271 - Geração T

10
Mai 2011
10 Mai 2011

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O programa da semana trata de gerações, mas de uma geração diferente, que no fundo nem geração é: a Geração T, das pessoas que sabem de tudo que acontece, mas não tem a menor idéia do porquê acontece. Um grupo de pessoas incapaz de exercer a curiosidade intelectual, só a social. Vamos tratar de curiosidade também. Se você reconhecer alguém, não será coincidência. Aliás, pode até ser você... Na trilha sonora a festa de sempre: Beto Guedes, Rhaissa Bittar, Tião Carreiro e Pardinho, Nicolas Krassik e os Cordestinos, Duofel com Heraldo do Monte, Nó em Pingo D´Água e Genival Lacerda. Que festa! Apresentação de Luciano Pires.

 

Bom dia, boa tarde, boa noite! Em programas anteriores tratei dos conflitos de geração, da geração Y e de como estamos vivendo um período em que aplicar rótulos é coisa complicada. Parece que tentamos reduzir a complexidade das coisas através da simplificação que retira nuances e reduze tudo a uma verdade simplificada. E errada... Hoje vamos mais um pouco nessa trilha, tratando de gerações.

Pra começar, uma frase do sempre genial Albert Einstein que um dia disse assim:

É um milagre que a curiosidade sobre viva à educação formal.

E o exemplar de meu livro NÓIS...QUI INVERTEMO AS COISA desta semana vai para...para... atenção...Jéssica Dalcin da Silva, que comentou assim o programa A GERAÇÃO DO EU MEREÇO:

“Quando li o texto da Eliane Brum pela primeira vez, senti que ‘serviu o chapeu´, sabe?

Sou a descrição que ela faz de quem gostaria de ter nascido sabendo tudo. Tudo me irrita, me cansa, e logo perde a graça. Se não fosse o fato de eu ser muito responsável, já teria abandonado N projetos pela metade.

Vim ao mundo em 1981. Muitos dizem que é pelo fato de ser geminiana, mas como não há provas nem a favor nem contra, pode mesmo ser a soma das duas coisas.

Só que atualmente também sou mãe de uma menina de 7 anos, que é um ´avião´ perto de quando eu tinha essa mesma idade. Logo eu pensei: se eu criá-la como meus pais me criaram, estou perdida. Logo ela vai me ter na mão, pois argumenta, tem uma certa postura de moça que, nos meus 7 anos, era impensável - eu não tinha voz, nem escolha, nem poder de decisão. As coisas vinham prontas pra mim. Enquanto que ela se posiciona, toma partido, se informa para (na medida do possível) discutir a questão sabendo do que se trata.

Tio Google ajuda, claro. Então, isso força com que eu seja melhor. Preciso ser. É na minha mãe que ela se apega quando sente medo. E para eu estar assim, no comando da situação, nada melhor como uns ´nãos´ de vez em quando, devidamente embasados nos seus porquês. Ela merece saber do que realmente acontece. Abraços!”

Opa, Jéssica, que fascinante essa percepção de que também somos educados por nossos filhos, não é? Pois é, a vida é assim mesmo.

A Jéssica ganhou o livro pois teve a iniciativa de escrever pra gente comentando um programa. Que tal você entrar nessa?

A vaca já foi pro brejo

Mundo velho está perdido
Já não endereita mais
Os filhos de hoje em dia já não obedece os pais
É o começo do fim
Já estou vendo sinais
Metade da mocidade estão virando marginais
É um bando de serpente
Os mocinhos vão na frente, as mocinhas vão atrás...
Pobre pai e pobre mãe
Morrendo de trabalhar
Deixa o coro no serviço pra fazer filho estudar
Compra carro a prestação
Para o filho passear
Os filhos vivem rodando fazendo pneu cantar
Ouvi um filho dizer
O meu pai tem que gemer, não mandei ninguém casar...
O filho parece rei
Filha parece rainha
Eles que mandam na casa e ninguém tira farinha
Manda a mãe calar a boca
Coitada fica quietinha
O pai é um zero à esquerda, é um trem fora da linha
Cantando agora eu falo
Terreiro que não tem galo quem canta é frango e franguinha...
Pra ver a filha formada
Um grande amigo meu
O pão que o diabo amassou o pobre homem comeu
Quando a filha se formou
Foi só desgosto que deu
Ela disse assim pro pai: "quem vai embora sou eu"
Pobre pai banhado em pranto
O seu desgosto foi tanto que o pobre velho morreu...
Meu mestre é Deus nas alturas
O mundo é meu colégio
Eu sei criticar cantando: Deus me deu o privilégio
Mato a cobra e mostro o pau
Eu mato e não apedrejo
Dragão de sete cabeças também mato e não alejo
Estamos no fim do respeito
Mundo velho não tem jeito, a vaca já foi pro brejo...

Opa! Você ouviu Tião Carreiro e Pardinho com A VACA JÁ FOI PRO BREJO, de Lourival dos Santos e Tião Carreiro, aqui pegando pesado com a molecada... mas sabe que molecada é essa? É a molecada lá dos anos 50 e 60, sacou. Provavelmente os seus pais...

Pois então é ao som de Nicholas Krassik e os Cordestinos com OPINIÃO, de Zé Keti, que vamos partir pra conversa.

Meu amigo Patrick é francês e vive no Brasil há anos. Tem uma visão crítica da forma de ser do brasileiro em comparação a outros povos, especialmente os europeus. E eu me divirto com ele.

Recentemente, presente a um desses eventos badalados que tratam de redes sociais, ele me ligou para descrever o público. Jovens, muito jovens, com seus IPads e IPhones, tuitando furiosamente enquanto assistiam às palestras de dezenas de especialistas. Ao final da palestra, invariavelmente o apresentador dizia:

- Alguma pergunta?

Silêncio. Ninguém. Nada. E assim foi, de palestra em palestra. Ninguém nunca perguntava nada.

O Patrick então disse que aquela era a geração T. Tê de testemunha: “Sou testemunha de tudo, mas não tenho opinião sobre nada.”

É isso mesmo que tenho visto por aí: a geração T dominando os espaços e dedicando-se à única coisa que consegue fazer: contar para os outros o que viu. Ou no máximo, repetir a opinião de terceiros, enquanto permanece incapaz de analisar, comparar, julgar e de emitir opiniões.

Mas sabe o mais louco? A “geração T”, diferente das outras gerações, parece não ter um período definido. Não é composta exclusivamente de gente que nasceu entre o ano x e o ano y... É claro que a quantidade de jovens é muito grande, mas ela generosamente engloba gente nascida desde 1950...

Em minha palestra “Quem não se comunica, se trumbica”, aliás, acabou de sair uma discussão muito grande aqui. Metade diz que é trumbica e metade diz que é estrumbica. Quando eu morava em Bauru a gente falava estrumbica, mas tem gente que aposta que o Chacrinha falava trumbica. Uma pela outra. Quem não se comunica se trumbica ou quem não se comunica se estrumbica é o nome da palestra.

Nela, eu falo de um estudo que mostra que nos 40 mil anos que se passaram desde o momento em que o homem desceu das árvores até inventar a internet, a humanidade produziu 12 bilhões de gigabytes de informação, algo como 54 trilhões de livros com 200 páginas cada.

Agora veja esta: somente no ano de 2002 produzimos os mesmos 12 bilhões de gigas! Geramos num ano o mesmo que em 40 mil anos...

Em 2007 foram mais de 100 bilhões de gigas! E em 2012 serão alguns trilhões! Produzimos informação numa velocidade cada vez maior enquanto inventamos traquitanas que tornam cada vez mais fácil acessar essas informações. Mas de que adianta ter acesso à informaçaõ se não temos repertório para dar um sentido à realidade?

O resultado é a geração T, que sabe tudo que acontece, mas não tem idéia do por que acontece. Entrega-se à tecnologia de corpo e alma, como “vending machines”, aquela máquina automática de vender refrigerantes em lata, sabe? Distribuidores de conteúdo de terceiros, focados no processo de distribuição, mas sem qualquer compromisso com o conteúdo distribuído.

Nada a estranhar, afinal. Querer que as gerações que saem de nosso sistema educacional falido conheçam questões conceituais, paradoxos, tradições, estilos de comunicação, relações de causa e efeito, encadeamento lógico dos argumentos e significados para poder exercer o senso crítico é um pouco demais, não é não? É mais fácil e menos comprometedor simplesmente contar para os outros aquilo que ficamos sabendo.

