237 - Grana

17
Mai 2011
17 Mai 2011

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Dinheiro... O mundo gira em torno dele. E eu não acho que isso seja necessariamente ruim. O problema é quando tudo se resume a só dinheiro. É sobre as pressões para ganhar dinheiro que vamos falar no programa de hoje, a partir de um email que recebemos de um ouvinte que fez uma grande provocação. Tem gente que vai se incomodar, sabe? Tudo bem. Cada um sabe se deve ser fogo ou água... Na trilha sonora, Mula Manca e a Fabulosa Figura, Moacyr Franco, Zé da  Velha e Silvério Pontes, Bezerra da Silva, Emilinha Borba e Edvaldo Santana. Apresentação de Luciano Pires, o pobre.

 

Bom dia, boa tarde, boa noite! Dinheiro, pra que dinheiro? Se ela não me dá bola... dinheiro... o mundo gira em torno dele. E eu não acho que isso seja necessariamente ruim. O problema é quando tudo se resume a só dinheiro. É sobre as pressões para ganhar dinheiro que vamos falar no programa de hoje.

Pra começar, uma frase de um anônimo:

Administrar dinheiro é fácil. Difícil é administrar a falta dele.

E o premio da semana, um exemplar de meu livro NÓIS...QUI INVERTEMO AS COISA, vai para,..para... o Fabrício, lá de Bento Gonçalves, que escreveu um baita email em torno da qual este programa será montado.

Olá Luciano. Como não sei ser muito objetivo quando quero falar de verdade, escrevi demais. Mas é um comentário sobre os teus podcasts.

Eu estava ouvindo o teu podcast (ouvinte de podcast) minutos atrás e, dessa vez, não consegui segurar. Vou ter que te escrever um comentário. Finalmente.

Primeiro um detalhe importante: sou ouvinte de um podcast: O teu. Nenhum outro. Eu não sou tão fã assim deste tipo atividade. Normalmente, quando estou no pc, estou com a atenção dedicada a outras coisas. E não gosto de ouvir teus programas sem dar atenção. Não tem graça assim. Ouço o teu porque algum dia recebi um mail ou acabei achando na internet em alguma pesquisa, e acabei virando um fã.  (...) Não sou amador mesmo e não quero que o teu podcast assim o seja. Portanto, se posso te ajudar, hoje vai ser te dizendo que deste lado da internet aqui, em Bento Gonçalves, RS, existe um ouvinte do jeito que tu descreveste. Aquele que quer coisas boas, que não é burro, que acha que pensa um pouco e tem raciocínio crítico sobre quase tudo. Acho que os teus podcasts são um pouco assim, sempre querendo se posicionar, sempre querendo ter opinião sobre tudo. Eu sou assim. E o teu trabalho me ajuda a ter opiniões."

Muito bem! O Fabricio ganhou o livro porque escreveu comentando o programa! E você? Ah, ouve no Itunes é? Pô, meu, comenta lá! Eu sei que é um saco, tem que ir na loja do Itunes, aquele negócio todo da Apple, é chato, mas vale a pena. Ajuda a provar que nós temos ouvintes com inteligência.

Mas o email do Fabricio é muuuito maior e toca num assunto delicadíssimo. Vou continuar a leitura agora, já como parte do tema deste programa.

Quero te comentar algo sobre a questão do patrocínio, que tem tudo a ver com a observação anterior, do meu gosto em ouvir teus programas. Eu sinto que no teu podcast existe uma preocupação com a continuidade, com a sustentabilidade. Daí a necessidade dos patrocinadores. Entendo. Quero que tu continues realizando este trabalho. Mas eu gostaria de saber qual a atitude que tu terás por exemplo, um dia, na hora de elaborar mais um texto ou roteiro de podcast, caso a grande notícia da semana, do mês, no Brasil, seja a divulgação de relatórios, informações, ou quaisquer outra notícia que informe que o Itaú é uma corporação que não merece apoio de ninguém devido aos seus crimes contra outros seres. Eu não gostaria de estar vinculado a uma instituição assim, em um momento desses. Tu já pensaste nisso? Tenho certeza que sim, mas não sei como tu te posicionarias em um momento desses.

