão em tudo, não importava se isso ia me deixar triste ou estressada. Eu escutava alguns dos seus programas e me indignava: onde é que o Brasil vai parar?

Então escutei o programa 282 e me identifiquei com cada virgula que falou. Eu estava uma "chatonilda de galocha", tanto que nem eu estava me aguentando. E colocando a culpa toda no ambiente, nos fatos que "só acontecem comigo"! É... o grande problema é que eu estava mal humorada e não sabia, não percebia. Só conseguia reclamar, só queria ter razão. Era isso que eu estava fazendo errado.

Seu programa me deu um "pedala" e me fez cair na realidade. Eu quero é ser feliz e ficar bem com o mundo. Quero viver mais e bem. Se for pra reclamar, que seja pra tentar melhorar as coisas, pensando positivamente, não para fazer disso a razão do meu (mau) humor.

E não é que já comecei a atrair bons fluidos!? Já estou me sentindo com sorte! =D

Obrigada pelas cutucadas cerebrais e que continuemos tentando melhorar o Brasil com bom humor e pensamento positivo!
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0 # Frank William Toogood 31-01-2012 22:51
Olá Luciano,

Não escrevo para parabenizá-lo por este programa ou pelo PodCast. Mas não me tome por mau humorado! Na verdade, eu gostaria de agradecer por me apresentar, ainda que indiretamente, meu mais novo mestre em matéria de redação e humor.

Fiquei muito curioso em relação ao Zé Fidelis, por causa da música aqui apresentada. Procurando mais sobre o dito cujo, me deparo com um verdadeiro gênio da redação humorística e interpretação. Eu, literalmente, chorei de rir por 8 minutos acompanhando uma transmissão radiofônica da década de 50.

Jogos de palavras ("outrintas" em vez de "ouvintes"), situações cartunescas (transmissão de um velório menos animado do que outros), sacadas diretas e rápidas, interpretação magnífica. Um "purtuguês" imitando um "purtuguês", ora pois! Minha mente explodiu com as paródias e canções jocosas.

O que eu AINDA estou aprendendo com Zé Fidelis será devidamente aplicado nas minhas modestas criações literárias. O que aprendi com Zé Fidelis, faculdade nenhuma poderia ensinar.

Obrigado por indicar a porta. Eu fui lá, abri e descobri um mundo que não imaginava existir. Quem sabe o mundo que eu vou descobrir na porta ao lado, hein?
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0 # Fabiano Loureiro 31-01-2012 22:52
Olá senhor Luciano,
Tenho dificuldade de acordar de bom humor, mas sempre se da um jeitinho hehehe na verdade estou mandado esse comentário pois após ouvir um programa de rádio da minha cidade, apresentado pelo radialista Oswaldo Oleare, cujo conhecimento musical é tanto que chega me assustar, ele é pai de um amigo antigo meu (11 anos de amizade) e ao perceber diversos pontos em comum entre você e ele, tenho como objetivo apresentar ambos um ao outro, e ainda quero ouvir um café brasil com esse monstro do rádio capixaba.
Atualmente ele apresenta o programa Clube da Boa Musica, junto ao seu filho que estuda jornalismo e também é apaixonado por música, na rádio Universitária FM 104,7 em Vitória-ES http://www.universitariafm.com.br/ . O horario do programa é toda terça de 20:00 às 22:00 Se o senhor puder ouvir o programa algum dia, ou então quiser conhecer o "Don Oleare" como gostamos de chamá-lo hehehe por favor me envie seu contato para reunir essas duas inspirações!
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0 # Matheus Fernandes Martins 02-02-2012 12:39
Olá pessoal,
Acho que esse programa vai me ajudar a mudar um pouco a minha personalidade... Ultimamente tenho estado bem pessimista com a realidade do meu país e por isso meio triste e introvertido, e agora acho que estou mais calmo, mas é claro, nem por isso mais acomodado.
Um abraço à Ciça, ao Lalá e ao Luciano.
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0 # Maria 15-02-2012 14:14
Luciano, após ouvir seu post não controlei a necessidade de compartilhar com vocês minha experiência. Tenho 51 anos, cresci ao lado de tios e tias muito divertidos e era comum em nossas reuniões familiares rirmos muito. Aos 16 anos, comecei a trabalhar em uma empresa estatal, apesar de responsável e competente profissionalmente nunca fui promovida, pois eu tinha bom humor e isso não era bem visto pela chefia. Certa vez, ouvi de meu chefe 'a seriedade dignifica a mulher', seu comentário me levou a crer que ele me via como leviana e incompetente, independente dos meus resultados no trabalho, sem contar o tom demonstrando a imoralidade que há em uma mulher bem humorada. Não me deixei levar por esse comentário ignorante e continuei com meu comportamento natural. Casei-me em 1984, meu atual ex-marido também não gostava de meu bom humor, afinal, eu era uma mulher casada. Anos mais tarde, trabalhando como professora universitária, acreditando no fim do preconceito, ouvi mais uma vez do reitor da universidade que mulher que ri, não é 'séria'.