A geração T não consegue praticar curiosidade intelectual, só a curiosidade social. Tentei achar um nome para esse fenômeno e acabei concluindo que só pode ser um: fofoca.

A geração T é a geração dos fofoqueiros. E você é testemunha.

Vizinha fofoqueira

Minha vizinha
Falou pra minha mulher
Que eu chego no cabaré
Enchendo a cara de mé
E eu falei
Fofoca dela
Também falou
Que eu sou um cara garanhão
Quando chego no salão
Vou logo passando a mão
E eu falei
Fofoca dela
Também falou
Que eu saio com meus amigos
Que pago tudo não ligo
Parece que eu sou rico
E eu falei
Fofoca dela    
Só não falou
Que a gente tá ficando
E hoje tá fazendo um ano
Que eu também sai com ela
Fofoqueira
É isso que ela é
Fofoqueira
Cuidando da minha vida
E sócia da minha mulher
Também falou
Que eu só viajo de avião
Que eu só como camarão
Que tudo meu é grandão
E eu falei
Fofoca dela
Também falou
Quando o meu time é derrotado
Eu encho o carro de viado
E vou pra rua embriagado
E eu falei
Fofoca dela
Também falou
Que eu invento de ir pescar
E sá farra marigá
Só não falou
Na gente lá no motel
Ela me deu um anel
Olha: pelo carro
Minha filha
Tome cuidado
Eu sou rei morto
E dei um carro pra ela
Fofoqueira
É isso que ela é
Cuidando da minha vida
E sócia da minha mulher

Cara! Como o Genival Lacerda é bom. Aqui você ouve VIZINHA FOFOQUEIRA, de Geraldo Rodrigues, Marcelo Ruivo, João Lacerda. Meu! Eu estou besta com esse arranjo...

Mas qual será a saída para a Geração T, hein?

Bem, uma pista a gente encontra num texto chamado ESTIMULANDO A CURIOSIDADE, de Stephen Kanitz, publicado na revista Veja em 2003.

Ao fundo você ouvirá um negócio maravilhoso:  DO OUTRO LADO DO OCEANO, com Fernando Melo e Luiz Bueno, o Duofel, mais Heraldo do Monte. Uma delícia.

Durante a estada de Richard Feynman no Brasil, um dos poucos ganhadores do Prêmio Nobel que pudemos conhecer de perto, os alunos pediram a ele que desse uma aula sobre nossos métodos de ensino na área da física. Feynman pegou cinco ou seis livros de física adotados pelo MEC naquela época e um mês depois disse que só daria aquela aula no último dia de sua permanência no país.

No dia fatídico, dezenas de professores de física se reuniram para ouvir sua palestra. Essa história é contada por ele no livro Deve Ser Brincadeira, Mr. Feynman.

Começou assim a palestra: "Triboluminescência, diz no livro de vocês, é a propriedade que certas substâncias possuem de emitir luz sob atrito". E mostrou como nossos livros apresentavam a matéria pronta, incentivavam a decoreba, eram essencialmente chatos e confusos.

Isso foi escrito há trinta anos, mas, pelas queixas dos alunos, nossos livros de física não melhoraram tanto quanto deveriam.

Segundo Feynman, um livro americano abordaria a questão de forma um pouco diferente. "Pegue um torrão de açúcar e coloque-o no congelador. Acorde às 3 da manhã, vá até a cozinha e abra o congelador. Amasse o torrão de açúcar com um alicate e você verá um clarão azul. Isso se chama triboluminescência."

Não sei se ficou clara a diferença que Feynman tentava demonstrar, nem sei se os livros didáticos americanos continuam os mesmos, mas basicamente nossos métodos de ensino apresentam muita informação e teoria em vez de despertar a curiosidade.

Pa ri

Na fila dupla ali, aflito a rir
Dou ré, repenso o rumo, reinvento o vir
Se errar, ferrou! Correr? morrer? Fugir?
O carro, o roubo, o risco do existir
O rito, a pluma, o laço, a blusa blue
O rouge, a sombra, o rímel e o riso ácido
O rato, o reto, o rico, o rótulo
O burro, o lerdo, o sujo e o rápido
A fé que rege a vida da noviça
Perde quando o vício do hábito a despir
Se ajoelhar no milho e se humilhar
Se arrepender, rezar, se revelar
Marrom glacê, garçon, pavê, pa ri
O Ratatouille, o queijo e o rondeli
Jogar, jurar, jorrar, chover, dormir
Urrar, berrar, chorar, morrer de rir

Opa! E eu botei aqui a Rhaissa Bittar cantando Pá Ri. Você deve estar se perguntando o que é que uma música em francês tá fazendo aqui no programa? Pois é, é pra estimular sua curiosidade. Dá uma olhada na letra dessa música lá no roteiro deste programa que a gente publicou lá no www.podcastcafebrasil.com.br . Acho que você vai levar um susto. E descobrirá como é bom ser curioso!

 

Continuando o texto de Stephen Kanitz.

Criamos alunos tão bem informados que no Brasil inteligência virou sinônimo de erudição. Inteligente é quem sabe muito, quem repete as teorias e conclusões dos outros. Um dia ele poderá até ter opinião própria, mas será difícil se ninguém estimular sua curiosidade.

Sem dúvida, toda sociedade precisa de pessoas eruditas, aquelas que sabem os caminhos que já foram percorridos. Erudição não mostra necessariamente inteligência, mas demonstra que a pessoa tem boa memória.

No mundo moderno, em constante mutação, inteligência quer dizer outra coisa. Significa enxergar o que os outros ainda não vêem. Isso é próprio de pessoas criativas, pesquisadoras, curiosas, exploradoras, que encontram soluções para os novos problemas que temos de enfrentar.

O método de ensino eficaz, segundo Feynman, deveria formar indivíduos curiosos. O objetivo final de uma aula teria de ser formar futuros pesquisadores e não decoradores da matéria. O que mais o espantou é que nosso ensino de física e química é muito superior ao americano, algo que todo brasileiro já sabe. Mesmo assim, notou Feynman, o Brasil produz menos físicos e químicos que os Estados Unidos.

A hipótese que ele levanta é o método de ensino. Damos muita teoria e informação, mas ensinamos pouco como usar as informações aprendidas. Por sua vez, os americanos sabem e aprendem muito menos teoria, mas devotam mais tempo aprendendo como usar a informação apresentada, sob todos os ângulos.

Suspeito que essa seja a razão de nosso péssimo desempenho nos testes internacionais administrados pelo PISA - Programa Internacional de Avaliação de Alunos, em que o Brasil aparece nas últimas colocações, inclusive em física. Os testes do Pisa enfatizam mais o uso da informação do que a lembrança da informação em si, algo em que o aluno brasileiro se destaca.

O certo seria, talvez, escrever livros "didáticos" menos didáticos e mais motivadores, que estimulassem a curiosidade e fossem mais relacionados com a vida futura de nossos alunos. Alguns dos livros que avaliei mal estimulam o aluno a virar a página para o próximo tópico, muito menos poderiam seduzi-lo a se dedicar ao assunto o resto da vida.

Vamos fazer um simples teste entre 1 000 alunos e descobrir quantos jogaram fora seus livros didáticos após a formatura e quantos os guardaram como o primeiro volume de uma grande biblioteca sobre o assunto. Isso nos diria quais os livros didáticos que de fato estimularam nossa curiosidade.

Curiosidade... O objetivo principal do ensino moderno.

Muito bem... o mestre Stephen Kanitz nos fala de coisas que podem nos ajudar de fora pra dentro: processos de ensino, livros bem feitos, equipamentos e uma política educacional que considere a curiosidade dos alunos.

Pois é. Mas e de dentro para fora? Existe algo que nos motive a sair da inércia, escapar do rebanho, que nos predispõe a desenvolver não só a capacidade de decorar fórmulas, mas de partir atrás do porque as coisas acontecem? Algo que nos ajude a praticar a curiosidade intelectual, e não só a curiosidade social?

Eu não acredito em fórmulas prontas. Não existem. Mas eu posso tentar contar algumas coisas que me ajudaram a chegar até aqui. Vamos ver se serve pra alguma coisa.

Ao fundo você está ouvindo ASSANHADO, a obra prima de Jacob do Bandolim com o grupo Nó em pingo d'água.