Aliás, sempre que tu começas os programas, avisando do patrocínio de um banco, que é um dos tipos de organização que mais odeio, e que certamente é um dos maiores problemas sociais mundiais, fico na dúvida, mesmo que por uma fração de segundo, se devo ou não continuar ouvindo. Eu lembro de outros programas em que tu comentaste sobre a empresa de telefonia, sobre o cliente bom e ruim, sobre atendimento, sobre confiança, sobre promessas que não são cumpridas, sobre criação de expectativas, sobre política. E sempre lembro do teu patrocinador nestes momentos. E tu sabes que não lembro do Itaú achando que eles são diferentes dos outros bancos, ou dos outros planos de saúde, das outras seguradoras, das outras operadoras de celular ou internet. Tu sabes bem do que estou falando. Não existe banco BOM.

O teu ouvinte em geral, se for parecido comigo, se preocupa com o que ele pode ou não confiar. Eu não me importo em ouvir uma opinião tua que seja contrária à minha. Aliás, estas devem ser as que mais gosto de ouvir, pois me trazem coisas novas para refletir. E de algumas, tiros ensinamentos e evolução pessoal. Eu não tenho acesso a todas as informações que tu tens. Aliás, tenho 34 anos. Sou mais jovem que tu. Tenho menos experiência de vida e não posso julgar tuas preferências. Mas posso questionar e duvidar da tua imparcialidade, da tua honestidade com os teus ouvintes. Recebendo o patrocínio de um banco, te considero, mesmo que um pouco, irmão da Globo. Me parece incoerente falar mal de uma operadora de celular e ser patrocinado por um banco.
Entende o que digo? Estou sendo franco contigo. Quero realmente te ajudar. Porque acredito que tu mereças essa ajuda. Porque acredito que apesar de tu teres passado grande parte da tua vida a frente de grandes corporações, em cargos de liderança, provavelmente na maior parte do tempo te dedicando quase exclusivamente aos interesses corporativos (talvez pouco éticos) destas organizações, acho que algo dentro de ti é legítimamente humano e que quer fazer não só o bem, mas o certo. É com esse Luciano ético que estou falando. E, obviamente, com todos os teus colegas que dentro de si também são seres humanos éticos. Sei que a tua equipe também é muito competente. Parabéns a eles também.

Dinheiro 

Eu vou trabalhar pra ganhar muito dinheiro
Vou enriquecer até ficar blasé
Então posso descansar
Logo aos trinta eu vou ter muita grana pra curtir
tantos seios, tanta aventura, whisky, confusão,
Então o que tu vai falar?
Quando eu chegava na tua casa
nem jantar, nem carinho
Você morria de vergonha das minhas roupas e do meu fusca
E agora meu bem, eu vou na sua rua passar com meu fusca,
o casaco de couro bordado de ouro,
minhas três namoradas, minha alma lavada
Paris ! Europa ! Chile !Argentina !
Girafas ! Caribe ! Charutos !
Hula - Hula ! Baralho ! Loiras !
Piscina na cobertura !
Massagem, passagem, uma bela paisagem !
Ah, você só vai olhar !
Eu vou trabalhar pra ganhar muito dinheiro
Vou enriquecer até ficar blasé
Então o que tu vai falar ?

Opa! Que tal isso? Sabe o que você está ouvindo? É o MULA MANCA E A FABULOSA FIGURA, diretamente de Recife, cantando DINHEIRO, que está no CD Amor e Pastel, de 2007. O nome do grupo, que se define como uma ilimitada comunidade de música, arte e afeto, saiu do romance Dom Quixote de Miguel de Cervantes, pode? MULA MANCA E A FABULOSA FIGURA sabe onde? No Café Brasil!

Voltando ao texto do Fabricio.

A minha opinião a respeito do teu trabalho é formada todos os dias. Sempre que ouço ou que lembro do teu nome, formo essa opinião. E no dia em que desconfiar que tu deixaste de ser imparcial, que deixaste de contar, ou divulgar ou criticar algo por que fere os interesses de um banco (por exemplo), neste dia tu perderás um fã. Pelo menos um. E esse tipo de perda se espalha como um câncer. Neste dia a tua platéia será alterada. Passará a não ser mais formada por pessoas que pensam, que também são formadoras de opinião. Passará a ser formada por um tipo de energia que chamo de gado. E pelo que conheço de ti, caso isso um dia aconteça, não terá mais sentido em tu continuares fazendo teus programas.

