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E aí, meu, tá fazendo o quê? Vai fazer o quê? Ou tá acomodado? Você sabia que nossa tendência natural é a inércia? Permanecer estacionado na zona de conforto? Pois é... e assim a vida vai passando e quando a gente percebe...passou! Vamos tratar disso no programa de hoje, que começa com uma frase do escritor estadunidense Larry McMurtry: “Se você espera, tudo que acontece é que você fica mais velho...” Na trilha sonora aquela festa de sempre: Spok Frevo Orquestra, Sá, Rodrix e Guarabyra, Trio Madeira Brasil, Sérgio Vid com o Barão Vermelho, o Bendegó, Martinho da Vila e a Orquestra Tabajara. Apresentação de Luciano Pires.
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Bom dia, boa tarde, boa noite. E aí, meu, tá fazendo o quê? Vai fazer o quê? Ou tá acomodado? Você sabia que a nossa tendência natural é a inércia? Pois é... e assim a vida vai passando e quando a gente percebe...passou! Vamos tratar disso no programa de hoje,
que começa com uma frase do escritor estadunidense Larry McMurtry:
Se você espera, tudo que acontece é que você fica mais velho...
E quem ganhou um exemplar de meu livro NÓIS QUI INVERTEMO AS COISA foi ....atenção... o Thiago Mendes, que comentou o programa UM DIA ÚTIL assim:
“Bom dia, boa tarde, boa noite, Luciano! Como vai?
Estou aqui para primeiramente lhe agradecer por manter de pé este programa sensacional, que é o Café Brasil, e também para contar como este programa contribuiu para o meu dia-a-dia na vida profissional e pessoal.
Ao ouvir este podcast “Um dia útil”, fiz uma ponte com outro, o "Tá esperando?", e tive uma interpretação que me surpreendeu. A partir desta "descoberta" passei a mudar meus antigos [maus] hábitos, como o de "deixar pra amanhã o que eu poderia ter feito hoje" e nunca fazia.
Com o empurrãozinho do podcast "Tá Esperando", desenvolvi uma forma de executar todas as tarefas diárias: passei a anotar tudo o que eu deveria fazer, ou seja, planejei tudo e coloquei na ponta do lápis, estipulei prazos a mim mesmo, reorganizei minha vida turbulenta (trabalho, faculdade, família, namorada...) e passei a ter controle sobre a situação. Portanto de um mês pra cá minha vida tem sido mais fácil, mais prazeirosa, passei a fazer mais coisas e deixei de esperá-las acontecer. Hoje consigo aproveitar muito mais o meu tempo.
Graças ao Café Brasil todos os meus dias passaram a ser dias úteis. Obrigado."
Ô Claudio, que legal esse comentário! Às vezes me incomodo com a sensação de que fico aqui refletindo, refletindo e não vejo nada de ação...mas um comentário como o seu deixa claro que o trabalho que fazemos no nosso cafezinho tem consequência sim. Obrigado por tornar nossos dias úteis!
Pois então... o Thiago ganhou um exemplar de meu livro pois saiu da inércia e...escreveu! E você?
Muito bem... Apesar de dizermos que tudo que queremos na vida é a felicidade e um sentido, vivemos um curioso paradoxo. Quando nascemos nosso destino é ser miserável, ignorante, passar fome, ser infeliz, viver sem nenhum propósito, ser inerte. É a nossa luta no dia a dia que nos garante escapar dessas armadilhas. Estudamos para escapar da ignorância. Trabalhamos para poder comer, morar, cuidar da saúde. Mas o fantasma da inércia nos persegue todo o tempo.
Pra tratar da inércia, preciso recorrer a Issac Newton, que um dia escreveu sua primeira lei: “Todo corpo continua em seu estado de repouso ou de movimento uniforme em uma linha reta, a menos que seja forçado a mudar aquele estado por forças aplicadas sobre ele.”
Conhecida como princípio da inércia, essa Primeira lei de Newton afirma que um objeto que está em repouso ficará em repouso e um objeto que está em movimento não mudará a sua velocidade a não ser que uma força desequilibratória aja sobre eles.
Ah, sim, aí ao fundo, no podcast, você está ouvindo música pra se mexer... é a Spock Frevo Orquestra, com MEXE COM TUDO, de Levino Ferreira...fala verdade, dá pra ficar na inércia com um som assim?
E se trouxermos a lei da inércia para nossas vidas?
Humm...funciona igual... Na medida em que encontramos uma área de conforto, é lá que queremos permanecer. Na inércia... até que uma força desequilibradora nos tire de lá. O problema é que a maioria das pessoas nem percebe que está inerte...
Pare pra observar. A coisa que você mais faz em seu dia a dia é repetir o que você fez no dia anterior. É verdade!