Por sorte, sou bem resolvida com meu bom humor e só posso lamentar o comportamento de certas pessoas que associam mau humor a responsabilidade.

Abraços
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0 # Júnior PETAR 17-02-2012 23:10
Sensacional. Encaro a vida com bom humor, pois o tempo é curto. Gasto com coisas legais e sempre sorrindo. Adorei. :lol:
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0 # Fábio Colelone 01-03-2012 20:48
:lol:
Saudações Luciano!
Baixei alguns podcasts pra ouvir enquanto fazia fisioterapia e aguardava a maquininha de choque fazer o trabalho no meu ombro. Coloquei este podcast "Bom humor Mau Humor", pra ouvir e fui conversando com a Fisioterapeuta sem prestar muita atenção no começo da narrativa do comentário, já que pretendia ouvir novamente mais tarde.
De repente uma parte da narrativa me chamou a atenção pois falava de plantio de pimentas biquinho e Eu achei engraçado pois aquilo me parecia familiar. Me deu um estalo e Eu comecei achar familiar demais. Poutz, era meu comentário!!!!! Voltei novamente para o começo e ouvi novamente.
Muito gostoso ter um comentário "imortalizado" num podcast seu, ainda mais sabendo que ele vai atravessar fronteiras e ir até a Europa, Asia, Oceania, Africa e Américas!!!! Fantastico!!!
Nem preciso dizer que o meu bom humor foi a mil e mostrei a todos que conheço.
Outra coisa engraçado foi que quando estava indo para a fisio, Eu fiquei pensando que queria receber um livro autografado seu e Era o "Nois que invertemos a coisa" mesmo.
Com relação ao podcast, achei muito bom, me fez lembrar o quão importante é a "porta ao lado" e nos outros dois dias seguintes fiquei mais critico com relação ao meu comportamento com as coisas.
Aquela frase que diz que somos fruto de nossas escolhas é bem verdadeira. Estou escolhendo ser honesto, ético e bem humorado. Vamos nessa?!?!
Obrigado pelo cafézinho e pelo livro.
Forte abraço.

Fábio Colleone
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0 # Fábio Fabuloso 08-03-2012 16:28
Bom Dia, Boa Tarde e Boa Noite.
Sou um novo admirador, ouvinte e acompanhante desse programa, primeiramente os meus mais sinceros Parabéns!
Sou, dizer na verdade que Sou é uma grande mentira, pois eu tento ser locutor na rádio MCs Web e tem gente (ouvinte) que diz que gosta do meu trabalho, enfim (...)
Com respeito ao programa de hoje, gostaria de dizer que falar sobre Qualquer assunto e expor o seu ponto de vista sobre ele, por si só já é um grande e complicado detalhe.
No entanto, falar de Humor e Mau Humor é mais complicado ainda, pois o que é a Felicidade? Aonde encontra-la?
Gosto de ser "feliz", sim, feliz com aspas, do meu jeito, na verdade prefiro dizer que procuro Fugir (tento pelo menos) dessa rotina do dia-a-dia por fazer o que me faz Bem: ouvir música, fazer a apresentação na rádio a qual tento ser locutor, ler um bom livro, atualizar meu blog ao qual sou redator e por aí vai, mas será que sou feliz?
Com essas questões de existência em mente, gosto de pensar que a Felicidade é, como diz o nome de uma música do Cpm22 - Felicidade Instantânea.
Sim, eu considero a Felicidade como instantânea: agora você tem (está) Feliz (...) passados alguns momentos, você Não está mais Feliz por conta das "situações", da rotina do seu dia-a-dia.
Quer dizer então que a pessoa que pensa assim é Infeliz? Mau humorada? Não necessariamente, porque cada coisa é uma coisa.
Mas o mais importante não é como as pessoas Encarem umas as outras e Sim, como Eu, ou quem quer que seja, se Sinta e Se veja, porque foi comprovado e devidamente comprovado , digo de passagem, que o Importante é o que Importa.

Atenciosamente,
Fábio Fabuloso
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