Sendo assim, fico realmente curioso em saber como tu te posicionas em relação a isso que te comentei. Fico curioso em saber se tu continuarás querendo um público que pensa e que certamente te cobrará sempre uma postura ética, ou se em algum momento tu preferirás um público menos pensante, menos crítico, mas que possa te dar números, grana, como tu mesmo comentaste. Eu gostaria de saber disso logo para saber desde já como me posicionar a respeito. Como não estou te enxergando, nem vendo o teu processo crítico, ético e criativo, nunca saberei ao certo quão ético é o teu trabalho em relação ao que tu escreves. Portanto, tenho que confiar em ti até que prove o contrário. Mas algumas atitudes (talvez não tão simples) possam ajudar a continuar mantendo essa relação de confiança. Por exemplo, trocando um patrocinador Banco por um patrocinador Ong, ou um Greenpeace, ou patrocinadores anônimos, por exemplo, como aqueles que ajudam instituições de caridade, ou uma SVB (Sociedade Vegetariana Brasileira). Já pensaste se talvez o teu público não é menor do que poderia ser, já hoje, por causa do nome do teu patrocinador? Já pensou quanto tu já não estás perdendo hoje, cada vez que tu anuncias, já no início do teu programa, quem paga as contas, portanto, quem manda? Eu pensaria.

Que tu me dizes disso? Posso confiar em ti?

Ainda estou confiando. Mas agora que te falei o que penso, acho que mesmo involuntariamente, vou desejar e talvez cobrar de ti, uma postura diferenciada. Espero não me tornar exigente demais em relação ao teu trabalho, para continuar ouvindo os teus programas. Mas espero também que tu continues evoluindo, como tu também desejas e cobras de quem te ouve. Grande e forte abraço.

Me dá um dinheiro ai 

Ei, você aí!
Me dá um dinheiro aí!
Me dá um dinheiro aí!

Não vai dar?
Não vai dar não?
Você vai ver a grande confusão
Que eu vou fazer bebendo até cair
Me dá me dá me dá, ô!
Me dá um dinheiro aí!

E aqui o Moacyr Franco em 1959, com o clássico ME DÁ UM DINHEIRO AÍ, de Ivan Ferreira, Homero Ferreira e Glauco Ferreira. Essa música foi composta para um quadro do humorístico A PRAÇA DA ALEGRIA que era apresentado pela TV Rio, onde Moacyr Franco fazia papel de um mendigo que dizia “me dá um dinheiro aí”. Foi o maior sucesso no carnaval de 1960...até hoje, né?

Putz...que cobrança, hein? Mas um email como esse me faz feliz. Ninguém senta diante de um computador para escrever um texto desse tamanho, cuidadoso e sincero, se não estiver profundamente comprometido com o assunto sobre o qual vai opinar. Ou seja, considero o email do Fabricio uma declaração de amor ao café Brasil Obrigado Fabrício pelo tempo investido e pela provocação.

Meu dinheiro não é borracha 

Meu dinheiro não é borracha
Por isso eu não posso esticar
Se eu empresto ninguém me paga
Se tomo emprestado não posso pagar.
Ai ai ai
Essa vida não passa de uma corda bamba
Se tu corres o bicho te pega
Se ficas parado o bicho te apanha
Se tu queres casar comigo, maninha
Vamos pra igreja
Só não posso fazer festa em casa
Pra não aumentar essa minha despesa
A festa de casamento, maninha
Não vai ter orquestra
Vou chamar o Zé sanfoneiro
Que vai animar nossa noite de festa
Ai ai ai
Essa vida não passa de uma corda bamba
Se tu corres o bicho te pega
Se ficas parado o bicho te apanha

Rarara...que tal Emilinha Borba com MEU DINHEIRO NÃO É BORRACHA, de Aluísio Silva e Dell Rosso? Meu dinheiro não é borracha, por isso não posso esticar...pois é...

Fabricio, ao som de NOVA ILUSÃO, de Claudionor Cruz e Pedro Caetano com a menor orquestra do mundo: Zé da Velha ao trombone e Silvério Pontes no trompete, deixe-me contar uma história verídica para ilustrar esse tema.

Cerca de três anos atrás – eu conheci um deputado que me pareceu bastante honesto. Em determinado momento eu perguntei porque ele não denunciava as histórias cabeludas que todos sabemos que acontecem dentro do congresso, dando nomes aos bois e ele respondeu assim: Luciano, é muito fácil eu pegar o microfone e denunciar as falcatruas e acusar os responsáveis. Armar um escândalo, botar fogo no circo. Mas quando eu fizer isso terei decretado minha sentença: nunca mais conseguirei aprovar um só projeto. O grande dilema é exatamente esse: até onde eu posso chegar nas concessões sem ferir os meus valores?