Você acorda igual, toma café igual, se veste igual, vai pro trabalho ou para a escola pelo mesmo caminho, almoça nos mesmos lugares... e assim vai. A maior parte da nossa vida é consumida pela repetição. Até que uma força desequilibradora nos tira desse ciclo. Uma demissão. Uma promoção. Uma desilusão amorosa. Uma tragédia. Mas enquanto uma dessas forças não surge, estamos ali... repetindo...repetindo...repetindo... É exatamente essa repetição que nos leva à inércia.
Mas será possível quebrar esse ciclo sem ter que esperar por uma força desequilibradora? Será que nós podemos ser a força desequilibradora? Eu acho que sim, mas só tem uma forma: com disciplina. Mas pra poder exercitar essa disciplina, é necessário saber pra quê, não é? Pois vou definir o pra quê: pra ser feliz e para ter um propósito, um senso, uma causa pela qual viver.
Adiante
Eu ando bem normal como se deve andar,
Pois eu tenho que ir adiante,
Quando eu quiser chorar, sorrir é menos mal,
Pois eu tenho que ir adiante,
Não posso mais ficar parado no meio do tempo
Se a chuva desabar, eu vou me mexer, eu vou me cuidar,
Não vou me molhar, e o meu coração quer rever
As pessoas distantes,
Ele quer, ele quer, ele tem que seguir adiante,
Como se deve andar, adiante,
Sorrir é menos mal (adiante).
Ah, que delícia... Sá, Rodrix e Guarabyra com ADIANTE... Pois é, eu também não posso mais ficar parado no meio do tempo...
Eu divido minha vida em fases. Primeiro fui criança, depois estudante e um dia me formei. E aí segui o padrão de todo mundo: vou tratar de arrumar um trabalho, depois me casar, comprar a casa própria, ter filhos, criá-los, cuidar de juntar algum patrimônio, um dia me aposentar e aí curtir os dias que faltam... É assim para todo mundo, não é? E durante anos e anos eu segui esses padrões. Mas sempre fiz questão de não me conformar com o status quo.
Que delícia... Ao fundo, no podcast, você ouve Assanhado, o clássico de Jacó do Bandolim aqui numa intpretação maravilhosa com o carioca Trio Madeira Brasil. Marcello Gonçalves no violão de 7 cordas, Ronaldo do Bandolim e Zé Paulo Becker no violão de 6 cordas fazem uma música calorosa e bem acabada que você precisa ouvir.
Olha só: sempre fui um sujeito inquieto, nunca me satisfiz com coisa alguma e sempre estive disposto a enfrentar desafios. E depois que voltei lá do Everest em maio de 2001, arrumei meu propósito, minha causa: naquele ano descobri que o Brasil estava ficando burro. E decidi resistir, combater o emburrecimento. Definida aquela causa, passei a trabalhar em função dela. Lancei livros, sites, palestras. Passei a comentar no rádio. E aos 52 anos deixei um emprego de 26 anos para mergulhar na aventura de ser um empreendedor. Não é fácil...
Todo dia é uma luta, mas acordo de manhã com uma coisa preciosa que eu havia perdido: tesão. O tesão de saber que estou lutando por algo que vale a pena, muito maior que simplesmente ganhar algum dinheiro. Ter essa causa me anima, me motiva, me deixa disposto a seguir em frente... me deixa louco por brigar. Me tira da inércia. Uma causa. Um propósito... Qual é o seu?
Metamorfose ambulante
Prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Eu quero dizer
Agora, o oposto do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator
É chato chegar
A um objetivo num instante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator
Eu vou lhe desdizer
Aquilo tudo que eu lhe disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Que tal hein?....O clássico METAMORFOSE AMBULANTE, de Raul Seixas com Sergio Vid e o Barão Vermelho. Já tinha ouvido essa? Então...
Mas como fazer pra sair da inércia? Bom, não existem fórmulas, cada pessoa age de seu jeito, mas tem coisinhas que a gente pode fazer e que ajudam. Quer ver?
Ao fundo, no podcast, você ouvirá DANÇAS DO NI, de Kapenga e Gereba, do grupo baiano Bendegó...
Experimente fazer uma avaliação de seu dia a dia, dando uma nota para cada atividade importante que você pratica. De zero a dez. Mas dê as notas sob dois aspectos. Primeiro: quanto benefício ou sensação de que estou defendendo uma causa essa atividade me tráz no longo prazo? Segundo: Quanta satisfação eu experimento no curto prazo com esta atividade? Por exemplo, estou indo pro trabalho. Vou tomar um ônibus e ficarei dentro dele durante uma hora e meia.