Bem, sou da geração de 1956 que quando ficou madura os Beatles já tinham acabado, 1968 tinha passado e a AIDS estava chegando. De certa forma sou de uma geração que perdeu o bonde da história.

Família de classe média, quando classe média era uma classe média e não uma classificação a serviço do marketing governista. Eu fui um jovem igual a todos os demais. Não fiz nada de diferente. Mas sempre fui extremamente curioso e li pra caramba.

Lia tudo que caía em minhas mãos, assinava o clube do livro e consumia grande parte do meu tempo livre afundado num livro. Me interessava por ciências, comprava tudo que eu achava sobre paleontologia e astronomia e assim foi minha juventude, que me apresenta um primeiro atributo: CURIOSIDADE.

Foi a curiosidade que me colocou em contato com idéias de outras pessoas e lamento muito não ter conseguido - e não conseguir - estudar e ler mais ainda.

Sempre desenhei e achava que quando crescesse eu seria um cartunista. Para isso eu treinava, desenhava, desenhava e desenhava.

Em São Paulo, aos 20 anos de idade lembro-me de passar noites em claro desenhando, sem nenhum objetivo a não se treinar, treinar, treinar.

O mesmo aconteceu com a escrita: quando achei que eu conseguia escrever, não parei mais. Ainda não aprendi, mas já treinei um bocado. Outro atributo: PRATICAR. Foi essa dedicação à prática que me permitiu desenvolver algumas habilidades que eu já tinha.

Desde pequeno compreendi que era nas atividades de risco que estariam as grandes recompensas e nunca me permiti evitar riscos.

Sempre que me vi diante de uma escolha, parti para a mais arriscada, seguindo aquela técnica de pular na piscina de água fria: você só tem que dar o impulso. Depois que estiver no ar, não tem mais volta. Outro atributo: CORAGEM, ou OUSADIA.

Então. A curiosidade me deu disposição para ler, conhecer outras ideias, aprender formas de ver o mundo, desenvolver o gosto por conhecer as coisas.

A prática me deu a oportunidade de dominar certas técnicas, a  desenvoltura para assumir responsabilidades e riscos cada vez maiores.

A coragem me deu ânimo para não desistir diante dos obstáculos. E olha que louco: só desenvolvi a coragem quando pratiquei para ganhar segurança. E só pratiquei quando tive repertório para fazer de forma consciente as escolhas que julgava melhores para a carreira que eu desejava seguir.  E quanto mais coragem, mais riscos, mais conquistas, mais aprendizado, mais... Sacou? Tá tudo amarrado, percebeu? O resultado isso é uma coisa chamada... prazer.

E você notou como não falei nada sobre a educação formal, a escola que eu cursei ou o diploma que eu tirei? Por uma razão muito simples: eu não acho que nada que eu tenha feito aconteceu por causa da educação formal. Educação formal é como a academia que nos dá força, flexibilidade, fôlego para um corpo saudável. É o que você decide fazer com esse corpo o que realmente importa, sacou?

E essa decisão tem a ver com aquele ciclo repertório, reflexões, análises, julgamentos, escolhas e... repertório outra vez. Um ciclo que nos leva a pensar a respeito de como estamos administrando nossas vidas. E às vezes descobrimos que tem alguém administrando por nós... É quando concluímos que somos parte da Geração T, sacou?

É óbvio? É. E é exatamente por isso que tem que ser lembrado.

Vevecos, panelas e canelas

Eu não tenho compromisso, eu sou biscateiro
Que leva a vida como um rio desce para o mar
Fluindo naturalmente como deve ser
Não tenho hora de partir, nem hora de chegar
Hoje tô de bem com a vida, tô no meu caminho
Respiro com mais energia o ar do meu país
Eu invento coisas e não paro de sonhar
Sonhar já é alguma coisa mais que não sonhar
Para quem não me conhece eu sou brasileiro
Um povo que ainda guarda a marca interior
Para quem não me conhece, eu sou assim mesmo
De um povo que ainda olha com pudor
Que ainda vive com pudor
Queria fazer agora uma canção alegre
Brincando com palavras simples, boas de cantar
Luz de vela, rio, peixe, homem, pedra, mar
Luz de vela, rio, peixe, homem, pedra, mar
Sol, lua, vento, fogo, filho, pai e mãe, mulher

E é assim, ao som de VEVECOS, PANELAS E CANELAS, de Milton NascimentoFernando Brant com o Beto Guedes que o Café Brasil de hoje vai saindo de mansinho.

Curiosidade, prática, coragem, sacou? Uma alimentando a outra. Não garanto que resolve, mas garanto que ajuda...

Com Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e eu, Luciano Pires, na direção e apresentação.

Estiveram conosco a ouvinte Jéssica Dalcin da Silva, Stephen Kanitz, Tião Carreiro e Pardinho, Nicolas Krassik e os Cordestinos, Genival Lacerda, Rhaissa Bittar, Duofel com Heraldo do Monte, Nó em Pingo D´Água e Beto Guedes. Tá bom, né?

Este é o Café Brasil, um programa ouvido por gente que não se conforma e que está disposta a mudar as coisas. Venha pra cá, junte-se a nós: www.portalcafebrasil.com.br .

Pra terminar uma frase do filósofo e escritor francês François Marie Arouet, mais conhecido como Voltaire:

Julgue um homem por suas perguntas e não por suas respostas.

 

Comentários  

 
0 # claudio kalil 10-11-2011 11:57
:lol: muito bom
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0 # claudio kalil 10-11-2011 11:58
:lol: muuito bommmmmmmmmm
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+1 # aLx 10-11-2011 14:14
Excelente cast!

Eu me preocupo muito com a questão desta nova geração, afinal tenho o Alezinho, com 4 anos e a Ana Júlia, com apenas 10 meses.

O comportamento dos jovens me assusta, se pegarmos o exemplo dos conflitos da USP dá pra ficar ainda mais preocupado.

Sempre gosto de recomendar um texto chamado "Meu filho, você não merece nada!", da Eliane Brum.

Segue link.

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI247981-15230,00.html
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0 # aLx 10-11-2011 16:25
Fantástico! :lol: :lol: :lol:

Fui ouvir o episódio "258 - A geração do eu mereço" e olha lá a indicação do texto da Eliane Brum!

Abraços.
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+1 # Leandro Oliveira 12-11-2011 08:49
Luciano.

Hoje acordei com uma vontade enorme de colaborar. Não que não tenha sentido essa vontade antes e já colaborado, mas hoje ela estava mais forte do que nunca e escolhi o Café Brasil como o meio para extravasá-la dessa vez.

Acabo de retornar da academia de ginástica e hoje foi mais um daqueles dias em que malhei não só o corpo, mas também o cérebro, pois fiz tudo ao som de vários cafezinhos seus. E esse último sobre a geração T foi a gota que faltava para minha vontade de colaborar transbordar.

Meu nome é Leandro Oliveira, tenho 27 anos e sou um jovem empreendedor que está tentando tocar a sua primeira Startup, tarefa que não é muito fácil, ainda mais no Brasil onde o apoio a novas empresas ainda é bem fraco. Nesse início de empreendimento é comum os donos do negócio acumularem diversas tarefas por não terem a disposição uma equipe para quem delegá-las. E o meu caso não é diferente. Isso acaba ocupando todo o tempo que temos no dia-a-dia e por isso nem sempre sobra tempo para dar aquela tuitada ou aquela compartilhada na rede social do momento, situação que até então estava me incomodando um pouco. Estava, pois depois de ouvir seu podcast sobre a geração T já não está mais.

Confesso que estava começando a pensar se eu estava errado em querer dedicar tempo do meu dia para me aprofundar em um livro, seja técnico ou não, ao invés de despender horas lendo artigos superficiais sobre os últimos acontecimentos e compartilhando tais artigos e comentários curtos nas mídias sociais. Sei que é importante compartilharmos, mas mais importante é compartilharmos conteúdo realmente de valor e não apenas redistribuir o que encontramos por ai, somente para aparecermos mais nas mídias sociais e passarmos uma imagem de “antenados”. Infelizmente, acredito que a atual geração T, se preocupa mais em parecer do que ser e acaba mantendo-se superficial em praticamente tudo.