O deputado estava sendo pragmático: atacar o sistema de frente é sentença de morte. É preferível estar dentro dele combatendo-o. Um italiano já tratou desse tema de forma brilhante – eu diria até maquiavélica. O nome dele era Antonio Gramsci.

Fabrício: se eu tivesse 30 anos de idade, talvez eu ainda pensasse como você que usa a estratégia que eu chamo de fogo. Você não concorda? Bota fogo. Põe fogo no circo, meu! Destrói! Briga! Xinga!

Mas cara! Aos 54 anos eu aprendi que a estratégia da água é mais eficiente. Chegar e mansinho, ocupar os espaços, contornar os obstáculos e ocupar a forma do recipiente. Eu já fui fogo um dia, todo jovem é fogo. Quer a mudança, não tem paciência, vai à rua, defende suas idéias com vigor e se preciso, com violência. E às vezes, obtém uma vitória. Que quase nunca é sustentável.

E tem ainda, tem um problema mais grave. O inimigo percebe o fogo só de sentir o calor, só de cheirar a fumaça. E o pior: quem controla o vento, controla a direção do fogo.

Eu prefiro trabalhar como a água, Entrar no sistema e ocupar espaço. Aos poucos. O inimigo só percebe quando bate na bunda.

Esse é o grande dilema ético que envolve aquilo que – na imprensa – chamamos da relação entre Igreja e Estado: a difícil convivência entre os departamentos comercial e a redação. O comercial querendo proteger os anunciantes e a redação querendo liberdade para criticar sem amarras. Mais uma vez nas rádios onde faço comentários. Mais de uma vez recebi uma sugestão delicada de não bater nesta ou naquela empresa para evitar as saias justas. Sabe o que eu fiz? Parei de bater nesta ou naquela empresa e continuei tratando de outros temas. Não julguei que isso feriu minha integridade, apenas entendi a instrução como sendo uma das regras do jogo. Se para permanecer no ar na rádio eu tenho que obedecer as regras, vou fazê-lo. Como a água que contorna os obstáculos. A alternativa é provocar um incêndio e sair do ar, o que é muito bonito, mas não é inteligente.

No caso do Café Brasil a coisa é mais crítica, pois sou a última instância, quem decide o que vai ao ar. E tenho realmente a preocupação com as amarras que um patrocinador há de trazer. Mas essa é a regra do jogo: se eu quero jogar eu tenho que obedecer.

Com dinheiro tudo bem

Olha aí
Com dinheiro tudo bem sem dinheiro tudo mal
O dinheiro nesta vida é peça fundamental

Quando eu estou com dinheiro
Sou o melhor homem do mundo
Mas se eu não tenho trocado
Não presto sou vagabundo

E com dinheiro tudo bem sem dinheiro tudo mal
O dinheiro nesta vida é peça fundamental

Com dinheiro eu sou um grande sujeito
Ninguém vê nenhum defeito, eu sou gente sim senhor
Sem dinheiro tô distante, não sou nada
Sou figura apagada, objeto sem valor

Mas com dinheiro tudo bem sem dinheiro tudo mal
O dinheiro nesta vida é peça fundamental

Com dinheiro sou um cara esclarecido
Sempre sou bem recebido em todo lugar que vou
Sem dinheiro sou humano e farrapo
Só conheço um maltrato, resta o que o mundo deixou

Mas com dinheiro tudo bem sem dinheiro tudo mal
O dinheiro nesta vida é peça fundamental

Com dinheiro sou bonito sou gostoso
Sou jovem sou carinhoso todas querem me ganhar
Sem dinheiro sou um velho sem vergonha
Só quero garota nova não conheço meu lugar

Mas com dinheiro tudo bem sem dinheiro tudo mal

Rararar...o Bezerra da Silva era genial. Aqui você ouve COM DINHEIRO TUDO BEM... eu também me sinto assim...quando to com dinheiro sou tratado como o melhor homem do mundo, mas se não tenho um trocado, não presto, sou vagabundo.

Pois bem... Cabe a mim definir até onde posso chegar nas concessões sem ferir meus valores e convicções. E principalmente – sem desrespeitar meus ouvintes.

Minha primeira preocupação é manter o Café Brasil no ar. Mas não a qualquer custo. Se a sobrevivência do Café Brasil depender de evitar tocar em alguns temas delicados, por conta de interesses de patrocinadores, deixarei de tocar nesses temas delicados. Ou tocarei nesses temas de forma indireta. E isso eu sei fazer muito bem... Uma coisa que os ouvintes mais perspicazes do Café Brasil já sacaram é que não existe nada por acaso neste programa. Do título à vinheta, passando pelas músicas, pela entonação e até mesmo pela sequência com que os assuntos são montados, tudo é feito para transmitir uma mensagem. E com esse recurso – que já usei várias vezes - posso tratar indiretamente de temas espinhosos. Posso até mesmo criticar elogiando...