Quanto de satisfação e de sensação de que isso me ajuda a defender uma causa eu tenho? Olha, de zero a dez, eu daria nota entre um e três. Ficar 90 minutos dentro do ônibus é um tempo perdido. E quanto de satisfação no curto prazo eu obtenho com essa atividade? Zero. Nenhuma.
A simples constatação das notas baixas para esse processo fundamental - o transporte de casa para o trabalho e vice-versa - já nos coloca na posição incômoda de ter que fazer algo a respeito. Começa a nos tirar da inércia. Pô, se vou ficar 90 minutos dentro de um ônibus, é melhor que eu leia um livro. Ou arrume um amigo pra ir conversando sobre coisas pertinentes. Ou melhor, vou comprar uma aparelho mp3 pra ir ouvindo uma aula de inglês. Ou melhor ainda, pra ouvir o Café Brasil do Luciano Pires! Em noventa minutos eu ouço três programas! E faço com que aquele tempo perdido valha a pena... Sacou?
Se você não fizer a avaliação de cada processo, vai se acostumar com eles. E permanecerá inerte, sem mudar, fazendo aquilo que é a nossa natureza: repetir hoje o que fizemos ontem. Até morrer.
Juízo final
No último dia da vida
encontrei-me com meus pecados
Uns maiores, outros menores
Mas no geral bem pesados.
Do outro lado somente
a ingratidão que sofri.
O anjo pôs na balança
e vestido de branco eu subi.
Agora só toco harpa
de camisola e sandália.
Espio prá ver lá em baixo
a quadrilha da fornalha.
Aquela ingrata hoje está
trabalhando de salsicha
Espetadinha no garfo,
Satanás fritando a bicha.
(Ô Demônio, capricha !)
Olha só, presta atenção nessa. É JUÍZO FINAL, de Paulo Vanzolini, com Martinho da Vila. Essa música foi sucesso na voz de Adauto Santos, lá em 1967...
Um texto que recebi por email, sem autoria definida, cabe muito bem nesta nossa reflexão.
Ao fundo você ouvirá SENTIMENTAL JOURNEY , o clássico de Brown, Honer e Green, na interpretação sempre deliciosa da ORQUESTRA TABAJARA...
Incomodam-me os que sempre caem inertes. Os que lavam as mãos. Os aproveitadores. Os de costume. Os inúteis. Os que nunca tem culpa de nada. Os que não arriscam nem por suas mãe, todos eles me incomodam. Os que falam como doutores e nem mesmo sabem onde fica o banheiro.
Incomodam-me os que tiram o corpo fora dos problemas. Os intrusos, os oportunistas viciados em poder, os que sempre se acomodam. Os espertinhos, os bacanas que lambem os poderosos e tornam-se arrogantes para oprimir o semelhante, os mentirosos, os candidatos profissionais que depois de votados, desaparecem. Todos eles incomodam-me.
Incomodam-me os cafetões, os traidores, os bufões do rei me incomodam, os matadores de esperanças, os que negam os sonhos. Os incapazes de dar valor, ter coragem de lutar ou solidariedade por alguma causa decente. Os que comem caviar e enviam farinha podre para as merendas escolares. Os corruptos. Os que saem correndo quando lhes é oferecida uma pá. Os picaretas. Os criminosos de colarinho branco. Os funcionários abusivos e incapazes me incomodam.
Incomodam-me os que se assanham torturando jovens às costas de seus pais e depois arregam diante do Juiz. Os que matam e depois se escondem atrás do seu “coronel”. E também me incomodam os caudilhos. Os bandidos que se empanturram com o poder que lhes confere o atraso e a resignação. Todos eles me incomodam.
E me incomodam os feitores com chicotes, os que insultam e ofendem a dignidade dos justos. Os que usam as crianças, aqueles que falam em favor delas e não lutam por uma sequer. Os que se aproveitam das tradições e crenças para enganar. Os que falam da fé e não a tem nem a vivenciam. Incomodam-me os medíocres que abafam a luz da verdadeira criatividade. Os fundamentalistas que não se declaram como tais. Os que se consideram escolhidos por Deus, embora o Supremo nem saiba disso. Todos eles me incomodam.
E me incomodam muito, mas não vou mais pensar neles. Mas é que me incomodam profundamente, ainda que não pense neles, nem perca o sono por causa deles, eles estão no topo do mundo, governam, administram, embolsam as riquezas, declaram as guerras ou as justificam, controlam as empresas e corporações, se beneficiam com a desgraça alheia, esquematizam o comércio, assinam os convênios, controlam as demonstrações financeiras, contam as notas. Determinam a minha vida e a de todos nós. Possuem os títulos de propriedade do território inteiro. São os que decidem quem tem trabalho e quem não deve tê-lo, são os que cortam a água para os bairros carentes, são os que adquirem por dois tostões riquezas inestimáveis da nossa natureza. São os que indicam quem vive e quem morre no sistema de Saúde. São os que distribuem moradias e que também roubam o dinheiro para construí-las.