Me preocupo bastante com os novos profissionais que entram no mercado, pois acredito que o brasileiro tem tanto potencial quanto qualquer outro profissional do mundo e plena capacidade de gerar seus próprios Googles e Facebooks tupiniquins. A questão é que se perguntarmos hoje para profissionais que entraram a pouco no mercado, quantos livros técnicos sobre a sua área de atuação eles leram nos últimos 6 meses, temo que tenhamos zero como a resposta de maior abrangência. Estou falando tudo isso pois já fui assim e vi o quanto a falta de aprofundamento nos áreas que trabalhamos nos leva a sermos profissionais superficiais, que se limitam a fazer o feijão com o arroz e são incapazes de se aventurar e tentar fazer uma feijoada.

Por hora fico por aqui. Mas já estou muito feliz de ter finalmente ter colaborado com esse programa que já fez tanto por mim, mesmo sem saber.

Grande abraço e sucesso.
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0 # TS Bovaris 15-11-2011 09:56
Poizé Leandro,
Ouvi o podcast e fiz outra leitura. Veja como é interessante esta questão da interpretação de um texto, cada um entende o que quer a partir das mesmas palavras, mas seja lá como for isso deve ter ocorrido, pois eu vivo outra realidade, diferente da sua e do autor do podcast.
Escrevo-lhe não por isso, mas pelo fato de que se o programa do Luciano não me instigou a ler mais, o senhor o fez. Em geral dedico umas duas ou três horas por dia nas redes sociais contra uma de leitura formal, não técnica, pois não estou mais buscando este tipo de conhecimento, mas de obras da literatura clássica. Vou tentar equilibrar e quiçá inverter esta diferença.
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0 # Leandro Oliveira 16-11-2011 12:24
Olá TS Bovaris.
Fiquei muito feliz com seu comentário, pois foi uma prova de que valeu a pena ter colaborado aqui no Café Brasil e me instigou a colaborar mais.
Entendo bem a sua situação pois já estive nela. O bom é que por dividir minha vida com uma historiadora que devora livros como se bebesse água, tive nela a minha motivadora para também inverter esse meu quadro.
Todos temos muito o que aprender ainda e na minha opinião, não são em conteúdos superficiais que encontramos na Internet que devemos nos basear.
Grande abraço!
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0 # Luana de Souza Andrade 12-11-2011 21:12
Esse é um dos melhores programas que ouvi aqui.
Amei o tema, a trilha sonora, e as referências.
Parabéns, equipe.
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0 # Laercio 13-11-2011 16:35
Olha que esse negócio de ' geração T não consegue praticar curiosidade intelectual, só curiosidade social. ' é muito difícil para um professor assinar em baixo. São anos históricos e gravados em "dna" para esse fenômeno chamado fofoca e que não pode ser deixado como ausência de curiosidade. Fofoca é a curiosidade próxima de você mesmo. Como diria Freud é o comentário "antes ele do que eu". É o alivio do imediado! a estratégia do mínimo possível sem resposta.
O que falta é direção científica. Somos o que somos e não o que deveríamos ser. Se há direção há determinação de alguém e daí a liberdade se esvai. Impor seria melhor que deixar fluir? Sim, perdemos a liberdade. Não, condenamos todos ao ridículo e rateiro que pode se chamar de fofoca.
Sempre haverá determinantes e determinados numa escolha de cima para baixo. O que falta é escolha e não ficar e" leva a vida como um rio desce para o mar
Fluindo naturalmente como deve ser". Escolher ser fofoqueiro é escolha. Mas escolher ser nada que é o perigo. Você é fofoqueiro, não não sou será a resposta imediata. Ninguém assume o que se é. Todos somos o que não somos e queremos aquilo que não sabemos o que é. Como poderemos ser felizes? Não sabemos o que queremos ser, logo não somos. Extremamente sociais sem nunca conviver. virtual mode de ser independe do que aprenderemos. Seremos ser históricos que não tem vivência só documentos provando que se é. Mas onde ele está? Informação rápida da geração T levou a ausência de memória. Recebemos muitas informações mas não refletimos sobre elas pois estamos recebendo mais ainda que não lemos. Menor reflexão, menor escolha maior consumo. Ainda estamos parados na mesma época do capitalismo: consumir consumir consumir!
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+1 # Jônatas Galasso 14-11-2011 09:11
Olá Luciano.

Já tem mais de 2 anos que ouço seu excelente podcast e gosto muito dele e o recomendo pois pra mim é o único podcast que me faz pensar.

Tive o prazer de te conhecer na famosa Campus Party, aquela muvuca sem fim, mas divertida.

Como gosto muito de notícias e tecnologia tenho muito medo de me incluir nesta geração T, que tem muita informação mas não pensa.

Por isso sempre que posso discuto com a minha esposa amada as notícias que vimos durante o dia para poder pensar sobre elas e fazer perguntas que muita gente não faz, como porque só agora a polícia "pacificadora" resolveu libertar as pessoas que moram nas favelas do Rio de Janeiro do julgo de seus traficantes?
Será que só agora a polícia e o exército conseguiram obter armas para isso?
Será que o aparato bélico dos traficantes decaiu?
Ou será só por causa da copa mesmo?

Abraços e sucesso.
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0 # TS Bovaris 15-11-2011 10:06
Sr. Laercio,

Diria que eu reformularia seu questionamento assim:

Como porque só agora os políticos determinaram a polícia "pacificadora" para libertar as pessoas que moram nas favelas do Rio de Janeiro do julgo de seus traficantes?
Será que só agora os políticos conseguiram outra fonte de financiamento para suas campanhas e deram a polícia e o exército armas e determinação para isso?
Será que o aparato bélico dos traficantes decaiu ou será que sempre houve outros interesses por trás de quem realmente manda na Segurança Pública?
De qualquer forma não adianta perder cabelos para descobrir estas respostas... será só por causa e durante a copa mesmo!
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0 # Andre Rezende Andrade 14-11-2011 21:43
Luciano,

Assustador saber que somente em 2002 o mundo produziu a mesma quantidade de informação que todo o período anterior.

Você foi muito feliz na abordagem deste tema. Sou um típico geração Y. Tenho 30 anos, ansioso, acho que minha carreira tem que ser construida para ontem, quase sempre julgo que sou capaz de mais e mais. Recentemente tive um Feed back duro de meu gestor. Disse que essa geração (a qual eu estava incluído) não tem profundidade, aborda vários assuntos só na superficialidade.

...Não é que ele tem razão...

Hoje em dia temos tanto material e recurso que, na ânsia de usar todos, acabamos ficando na superfície mesmo...

Como sempre tenho que recorrer ao bom e velho equilíbrio (sempre ele) para buscar um Norte.

Teve um momento que até me sentia mal quando percebia que não estava conseguindo acompanhar a quantidade de informações que estava recebendo. Cheguei a uma conclusão, vou começar a escolher e filtrar o que vejo e leio. Vou voltar aquela máxima de nossos pais - vale mais qualidade que quantidade. Vou buscar menos informação com mais profundidade.

Abraço

André.

Ps: adorei "O Meu Everest". Nunca pensei como uma bela cagada faz falta...
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+1 # TS Bovaris 15-11-2011 09:36
O senhor pode ter feito um belo trabalho, mas confesso que babei mesmo foi em Tião Carreiro e Pardinho. Postei em destaque no meu blog e vou usar uma de suas frases em meu trabalho diário: "Em terreiro que não tem galo quem canta é frango e franguinha." Sou Guarda Civil Municipal e sempre sou escalado para dominar um local zicado, atualmente está sendo a Pista de Skate ao lado do Estádio Municipal, de onde aos poucos estou tirando jovens: desocupados, usuários e traficantes de drogas... mas faltava o embasamento teórico para o minha atuação e agora a tenho.
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0 # João Paulo Pilon Niero 15-11-2011 10:23
Parabéns Luciano, sempre nos alertando sobre os impactos da atualidade e possíveis gaps do futuro.