São os que ficaram, e não querem ir embora, e não se incomodam com o fato de me incomodar. E mais: não se importam de que ninguém goste deles, eles governam e o fazem com a maior cara de pau, exercem o poder sem considerações nem equilíbrio.
Eles são os que temos que tirar do poder político, econômico e cultural. E não se trata de acumular ressentimentos, mas sim de entender que eles são a escória da pré-história que estamos vivendo, pré-história que lembraremos com vergonha no futuro quando contaremos a nossos descendentes o passado selvagem que tivemos que mudar.
Mas isso só será possível se formos capazes hoje, como pessoas e também como povo, de construir a total redenção de nossa espécie.
E aí? Vai continuar repetindo aquilo que você sempre fez?
Pois então, talvez tudo se resuma a uma vontade arrasadora de sair da inércia. Não se acomodar.
Sentimental journey
Gonna take a sentimental journey
Gonna set my heart at ease
Gonna make a sentimental journey
To renew old memories
I got my bag, I got my reservation
Spent each dime I could afford
Like a child in wild anticipation
I long to hear that: "All aboard!"
Seven, that's the time we leave - at seven
I'll be waiting up for heaven
Counting every mile of railroad track - that moves me back
I never though my heart could be so yearny
Why did I decide to roam
Gotta take a sentimental journey
Sentimental journey home
Jornada sentimental
Vou embarcar numa jornada sentimental
Vou deixar meu coração em tranqüilidade
Vou embarcar numa jornada sentimental
Para renovar velhas memórias
Eu tenho minha mala, tenho a minha reserva
Gastei cada centavo que podia pagar
Como uma criança numa expectativa selvagem
Eu quero muito ouvir aquele; "Todos a bordo!"
Sete, essa é a hora que nós sairemos – às sete
Eu vou esperar pelo paraíso
Contando cada milha da ferrovia – isso me traz para trás
Eu nunca pensei que meu coração pudesse ser tão ansioso
Por que eu decidi viajar
Vou embarcar numa jornada sentimental
Uma jornada sentimental para casa
E é assim, ao som delicioso da SENTIMENTAL JOURNEY com a Orquestra Tabajara que o Café Brasil que quer tirar você da inércia, vai embora.
Com o inquieto Lalá Moreira na técnica, a agitada Ciça Camargo na produção, e eu, o espevitado Luciano Pires na direção e apresentação.
Estiveram conosco Spok Frevo Orquestra, Sá, Rodrix e Guarabyra, Trio Madeira Brasil, Sérgio Vid com o Barão Vermelho, o Bendegó, Marinho da Vila, a Orquestra Tabajara e o ouvinte Claudio Figueiredo
Este é o Café Brasil, um programinha feito por gente que não quer ficar na inércia, pra gente que quer sair da inércia. Quem nos ouve é formador de opinião, sabe o que quer e tem a capacidade de causar mudanças de atitudes em outras pessoas. Não é assim que você faz? Pois é... Mas se por um acaso você ainda está pra sair da inércia, dê um pulo no www.portalcafebrasil.com.br.
Cadastre-se em nossa comunidade e pratique o fitness intelectual. Vai fazer bem, viu?
E pra terminar, uma frase de Albert Einstein:
Nem tudo que se enfrenta pode ser modificado, mas nada pode ser modificado até que seja enfrentado.

Comentários
tráz do verbo trazer é com Z.
ADORO SEUS ARTIGOS!!
Meu nome é André Rezende, tenho 30 anos, sou Gerente de uma Multinacional. Trabalho e moro no interior de SP.
No momento que escrevo este comentário estou em Arzua na Espanha.
Imagina o que estou fazendo aqui???
Finalizando o Caminho de Santiago de Compostela. Isso mesmo, estou a menos de 50 Km de Santiago. Mais 2 dias e finalizo meu Caminho. Mas daqui a pouco eu volto neste tema.
Antes eu queria dizer que tive contato como Café Brasil há muito tempo (pelo Rádio) no Primeiro Programa (com Irineu Toledo e Renata Leite). Adorava sua participaçao. Porém me mudei de cidade e já não pegava a estação de rádio que transmitia o programa.
Já naquela época, me incomodava a Vida de Gado (comer, cagar e dormir), precisava de mais, sabia que tinha algo mais, e s eu programa era uma nutrição muito importante para mim. Senti falta...
Apesar de ser SUPER conectado como mundo digital, nunca dei atenção para os Podcasts. Acreditava que tivesse mais material americano e que os poucos materiais brasileiros não tinham importância, do tipo posta uma vez e nem volta para ver o que aconteceu.
Há uns 3 meses, por acaso (se é que acaso existe) me pego mexendo no iTunes e descubro o Podcast do Café Brasil. Levei um susto!!!!
Baixei uns 2 ou 3 programas e quando ouvi... lá estava o Guerreiro Luciano fazendo sua parte, contribuindo para mudar o mundo.
Fiquei muito feliz!!!
Desde então daí passei a acompanhá-lo semanalmente. Que delícia!!!
Estava nos finalmentes dos preparativos do Caminho de Santiago e tive uma idéia, vou tirar meu atraso do Café Brasil durante minha viagem e durante o Caminho. Baixei vários programas.
Não deu outra, todos os dias ouço algun s programas que muito tem me inspirado. Luciano, você não imagina o poder criador, o poder nutritivo, o poder bombástico que tem:
CAFÉ BRASIL X CAMINHO DE SANTIAGO
Não estou fazendo o Caminho por aspectos Religiosos, muito menos por promessa, estou fazendo este Caminho para buscar uma interiorizaçao, para pensar, para entender, para aprender, para criar, etc...
Um tema que cada vez fica mais claro para mim (e o Caminho mostra muito bem isso) é a questão do equilíbrio. Em absolutamente tudo ele é bem vindo (nem ao céu, nem ao mar). Vou exemplificar o que estou falando com algo muito polêmico, o dinheiro:
Não ter dinheiro, ou ter pouco dinheiro é Ruim
Porém, de maneira racional (não pensando com a cabeça de Pocotó) ter dinheiro em excesso não é legal, não é confortável. (o tamanho dos seus problemas serão proporcionais a quantidade de dinheiro que você possui)
Seria algo assim:
Pouco dinheiro ou dinheiro negativo (devedor) = Muita Preocupação
Muito dinheiro = Muita Preocupação
Dinheiro Suficiente = Menor Preocupação
(levando em conta apenas a preocupação financeira, é claro)
Quero deixar claro que não estou fazendo apologia a pobreza, estou dizendo que o excesso de tudo, inclusive dinheiro, foge do equilíbrio e não é legal. Ter bom carro, boa casa, boa previdência e/ou poupança, boas férias, bom estudo para os filhos, não é excesso e não foge do equilíbrio.
Porém definir este ponto de equilíbrio é impossível pois tem muitas variante que não vou entrar aqui agora para não alongar este comentário
Luciano, obrigado por dedicar seu bem mais precioso, o tempo, produzindo o Café Brasil.
Desculpa pelo tamanho do comentário. Precisava tirar o atraso.
E como dizemos aqui no Caminho:
¡Buen Camino
Cada frase que eu ouvia era como se você estivesse descrevendo a minha vida!Eu estacionei no tempo, larguei a faculdade, desisti de fazer a Carteira de Habilitação e pra ficar pior estou desempregada.Resumindo:Estou em casa todos os dias fazendo sempre as mesmas coisas.Meu Deus como eu pude?Os únicos momentos em que eu saío desse mundinho é quando ouço teus podcast ou leio meu livro sobre Che Guevara.E foi exatamente há uns dois dias atrás que eu acordei, falei pra mim mesma que eu tinha que sair dessa acomodação,e comecei a estudar pra fazer vestibular.E hoje eu abro tua página e ouço tudo isso.É muita coincidência não?E foi muito bom ouvir tudo isso viu Luciano, foi ótimo.Me deu muita força.Estou mesmo com uma vontade arrasadora de saír da minha maldita inércia.
Que esse sua atitude do bem nunca pare no caminho.
Cordialmente
Antes de curar aquele homem de sua cegueira, Jesus quis que ele saísse de seu comodismo e que mudasse suas atitudes. Bartimeu levanta-se em um salto, joga fora sua capa velha e empoeirada e foi até Jesus, pedindo sua cura. Voltou a enxergar e Jesus lhe disse: "a tua fé te salvou". A partir dali mudou sua vida e decidiu seguir os passos de Jesus.
É isso. A cada dia temos a oportunidade de levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima, buscar um ideal que liberta e seguir este ideal, e buscá-lo.
Abraços Luciano e equipe.
O que é necessário mesmo, é REVOGAR A LEI DO MENOR ESFORÇO, ou seja, aquela "Lei Natural" que, em verdade, significa que:
"Todo sistema tende a "acomodar-se" no seu nível mínimo de energia (consumo), a menos que algum "estímulo" o impeça ou restrinja de manter-se nesse nível."
Como é uma "Lei da Natureza"....e o "ser humano" está contido nela...
Pouco conseguiremos fazer "pelos outros" nesse sentido, a não ser, talvez acatar a sugestão do link abaixo, não?
http://desciclopedia.ws/wiki/Lei_do_Menor_Esfor%C3%A7o
Forte abraço,
\[-] Double click to collapse.