Pena que o governo não quer cultura, e sim os famosos pocotós!
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0 # Leopoldo Cunha 15-11-2011 17:57
Olá Luciano,

Sou estudante de economia e estou cursando o final do terceiro ano. Sempre tive essa percepção de que estou sendo treinado para apertar parafusos.
Após uma prova de economia brasileira tive um debate com a professora sobre o método que usamos para aprender, pois vejo claramente um estimulo aos alunos que apenas decoram a informação, sempre com notas altas e os alunos que relacionam e questionam não se saem muito bem(o processo de estudar decorando não me é atrativo).
O argumento cai sempre na mesma ladainha, "é assim que são as provas dos concursos públicos", a minha vontade é de responder, foda-se os concursos públicos.
Como na minha turma poucos questionam o método, eles estudam um monte, para apenas passar nas provas e esses provavelmente irão para o governo e usarão as mesmas e defasadas teorias.
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0 # Adriano Cabral 15-11-2011 18:09
puxa vida porque não ouvi este programa ha 25 ou 30 anos atras, será que entenderia? Sabe digo que inteligência é a erudição e a aplicação desta informação vem a ser a sabedoria, que nem sempre esta junto da erudição como nos conheçemos. Tento fazer com alguns jovens q sao meus subordinados, o que não fizeram comigo, mas é dificil, praticamente obrigo-os a encerrar o expediente mais cedo para que possamos discutir mas sinto a resistencia, e quando não estou o grupo se dispersa. O livro que o sr me deu, serve de texto base, sinto que até gostam, mas teem coisa mais importante para fazer como almoçar rapido para dormir mais no intervalo do almoço! Dificil!
saude e sabedoria!
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0 # Samurai 15-11-2011 21:27
Boa noite!

Meu cérebro agora entrou em êxtase! um podcast que reúne músicas de qualidade (já me mostrando algo novo - Bittar -, diga-se de passagem) e reflexões sobre a sociedade contemporânea...

Acabo de chegar aqui através do papo de gordo, já havia ouvido falar sobre o café Brasil antes em outros programas podosfera afora mas nunca tinha tido a curiosidade de chegar até aqui. Mas agora que cheguei, posso dizer que perdi muito tempo, o programa me impressionou e vou escutar os programas antigos e acompanharei os novos! =)

Não faz muito tempo que estava conversando sobre a perda da curiosidade com um amigo meu... nenhum de nós ainda terminou a faculdade, entretanto, muitos de nossos colegas que já se formaram parecem não saber aplicar o que aprenderam ou sequer parece que aprenderam. E mesmo já tendo se formado ainda nos perguntam como fazer algumas coisas... algo não está certo auhauhauh (curso ciências da comp.)
Depois da conversa uma coisa que pra mim ficou evidente, muitos não estão na faculdade pra aprender. Parece me que se esqueceram do que é aprender e estão ali simplesmente pra decorar matéria pra fazer provas e nada mais.
Mas há também o outro lado, fora algumas raras exceções que posso contar com uma mão, o corpo docente da minha faculdade não parece interessado em ensinar, não incentivam o aluno a pesquisar sobre o assunto e alguns nem mesmo se dão ao trabalho de apresenta-la de forma decente...
E chegamos a conclusão de que se não fosse a nossa própria curiosidade e iniciativa provavelmente não teríamos metade do conhecimento que temos hoje.
Não sei se o caso é isolado ou é geral (e olha que estudo numa federal) mas isso me assusta, porque, sem querer menosprezar mas já o fazendo, com a implantação das cotas eu só vejo a situação piorar, se antes que só entrava na faculdade quem tinha uma "boa base" no fundamental e médio, que é o caso da nossa turma, as pessoas já sofrem pra aprender quem dirá para aqueles que o governo empurrou la pra dentro sem ter uma base decente... sei que deverão haver aqueles que vão se destacar mesmo vindo das cotas, mas o povo brasileiro é muito conformista e estes com certeza serão as exceções... mas isso já é um outro assunto...
Em suma o problema que vejo é que o conhecimento se forma através da dúvida, que por sua vez só se apresenta quando há curiosidade (na minha opinião é claro, não sou nenhum filósofo ou sei lá o que que define isso pra dizer de onde vem o conhecimento XD) e eu já não vejo isso em grande parte dos meus colegas e nem tão pouco é motivado por parte da instituição, não só a faculdade mas a sociedade de modo geral... um pensador na nossa sociedade não tem a mesma fama que um jogador de futebol.

Bom é isso que lembrei e pensei enquanto ouvia o programa, já sou seu fã e espero pelos próximos programas.
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0 # Juvenal Dal Castel 16-11-2011 14:46
A demanda do consumidor moderno está expandindo em áreas que nem sempre estão relacionadas com o objeto desejado, e não poucas vezes em conflito com o mesmo. Ele se preocupa com o meio ambiente, com o bem estar, com preservação histórica, com o equilíbrio social, com o equilíbrio estético, e com a formação de consciência para um novo ser humano visando à construção de um mundo melhor.
Enquanto o marketing comercial visa diretamente dividendos financeiros para viabilizar a empresa, o marketing cultural visa compartilhar para viabilizar a sociedade. O lucro do marketing cultural jamais deve ser estabelecido em resultados financeiros, mas sim sobre o resultado social, estético, de entretenimento e de qualidade de vida da população. Que seria das empresas sem a sociedade, e vice-versa, mas quanto melhor essa sociedade, melhor para as empresas.
Para a empresa do futuro é fundamental aproximar seu perfil ao nível de consciência do consumidor. Investir em áreas que não estão diretamente ligadas ao perfil do produto ou serviço da empresa como arte e cultura, é dizer ao consumidor que esta empresa está engajada na construção de um mundo melhor, ficando assim, sintonizada com o seu cliente que também gosta de cultura, de arte, de harmonia, de equilíbrio estético e de entretenimento.
O inconsciente coletivo vai captar esta postura, resultando em simpatia ou antipatia automáticas muitas vezes inexplicáveis.
O marketing cultural será um requisito exigido pela sociedade, e já é exibido por grandes empresas como argumento para reforçar seu comprometimento holístico com a sociedade.
A Lei de Incentivo à Cultura e outros meios indiretos e diretos de apoiar projetos culturais são mecanismos importantes no fomento à cultura, e a população já percebeu os benefícios advindos destes.
A adesão de um número cada vez maior de empresas, desde a promulgação da lei, vem alavancando importantes projetos culturais em todo o país. Não faz sentido produzir bens de consumo se não estiverem presentes a música, a poesia, a crônica, o conato o romance, a pintura, o teatro e o cinema para regar a vida, sem o que, o convívio social estaria mergulhado na insipidez de um silêncio incolor.
A música ajuda a vender um carro, uma pintura valoriza o imóvel, uma poesia faz a campanha comercial do dia das mães, um livro educa um ser e atavia uma prateleira, um site cultural divulga cultura, formação e informação para todo o planeta.
Estimado Luciano Pires, é assim que vejo a participação do Banco Itaú no teu projeto cultural mantendo o Site do Café Brasil sempre atualizado, valorizando teu heróico esforço nesta semeadura primordial e indispensável para elevarmos a qualidade de vida do Brasileiro. Com certeza o Banco terá um retorno com clientes de qualidade e conscientes porque no teu site navegam pessoas muito diferenciadas que não gostam da inutilidade, do comentário vazio, da pornofonia e da cornofonia.
Te parabenizo pelo teu parceiro Banco Itaú e desejo que esta parcceria possa continuar a nos propiciar tanta riqueza intelectual, musical e visual.
Meu lema é:
“MARKETING CULTURAL É UM BOM COMERCIAL”
Juvenal Jorge Dal Castel
Cirurgião Dentista, Músico e Produtor Cultural
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0 # Daniela Werneck 17-11-2011 10:02
Que tal aqueles que se encontram inseridos na "Geração T", apenas balançando a cabeça para o que é falado e discutido, sem saber o porquê desse movimento repetitivo, ouvirem o seu programa? Será que dessa forma poderiam se despocotizar? Ainda acredito que as nuvens são feitas de algodão (para usar um pensamento do Humberto Gessinger do Engenheiros) e boas ideias podem, sim, transformar a sociedade em que vivemos. Para isso, basta querer não ser um brasileiro pocotó, certo?
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0 # Bruno 17-11-2011 13:15
Infelizmente somente agora fui apresentado aos seus podcasts. Ouvi este e vários outros postados anteriormente.
Primeiramente parabéns por se propor a dispor do seu tempo, para que, de forma generosa, estimule os seus ouvintes a raciocinar, enxergar e questionar.
Este podcast, em especial, enviei para várias pessoas com a música e a letra, PA RI, sob um comentário curto e expressivo, “Quebrar paradigmas sempre! Ao tolos, resta o preconceito e a privação às alternativas.”, e claro, o link do podcast completo, embora eu saiba que estas pessoas ainda tenham que ser convencidas a dispor de um pouquinho do tempo para fazer algo e melhor e mais produtivo. É assim mesmo, aos poucos vamos vencendo barreiras.
"A verdadeira viagem de descobrimento não consiste em procurar novas paisagens, e sim em ter novos olhos."( Marcel Proust ).