[*][/*]
Suas "filosofias" vem me atingindo em cheio, como um cruzado de esquerda. Hehehe!
Tirei o dia de hoje para me sentir útil e sair da inércia. Estou agora mesmo em ação, escrevendo para parabenizar sua luta pelo fitness do cérebro e contra a pocotice.
Para tentar o perdão da minha omissão prévia, segue abaixo o email que acabo de enviar ao Itau cultural. Espero que seja um pequeno tijolinho na construção da imagem que o seu patrocinador deve ter do investimento...
um abraço despopotizado
rita jorge
email ao itau cultural: "Parabens ao Itau Cultural!!
Sou cliente do Itau desde 1997, sempre muito satisfeita com os serviços prestados, porem agora me sinto parte de algo maior e mais importante.
O apoio do Itau cultural ao Café Brasil me faz sentir orgulhosa em fazer parte de uma família que apoia a cultura do país.
Tenho certreza que este é um investimento que se paga mil vezes, em músculos para os cerebros e impulsos positivos para o crescimento de cada ouvinte do programa.
Agradeço de coração o apoio do Itau Cultural ao Café Brasil.
Excelente seu programa.
Se na sua volta do Everest você constatou que o Brasil estava emburrecido, hoje, além dessa virtude negativa, podemos constatar que estamos também, sem educação e vulgar.....
Já faz um tempo que tenho vontade de escrever e participar dos seus Programas que são excelentes! mas não conseguia achar um "tempinho" para sentar e escrever, hoje, viajando de trem devolta para minha casa depois de um dia daqueles... eu decidi escrever no papel assim quando chegar em casa não terei otra a não ser passar logo para o computador.
Meu nome é Daniela, sou argentina, moro atualmente em Bs. As. e sou professora de português para extrangeiros . Sempre escuto os seus programas e uso-os nas minhas aulas, os meus alunos adoram, dizem que você fala "claro" e eles não têm dificuldades para entender.
Você consegue mexer comigo na escolha dos temas dos seus podcasts: Geração do eu mereço, envelhescência... na semana passada foi o "Vulgarizam a vulgaridade": não é só no Brasil não meu caro, já ouviu falar dum tal programa de TV "Dançando por um sonho ou então outro:"A noite do domingo" se não ouviu eu recomendo e o seu próximo tema seria: "REvulgarizam a vulgaridade"
Em fim referindo-me à "inércia" você me pegou de vez, mas eu me situo do lado das pessoas que odeiam ficar quietas esperando que tudo caia do céu "dos objetos em movimento que não mudam a velocidade", não gosto de pedir favores porque enquanto estou pedindo eu estou fazendo...se tenho uma nova oportunidade, do que seja, vou à luta e se não der certo já estou vendo outras opções. Tive por um assim dizer a má sorte de encontrar no meu marido justamente esse defeito mesmo quando tudo o que resta é maravilhoso; ele me "irrita", "descontrola", "acaba comigo" quando repete 10 vezes em meia hora "já vou", "espera um pouco", "estou indo" sem levantar a bunda da poltrona!, acredita que ele comprou um carro sem saber dirigir no ano 2009 com a promesa de que iria aprender logo?, estamos no 2011 e ele ainda diz: " esta semana eu começo o curso". O carro foi parar na casa do meu irmão para não estragar por ficar parado muito tempo e ele ainda faz uso do seu cunhado como motorista.
Então, Luciano, a inércia é uma das principais causas de "stresse" na minha vida, porém, eu amo o meu neguinho e vou amá-lo assim mesmo! Al final todos sabemos que não existe o ser "perfeito" não é ?? quem sabe eu seja essa força que faça ele entrar em movimento?, já levo 4 anos na luta...
Um grande abraço! e meus parabéns pelos seus programas! continue assim! me fazendo rir sozinha no trem e contribuindo com o meu trabalho na sala de aula.
Muito Obrigada!!!
Daniela Adriana Mello
Ah! ia me esquecendo... ele também é um "envelhescente"!!!!!!!!!!!!!!!
Excelente programa sobre Inércia. Nunca passou pela minha cabeça que isso fosse característica coletiva. Agora depois de ouvi-lo não sinto-me tão só por estar nesta condição. E claro, triste em constatar que muita gente está na INÉRCIA. Isto pode ser uma das forças que impulsionem tantas coisas injustas acontecerem.
Confesso, sou uma pessoa que fica muito na inércia (nas ações, porque a mente não para nunca de me cutucar). Porém todas as vezes que saí de verdade desta condição e mantive foco consegui alcançar com êxito e orgulho um objetivo traçado.
Acredito que muita gente está na inércia por conta da educação que recebe da escola, de sua família. Pois estas instituições sempre pregam a lição da obediência, a do não questionamento, já que contrariar os outros, os conhecimentos formados pode nos colocar em situações embaraçosas. Mas aí acabo entrando na falta que a maioria das pessoas comete: coragem de usar a sinceridade. E na verdade nós não estamos prontos/educados para receber a sinceridade. Quem gosta de ouvir a verdade quando ela não agrada? Ninguém não é mesmo? Taí um conceito que a educação deveria trabalhar não somos perfeitos e nem devemos ser.
E concordo plenamente, para sair da inércia é necessário existir uma força. Por exemplo alguém só irá ver sua saúde quando tiver alguma dor - embora tenha gente que prefira conviver com a dor do que investigar do que se trata e modos de se cuidar. Algo precisa incomodar para que a gente se mexa. Caso contrário ficaremos no sossego, na zona de conforto.
Abraços e parabéns pela qualidade do programa!
Obrigado por nos tirar da inércia. Semanalmente seus programas tem feito muito bem para meu espírito e tenho compartilhado sempre que posso com as pessoas ao meu redor.
Parabéns e continue com o bom trabalho. Nós que te ouvimos e as pessoas ao nosso redor, que são impactadas pela nossa mudança de atitude causada pelo podcast, agradecemos.
Brincadeiras à parte, a verdade é que esse Podcast sobre a inércia foi simplesmente genial.
Infelizmente a sociedade, jovens, velhos, mulheres e homens, está cada vez mais apática. Cada vez mais MORTA. E essa morte no sentido metafórico nada mais é do que desistir dos seus sonhos, abdicar da luta por um objetivo e optar por um caminho mais curto que leva a uma satisfação igualmente curta... Quando vejo pessoas próximas a mim planejando qual concurso público fazer, usando a regra do "quanto mais pagar melhor", sinto meu estômago revirar e sobe um gosto de revolta azeda.
É só falar que me bate um gosto de azia na boca.
Bom, espero que você continue fazendo o Café Brasil por muito tempo.
Fiquei incomodado... no início deste PODCAST você falou (...) Às vezes me incomodo com a sensação de que fico aqui refletindo, refletindo e não vejo nada de ação(...)" Olha posso te falar que desde que assisti sua palestra em BH, em 2010 e comecei a receber suas publicações todas via e-mail, tenho uma fome de leão. Vontade de virar o mundo de cabeça para baixo! E olha estou em uma situação que sai de emprego estavel, virei dono de casa, para dar apoio para esposa trabalhar e agora estou tocando projetos pessoais e profissionais. Você e suas palavras e sua ação, sempre me trazem para a terra e me dão força em persistir!! Recordo muito na sua palestra que você perguntava: "Voccês sabem porque eu vesti esta camisa hoje?" (era uma camisa, ridicula, de turista americano, toda florida) e depois de algum tempo e silêncio você mesmo respodeu: "Porque eu quis!!" Cara isto não é para qualquer um mesmo! Estas transformações são drásticas!! Eu tô tentando trilhar isto e vou conseguir!!!
Valeu!!
E continua ai que eu vou seguir te acompanhando e lutando por aqui!!!
Grande abraço de um fã!!!
André
Na página 248 de sua novela A jangada de Pedra, José Saramago diz: "As pessoas nascem todos os dias, só delas é que depende continuarem a viver o dia de ontem ou começarem de raiz e de berço o dia novo, hoje..."
Vida longa ao Café Brasil.
Ricardo C. Pereira.
Aqui é o (sumido) Alexandre "NerdMaster" Garcia que está de volta ao maravilhoso e nutritivo ambiente do Café Brasil.
Adorei o tema deste programa. A inércia, conforme dito por você, é o estado natural não só da humanidade, como da natureza como um todo. Se assim não fosse não teria gerado a 1ª Lei de Newton.
E tal como na natureza, a força necessária para que um "corpo" saia do estado de inércia até que não é tão grande em magnitude e potência. Mas é GIGANTESCO no quesito importância.
Felizmente eu não sou desses que estão em eterna inércia. Além de trabalhar como Instrutor de Informática e de Rotinas Administrativas, cargo esse que me permite ser agente motivador da tal "força anti-inercial", também sou podcaster.
Acho que a mídia podcast é um método excepcional de expor ideias e gerar a motivação que muitos precisam pra sair da inércia!
Vida Longa e Próspera
Um dia eu achei esse texto na internet e salvei ... porém não tem o autor ... mas achei o conteúdo dele muito relevante e acredito que apesar do tamanho, vale a pena ler.
Morre lentamente
Morre lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias contradições.
Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru e seu parceiro diário. Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas 14 polegadas, ocupar tanto espaço em uma vida.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo.