Forte abraço.
Bruno Lopes
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0 # Marcos Faria Arruda 17-11-2011 23:45
Pessoal, complementando o excelente podcast do Luciano, segue ai abaixo o texto completo do Richard Feynman. É praticamente obrigatório ler isso. É absurdo e espantoso como isso como escrito a mais de 30 anos e.... quando achei esse texto, pensei que havia sido escrito semana passada, rs. É espantoso como ele fala de um Brasil como se fosse ontém e na realidade o que aconteceu é que a coisa não mudou em todo esse tempo.

Richard Feynman on Education in Brazil
http://v.cx/2010/04/feynman-brazil-education
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0 # marianna 19-11-2011 20:54
Olá Luciano
Há cerca de 6 meses recebi a indicação do seu programa da minha mãe. Foi uma alegria ao descobrir que poderia escutar você e exercitar meu cérebro ao mesmo tempo que fazia meu jantar, viajava na internet ou dirigia.
Sempre penso sobre o que você fala concordando ou não com alguns comentários e ideologias, as minhocas que aparecem na minha cabeça em muitos momentos saltitam e eu adoro isso! E em algumas situações, utilizo seus exemplos para demonstrar alguma forma de raciocínio.
O ultimo exemplo que usei foi o da metodologia no pod cast Geração T. Sou pedagoga e trabalho em uma escola de educação infantil que atende crianças de até 6 anos. Para muitas pessoas o que faço diariamente é brincar, já para outras digo que sou responsável pelo desenvolvimento e formação do caráter de futuros adultos, dependendo do questionamento dá um bom debate...rs...
O exemplo que usei foi a sua discussão sobre a metodologia utilizada em muitas das escolas de hoje que mais parecem reproduzir o mesmo conteúdo de 200 anos atrás. Concordo com você ao discutir a importância de se modernizar a metodologia pedagógica da escola da atualidade e em meu trabalho tentamos fazer isso a cada dia, incluindo projetos diferenciados e experiências significativas. As crianças de hoje, da chamada geração T como você definiu, tem um acesso à informação jamais vista anteriormente e precisamos compartilhar dessa inovação. Os pequenos mal sabem falar e já sabem navegar na net, seja buscando joguinhos, vendo vídeos ou mesmo viajando pelo mundo virtual.
Assim como você comentou, a escola precisa direcionar a sede de conhecimento que o ser humano possui para estimulá-lo a usar o que aprende e perceber o que podemos fazer com essa aprendizagem, e concordo Sim! que a escola deve modificar a sua forma de didática atual, mas não posso deixar de colocar o meu ponto de vista quanto ao papel da família.
Sei que esse papo anda bastante batido sobre a função da escola e a função da família, mas como lido com isso diariamente percebo que os pais da geração T brasileira esperam muito da escola e terceirizam a educação de tal forma que em muitos momentos a escola se quer consegue pensar em mudar sua metodologia pois está resolvendo situações básicas da educação que deveriam ser resolvidas em casa, como por exemplo ensinar "palavrinhas mágicas" não apenas aos alunos mas também e principalmente aos pais.
Digo geração T brasileira pois tenho minhas dúvidas quanto a esse assunto em outros países. Tive algumas poucas experiências em escolas fora do Brasil e com crianças de outras nacionalidades e percebi que a família parecia (repito parecia) mais preocupada com a educação dos filhos e envolvimento do que o que posso ver em muitos casos da minha realidade. Não podemos generalizar mas citarei brevemente um caso.
No mês de outubro recebi em minha escola um menino de 5 anos que veio da Suécia passar férias com o pai que mora em minha cidade. Ele veio fazer um mini-intercambio (sim! Crianças de 5 anos fazem isso!!) e trouxe consigo hábitos que surpreenderam a todos da nossa realidade. O que é mais triste de tudo isso é pensar que esses hábitos nos surpreenderam... Digo isso pois são hábitos que qualquer ser humano de 5 anos deveria ter. O primeiro ato que nos surpreendeu foi vê-lo com uma vassoura na mão varrendo o refeitório após o lanche enquanto todas as crianças corriam para o parque. Nada mais correto que ao terminar de comer organizar o espaço pensando nas próximas pessoas que irão utilizá-lo. Talvez aqui também tenha uma falha na condução da escola,o de possibilitar a correria para o parque sem antes organizar o espaço, mas onde mesmo deveríamos aprender isso? Será que é na escola? Nosso pequeno sueco também tinha claro o valor da sua função ao auxiliar na organização de sua festa de despedida. Arrastou mesas e cadeiras, separou bolo e direcionou o lugar para cada um, uma graça... e além disso uma demonstração de responsabilidade. Conversando com o pai dele percebi que tais atitudes também eram feitas em outros espaços como os churrascos entre conhecidos (ele comentou que ao almoçar na casa de um colega a criança esperou todos terminarem de almoçar e foi lavar os pratos... Surpreendente!) E então pergunto, quem será que ensinou isso tudo a ele?
Em meu trabalho estou acostumada a receber mães para visitar a escola e decidir se deixarão seus bens mais preciosos em nosso estabelecimento e sabe qual é a maior surpresa que elas demonstram?
"Nossa, eles param sentadinhos para comer???"
Puxa vida, comer sentado e civilizadamente é o mínimo que qualquer ser humano seja brasileiro, sueco ou de qualquer nacionalidade pode fazer em 15 minutos do seu dia... Mas onde está o hábito familiar de sentar (longe da tv) para comer, dialogar sobre o que fizeram durante o dia, escutar o próximo e trocar palavras de carinho? E onde está o direcionamento desses pais em organizar a rotina de seus filhos? A justificativa da maioria das mães é que na escola eles sentam por ver os amigos sentados...
A terceirização da educação, como diz um querido médico é a função da escola de hoje...
Luciano, desculpe o desabafo mas a cada dia que passa me questiono sobre a atualidade (e agradeço também à você pode me ajudar a fazer isso!!) e sobre o que podemos fazer para melhorar... sei que nos lamentar não leva a nada e que o seu programa nos ajudar a colocar nossos neurônios para pensar e explorar questionamentos que inclusive as vezes doem, mas quem sabe um pai ou uma mãe escute esse comentário e pare... só quinze minutinhos! Para comer e ajudar a escola a direcionar a vida dessa futura geração? Parece simples, mas os bons hábitos devem sim iniciar cedo tanto na escola mas principalmente na família.

Um forte abraço pedagógico
Marianna Cunha
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0 # Vinicius Brisola Siomi 22-11-2011 12:00
olha achei super legal mesmo esse comentário a respeito do menino da Suécia, eu moro no japão e aqui também existem alguns costumes realmente legais, seguem lá;
- todos crianças devem ir a pé a escola, devem estudar no bairro onde moram até o fim do ensino médio, as rotas de ida para a escola são organizadas de uma forma que os mais velhos são responsáveis pelos mais novos, conferindo se todos estão presentes, auxiliando na hora de atravessar a rua, etc...
- dentro da escola todos tem uma função na hora da limpeza, criam-se grupos que são organizados para realizar o serviço.
- a comunidade do bairro e os país tem uma participação efetiva nas atividades da escola.
- a alimentação e servida pelos próprios alunos, e todos devem comer o que todos comem, sem exceção, não existe jeitinho, todos devem se adaptar.
Existe muitas outras coisas mais não quero me alongar, mas o resultado foi mostrado ao mundo no desastre de março, o povo japonês mostrou a sua organização e a sua capacidade de cooperar uns com os outros.