Morre lentamente quem destrói seu amor-próprio. Pode ser depressão, que é doença séria e requer ajuda profissional. Então fenece a cada dia quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem não trabalha e quem não estuda, e na maioria das vezes isso não é opção e, sim, destino: então um governo omisso pode matar lentamente uma boa parcela da população.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe. Morre muita gente lentamente, e esta é a morte mais ingrata e traiçoeira, pois quando ela se aproxima de verdade, aí já estamos muito destreinados para percorrer o pouco tempo restante. Que amanhã, portanto, demore muito para ser o nosso dia. Já que não podemos evitar um final repentino, que ao menos evitemos a morte em suaves prestações, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente respirar.
Estou saindo da inércia, saindo de um emprego estável, tranquilo e bem cômodo e montei minha firrrma.
O frio no estômago ainda continua, mas se não tiver uma força para empurrar a minha vida para algo mais dinâmico, vou ficar um velho ranzinza...
A frase que me motivou foi:
"Nem tudo que se enfrenta pode ser modificado mas nada pode ser modificado até que seja enfrentado." de Albert Einstein.
Valew, Luciano
Cláudio Alves
Tanta coisa pra dizer que não consigo imaginar uma forma mais decente de começar esse comentário (o primeiro destinado a um dos vários podcast que ouço), que fico meio tímido de fazê-lo (tantas outras vezes o tentei e fui vencido por uma autocrítica paralisante (subterfúgio para minha inércia), que pensei em contar uma história de como chegamos (eu e minha preguiça) até aqui.
Conheci o seu programa no segundo semestre de 2009, algum tempo depois de ser apresentado, por um irmão, a essa fascinante, e viciante, mídia que é o podcast, através do nerdcast. Logo depois de escutar todos os episódios daquele me vi numa espécie de crise de abstinência e procurei por outros que podessem suprir meu vazio (coisa entre 45' e 60' dentro de um ônibus rumo ao trabalho), no entanto o seu programa não passou de uma página não atrativa que eu logo descartei (sequer cheguei ouvir um episódio).
Foi apenas no início de 2011, quando já enfrentava uma desmotivação profissional que beirava a depressão (no trabalho, durante as reuniões, fazia questão de frisar que estava numa obstinada missão por me tornar uma peça totalmente inútil dentro da empresa), que finalmente ouvi um de seus programas.
Sou bacharel em ciências da computação pela UFPI desde fevereiro de 2003, analista de sistemas pelo SERPRO desde setembro de 2005, casado com uma pedagoga, fã de Rubem Alves desde dezembro de 2006 e pai de uma linda princesa desde junho de 2008, mas o que eu mais sou é INERTE desde sempre.
Talvez por isso eu tenha me identificado tanto com esse programa (não que outros tenham me tocado menos, como os sobre espiritualidade, educação, racismo, politicamente correto, etc). Parece ter pisado nos meus calos, mexido nos meus brios. Digo isso pois eu praticamente já escutei todos os seus programas (até aqueles que não constam do feed que eu assino), e todas a vezes que consigo me lembrar você sempre instiga os ouvintes a darem uma contribuição mínima, um mísero comentário, e só agora assumi o compromisso pessoal de fazê-lo.
Naquela nublada tarde de 24 de novembro de 2011, saindo do trabalho, liguei meu "mp3" justo nesse programa (261), e ao final senti uma inquietude tão grande que só estou conseguindo acalmar minha mente e minha alma nesse exato momento enquanto redijo estas prolixas "mal traçadas linhas" (02:20am de 25 de novembro de 2011, levantei para fazê-lo pois não conseguia dormir com a mesma preguiça e tranquilidade que tantas outras vezes me venceram, ainda que provavelmente não vá publicar agora).
Sei que minhas idéias parecem desconexas, mas se isso ainda não ficou claro, gostaria de evidenciar que isso é um desabafo, uma confidência que eu tentava esconder até do cara do espelho e que espero, sinceramente, que ele me perdoe, por tantas vezes ter tentado me advertir sobre minha condição, e eu, tantas vezes o ter ignorado, como se ele não fosse uma parte de mim.
Até breve (pois pretendo me fazer presente em muitos outros programas), e obrigado por não desistir de pessoas como eu.
Bonjesuense de nascimento
Barrense de coração
Teresinense de fato
Candango por força da profissão
A algum tempo que tento fujir desse monstro enraisado em muitas atitudes do dia a dia.
Porem vejo como é dificil, numa sociedade que vem a cada vez desenvolver os quadris largos de tanto ficar a frente de uma tela de computador, checando insessantemente as redes sociais e afins, porem mesmo tendo esse conhecimento, as vezes me pego quase como um zumbi, babando pelas mares de informação, muitas vezes inuteis que recebo todos so dias!
Mas quero agradecer que da mesma maneira de ver que com força de vontade e fé conseguiremos atingir nossos objetivos!
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