saudações pedagógicas
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0 # Morgana Machea Duarte 22-11-2011 11:10
Café Brasil, Luciano Pires e a geração T
Às vezes eu penso devo falar o que eu penso. Não é injusto ter de guardar para si aqueles pensamentos que revelam a nossa essência? Gritar aos ventos as minhas opiniões e convencer a todos que elas são de fato inovadoras. Senão inovadoras ao menos lógicas. Exibir o meu intelecto, mostrar meus conhecimentos e claro, discuti-los e argumentá-los. Porque isso se tornou tão difícil na sociedade contemporânea? Porque somente uma minoria, a elite intelectual, se indigna diante da morbidez de idéias do próximo? E o primordial: porque as pessoas não percebem que isso as afeta como seres humanos e como cidadãos?
Li esta frase de Albert Einstein em uma prova na escola: "Os grandes espíritos sempre tiveram que lutar contra a oposição feroz de mentes medíocres". As pessoas se ofendem e me tratam de esnobe, se dizem mais espertas. Defina conhecimento e diferencie uma pessoa culta de uma medíocre, por favor. Conhecimento não se limita em decorar citações, bibliografias e datas. Conhecimento vai além, muito além. Porque perder tempo se existem computadores com incontáveis gigabytes de memória? O importante é aplicar as idéias. O que nos difere é a maneira como pensamos o mundo!
“Você não tem perguntas pra fazer/ Porque só tem verdades pra dizer/ A declarar”, cantou Raul Seixas. Que me desculpem os alunos nota 10, mas eu não acredito neles. Primeiro, porque se acham superiores, afinal eles chegaram ao topo aonde ninguém mais consegue chegar, em um sistema formador de máquinas. E ele tem um diploma. Então, cheguei à conclusão de que formamos especialistas e doutores, e não mais cidadãos. A idéia de pensar por conta própria nem lhes passa pela cabeça. Logo, temos a política e o poder ainda monopolizados pelas elites, mas agora por uma elite com diploma e que resolverá as equações.
Evidente é o fato de que tudo é relativo. Afinal Sartre escreveu: “Eu comecei a minha vida como eu a acabarei sem dúvida: em meio aos livros”, e provou que o meio influenciou em seu desenvolvimento como pensador. Mas se uma criança cresce vendo o seu pai jogar latas de cerveja na rua, ouvindo-o ofender homossexuais e assistir o timão no domingo, pode-se deduzir o que sairá do molde? Será que a sociedade pode ajudá-la em tal ápice de ignorância?
Essa desculpinha é velha e esfarrapada, meu caro! Em primeiro lugar a pessoa precisa admitir para si mesma que tem vivido nas trevas da ignorância. As informações estão a mil: livros, artigos, revistas, fotos, jornais internacionais, tudo a um clique de distância! E eu me pergunto: o que falta? Está tudo lá, mastigado e resumido, já acabou a era das grossas e empoeiradas enciclopédias. Sinceramente, não há empurrão mais forte do que o surgimento da internet e o acesso fácil às informações, assim como não há explicação para que as pessoas continuem nesse mesmo estado de indiferença. Ah! Que cruel é a palavra indiferença!
Curiosidade, prática e ousadia. Essas três palavras magníficas combatem com um só dedo a palavra indiferença. Luciano Pires simplesmente sintetizou o que todos os verdadeiros possuidores de conhecimento devem priorizar em seu processo de formação. Não existe essa de mentes brilhantes e mentes fracas. Tudo não passa de um conceito arcaico sobre aprendizado. Foi-se o tempo em que o conhecimento era limitado. Porém, o que é limitado nos dias de hoje é a vontade de aprender, de descobrir e desvendar todos os caminhos possíveis. Culpa da sociedade que cultua valores equivocados, eliminando toda a filosofia do que seria a essência de existir. Afinal, diferentemente de carros e roupas, a educação e a cultura não saem de moda.
Centro de Educação Anália Franco - Cáceres/MT
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0 # Vinicius Brisola Siomi 22-11-2011 11:47
ta bom, eu sou um preguiçoso, eu reconheço, na verdade me deixe tentar justificar, sempre vou e volto do trabalho escutando o café brasil e por sempre acabo ouvindo mais de um, o que faz com que quando eu chego em casa tenha muita coisa na cabeça, dos programas antigos aos novos, tudo junto e misturado.... mas vai lá uma tentativa.... á respeito do programa posterior a esse, to te falando..rs...

me lembrei da china quando ouvi á respeito de trabalho escravo no Brasil, uma marca italiana, a SARA, foi encontrado uma pequena produção dessa marca no Brasil na qual os operários estavam em condições de escravidão, eu logo pensei não vou dar mais meu dinheiro para essa empresa, que absurdo isso, mas depois pensando bem, as roupas que vêm da China não são todas produzidas na mesma condição? no quintal dos outros podem no meu não? se for para adotar a mesma postura em relação aos produtos produzidos na China, não irei comprar mais nada e ai como que eu faço? vou ter que mudar de vida definitivamente....

obrigado Luciano e produção por encher meus dias meditação
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0 # LETÍCIA PAVINI 22-11-2011 22:31
A juventude do Brasil e do mundo cada vez mais está indo de mal a pior. Apesar da facilidade que possuem para obter informações, notícias, diferentes pontos de vistas de pessoas importantes, capacitadas e com uma formação excelente, disperdiçam essa oportunidade com o simples ato de ouvir, o que não se refere ao fato de apenas ter uma boa audição, mas sim entender o que se quer passar na mensagem ou na fala. Ser apenas um ouvinte do mundo exterior ao nosso pensamento, ao nosso mundinho, faz com que sejamos uma geração não participante das questões sociais do nosso país. É a famosa expressão "viver em um mundinho de 2+2", o que quer dizer que invariavelmente do que aconteça no mundo, 2+2 sempre será 4, pois desde o princípio dos nossos estudos apredemos isso e aceitamos sem nenhuma objeção, já que um instrutor nos ensinou dessa forma e assim será. Ninguém se opõe a nada, não expressa sua opinião, sendo contrária ou não ao assunto tratado. Isso se reflete até na família, em casa os filhos ouvem a mesma "ladainha" dos pais todos os dias, como conselhos sobre os estudos, sobre o que fazer e o que não fazer, mas sempre se faz de testemunha, apenas ouve o que o pai diz, mas não entende o que ele quer dizer e consequentemente não pratica. Percebe-se até que os ideais dos jovens mudou. As lutas sociais eram feitas em prol da sociedade em conjunto, baseadas em questões realmente importantes, como a retirada do ex Presidente Fernando Collor do poder. Hoje em dia alunos de faculdades renomadas lutam pelo direito de poder consumir drogas ilícitas no local em que outras pessoas convivem. Isso é alarmante. Devemos deixar de ser uma Geração T e participar mais das questões sociais do nosso país, brigar pelos nossos direitos e expressar nossas opiniões em qualquer situação.
Centro de Educação Anália Franco - CÁCERES/MT
Aluna da 2ª série do EM
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0 # Milena Campello 22-11-2011 22:39
Boa noite Luciano, você sintetizou num podcast muita coisa do que sempre falo pros meus alunos. É preciso interagir com as informações, degluti-las e produzir novos pensamentos, novas ideias sobre o que está posto. Mas sair da inércia é muito complicado. É muito mais fácil ser testemunha, apenas. Parabéns pelo programa. Eu o levei pra sala de aula e meus alunos estão comentando [bem, só os alunos que não fazem parte da geração T...]
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0 # Julio Cesar 24-11-2011 19:54
O perfil da atualidade não é um dos melhores, como podemos perceber. Os jovens estão “criando assas”; gerando assim uma atitude desrespeitosa para com os pais. Através disso pode ressaltar uma estrofe da música A vaca já foi pro brejo de ( Tião Carreiro e Pardinho) em que dizem “O filho parece rei, filha parece rainha. Eles que mandam na casa e ninguém tira farinha. Manda a mãe calar a boca, coitada fica quietinha, o pai é um zero à esquerda, é um trem fora da linha.
Será que hoje em dia os pais devem tratar os filhos com cabresto, para que assim realmente volte ao normal? A sociedade com o passar dos anos, foi perdendo os valores éticos e morais. Dentro das casas é comum ver o desrespeito dos filhos. Porém com os amigos é uma alegria Quem será que merece mais respeito, os pais ou os amigos?
De tanta mudança que se ocorreu, essa desconsideração se estendeu até mesmo para a sala de aula, em que os alunos presenciam, porém não sabe o que foi tratado. Vivemos na Geração T, em que somos apenas testemunhas de algo. Estamos no local, mas não sabemos o que foi fala. O avanço tecnológico nos ajuda nisso, na contemporaneidade com o uso do facebook, twitter, MSN, etc. Ficou mais fácil deixar de prestar atenção em algo.
Nas salas de aula é comum ver os alunos postando ‘coisas’ no facebookdurante a explicação do professor, que está ali para nos passar seu conhecimento e, acima de tudo nos ajudar na construção de um caráter, porém a falta de interesse de alguns alunos faz com que isso não seja possível. Afetando como um todo. Devemos levar mais a sério as aulas, ou até mesmo as palestras que assistimos.
Temos que lutar em conjunto para que assim possamos promover um melhoramento total. Temos de saber discernir o horário de estudo e o horário de diversão ( facebook, twitter, MSN, etc.). [Aluno do Centro de Educação Anália Franco] Cáceres-MT
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+1 # Andre Navarro 25-11-2011 10:18
Bom dia Luciano!

Estou rindo até agora, Rhaissa Bittar com Pa ri, que música foi essa? Realmente genial da parte dela, e o contrário da minha parte - jurei que era francês.

Parabenizo-o por aguçar a minha curiosidade com o programa, e ter-me feito vir até aqui, no site, para verificar a música e sua letra.

Aproveitando o ensejo, eu ouvi o Café Brasil a primeira vez no rádio, voltando da faculdade; porém, martirizei-me por não lembrar em qual estação eu tinha ouvido o programa, o qual eu havia gostado tanto.

Quando finalmente, após certa procura, descobri tratar-se de um podcast - coisa que eu nem sabia até então o que era -, tratei logo de assinar o programa e passei a ouvi-lo sempre.

Digo tudo isso porque com apenas um programa fiquei curioso a ponto de precisar saber o que seria falado nos outros programas. E a cada apresentação que ouço fico mais curioso sobre o assunto, assim como sobre o que será falado na próxima semana.

Obrigado pelas iscas intelectuais, eu estava precisando de um "up" nesse sentido - um real incentivo a curiosidade, que era tão natural quando crianças.

Abraços
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0 # Dayana Silva 23-01-2012 22:58
É verdade André!

Lugar de curioso é aqui!!!!

Abraço
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0 # Carolina Souza 29-11-2011 08:38
Google, Terra, Uol, yahoo, são tantas as fontes que podem ser ultilizadas como ferramenta para se expandir esse bem útil a qual chamamos de conhecimento que até me perco nesse vasto campo de possibilidades. Entretanto a geração T q ouso dizer que é a minha, parece não saber como explorar essa fonte de rica em pro de algo útil, é como se tivessemos uma mina de ouro mas não sabemos como explora-la. Sentimos uma enorme difículdade em manter o foco em algo, por exemplo, quando um professor dá aula nós o vemos mas nosso pensamento esta em outras coisa assim se esse nos fizer uma pergunta não saberemos responder porque não adquirimos conhecimento sobre o assunto falado. É! Nos falta usar a curiosidade para coisas realmente interessantes e esquecer as informações superficiais do tipo fofoca sobre artista e assim a geração T que poderia ser de talento se torna T de testemunha que muito vê mas nada sabe.

CEAF/Cáceres-MT
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0 # Samilla Barroso 29-11-2011 08:45
É... Realmente é difícil assumir, mas tenho que concordar com o Luciano Pires.
Vivemos nessa geração T, perdemos a curiosidade, não vamos além do que nos apresentam, se algum livro nos disser que a + b = x, vamos simplesmente concordar, quando deveríamos mesmo buscar a fundo a origem dessa fórmula, ou talvez se ela é realmente correta. Enfim, recebemos tudo “mastigado”, e nos acostumamos tanto com isso, que não buscamos saber o porquê que tudo acontece. Simplesmente repassamos aquilo que nos foi dito, mas não procuramos nem saber do que realmente se trata.
Não é que tenhamos preguiça, acredito mesmo é que focamos nosso tempo com outras coisas, ao invés de estar absorvendo algo que nos acrescente conhecimento. A preguiça está naquilo que não achamos interessante. Se não gostamos, aparecem ‘N’ motivos para não fazer...
Ficamos mais ocupados com conversas alheias, televisão, facebook, twiter, etc... Não é que isso seja errado, mas muitos de nós jovens, não sabemos impor nossos próprios limites, e acabamos ficando mais tempo que deveríamos ocupados com essas distrações...
Ou seja, nos falta tempo, coragem, ousadia para aquilo que não nos proporciona curiosidade, ou melhor, aquilo que nós achamos que não é curioso ou instigante, algo que aguce nosso interior. Quando, na verdade é ao contrário...
Sobre a educação formal acredito que ela tem certa ligação com a curiosidade – pelo menos a minha escola tem! Pois hoje é na nossa escola que nós aprendemos os valores da educação, ética, moral... E nossos livros mudaram muito. Por exemplo, o livro de física da minha escola [que é da Rede Pitágoras de Ensino] é repleto de experiências práticas que comprovam a teoria, ou seja, agora nossos livros estão ficando mais “misteriosos” digamos assim, estimulando a nossa curiosidade...
Agora já estamos mais parecidos com os padrões aconselhados por Feynman, não que fosse a intenção, mas é que realmente ele estava certo, e CURIOSAMENTE nossos escritores seguiram esses mesmos padrões.
O ponto de partida, em minha opinião, para tentarmos ser pessoas mais ricas em conhecimento, é a leitura. É nos livros que iremos encontrar o que precisamos para essa aprendizagem. Dedicar um tempo somente para o estudo é de suma importância.
Por fim, remédio há o que nos falta agora é o apoio em massa, para mudarmos os jovens, e conseqüentemente a educação do nosso mundo.
CEAF/Cáceres-MT
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0 # Kymberli Luz 29-11-2011 08:55
Na realidade em que vivemos, nós jovens assim como o citado no programa Café Brasil somos considerados a geração T, uma geração em que posso me permitir colocar, uma geração em que apesar de saber de tudo oque ocorre no mundo, não tem o interesse de entender sobre do que realmente se trata; os jovens na maioria tem acesso ilimitado a vários meios de comunicação onde a todo o momento estão sendo bombardeados por noticias e mais noticias, porem muitos, se restringem ao simples ato de "ouvir", e então acabam sendo uma geração sem opinião.
Penso que medidas podem sim serem tomadas, como o próprio limite dos pais, maior cobrança nas escolas, não apenas pelo fato de "saber", mas também pelo fato "opinar" sobre o que se passa ao nosso redor, afinal já percebemos que quem em sua maior parte move o mundo, somo nós, jovens, adolescentes, e que para se ter um mundo digno devemos nos impor diante de muitas coisas em que agora apenas "balançamos a cabeça e consentimos" !
CEAF/Cáceres-MT
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0 # Luana Machea Miranda 30-11-2011 08:18
QueridoLuciano Pires,
Que prazer ouví-lo novamente... Adorei o programa sobre a "Geração T", e é claro muitos outros. Mas, em especial este, pois ao decorrer do que eu ouvia pude perceber que essa geração convive comigo!
Convive comigo não pelo fato de eu fazer parte dela, mas, sim, por haver pessoas que fazem parte do meu dia- a - dia inserirem nessa "geração testemunha". E é isso o que me deixa mais triste. São pessoas que não questionam, que não possuem nenhum senso crítico e que não vão em buca de conhecimento. E um verdadeiro desiteresse pela pela curiosidade. São elas que são comandadas, que aceitam o pronto e que se consideram curiosas apenas pelo fato de querer saber sobre a vida alheia. É como você, meu caro, disse: "A geração T não consegue praticar curiosidade intelectual, só a curiosidade social", no caso a fofoca. Grandes palavras,já resumem tudo !!!
Bom, quero jusrificar- me por eu não me considerarparte dessa geração T. Primeiramente poque me considero uma pessoa com um sendo crítico basntante aguçado. Claro que não saio por ai colocando defeito em tudo, mas critico aquilo que não me convém de acordo com os meus princípios ( mas sempre respeitando a opinião alheia). Além disso, ingado tudo aquilo que me desperta curiosidade, e olha que não é pouca coisa, seja para os meus professores ou meus par os meus pais e procuro respostas em livro ou na internet. Mas, é claro que tem aquele dia que você não quer saber de nada.
é isso... Friso, novamente, que adorei esse tema, principalmente por ele ter me feito fazer uma severea reflexão àquilo que está ao meu redor e àquilo que eu sou!
Obrigada e abraços carinhosos !
Por Luana Machea Miranda.
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0 # Janilton 08-12-2011 15:42
É verdade identifico esta geração T,como o ponto crucial pra acomodação mas também o ponto crescimento ,tá na hora de desacelerar como ingeriomos tanta informação como diz a Capital inicial "inteligência ficou cega de tanta informação".e comerçarmos analisar o homen pelas peguntas que ele faz não as respotas que emite.Honrosa reflexão Luciano.
Grande Abraço. Janilton Brito.SSA -Bahia-BR
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