E tem mais, cara. No último levantamento que eu fiz, eu encontrei 1.325.426 temas para serem trabalhados aqui no Café Brasil. Se eu n ao puder tratar de um, eu tenho ainda 1.32.425 outros pra me divertir.

Mas uma coisa precisa ficar clara: deixar de fazer uma crítica direta ou de tocar num determinado assunto é muito diferente de sair em defesa daquilo em que não acredito. Deixe-me repetir: não criticar é diferente de defender.

Se um dia eu começar a defender aquilo em que não acredito - aí sim este programa terá perdido o sentido, pois passarei a desempenhar o que chamo de estelionato intelectual: enganar o ouvinte. E aí, meu caro não terei mais razão – nem mesmo legitimidade - para continuar com o Café Brasil no ar.

Quais são as alternativas? Bem, a mais óbvia é não depender de patrocinadores. Viver de assinaturas, assim a independência estará preservada. Faço todos os dias os cálculos para entender se essa opção é factível. Uma coisa é inevitável: no momento em que eu anunciar que para ouvir este programa o interessado terá que pagar – qualquer valor que seja, só restarão de 1 a 3% dos ouvintes atuais. Uma base pequena demais para gerar os valores necessários à manutenção do programa.

Vários ouvintes sugeriram seguir um outro caminho, o caminho da Wikipedia: pedir doações voluntárias. Mas não acredito que esse modelo seja sustentável. Pô, se tenho que ficar pedindo pra turma mandar um comentário – que é de graça – imagine pedir dinheiro... além disso eu acho um horror virar um daqueles pastores televisivos que ficam pedindo pra depositar naquela conta “em nome de Jesus”...

Fabricio, a proposta inicial da “despocotização do Brasil” também é  transformar um público menos pensante, menos crítico, mas que possa me dar números, num público que pensa e que certamente me cobrará sempre uma postura ética.

Sou profundamente grato aos patrocinadores que até o momento acreditaram na proposta do Café Brasil. Eu tenho o maior carinho como os meus ouvintes e só trago ao ar, aquilo que me dá prazer. Aquilo em que eu acredito.  E acredito que nós que produzimos e vocês que ouvem os podcasts estamos construindo algo novo. Aprendendo no dia a dia e certamente muitas faíscas hão de sair.

Talvez eu bata de frente com as convicções de muitos ouvintes, mas dificilmente estarei indo contra seus valores. Queremos o melhor para nosso país e vamos manter a vigilância constante. Alguns com fogo. Eu com água.

Grana

O que é que você vai fazer com toda essa grana
Você vai ficar sozinho
O que é que você vai fazer com toda essa grana
Quanto te faltar carinho
Você pode ir pra onde quiser
Natal, Berlim, ou Nova Guiné
Mas se você virar boy e for embora
Você não é nada mais que um zé mané

E é assim, ao som de GRANA, com o Edvaldo Santana, que já toquei por aqui, que o Café Brasil que tratou da pressão do dinheiro vai saindo de mansinho.

O assunto é denso, eu sei e já me deu aqui uma idéia de fazer um programa especial a respeito. Pode esperar. Você tem alguma idéia? É sobrinho do Eike Batista? É presidente de uma grande empresa? Mande sugestões pra gente monetizar os podcasts brasileiros.

Com Lalá Moreira duro na técnica, Ciça Camargo, duríssima na produção e eu, Luciano Pires, sem saber de onde tirar dinheiro na direção e apresentação.

Estiveram conosco Mula Manca e a fabulosa figura, Moacyr Franco, Zé da Velha e Silveiro Pontes, Bezerra da Silva, Emilinha Borba e Edvaldo Santana e claro, o Fabrício.

Gostou? Quer mais? Visite www.portalcafebrasil.com.br e cadastre-se em nossa comunidade. Mas ó: dinheir não tem, viu?

Pra terminar, uma frase de um dos grandes filósofos brasileiros de todos os tempos: o ex-presidente do Esporte Clube Corinthians Paulista, Vicente Matheus:

Quem entra na chuva é pra se queimar.

 

Comentários  

 
0 # André Arison 02-11-2010 17:27
Olá gostaria de saber se será disponibizado o vídeo da palestra que ocorreu no Ceu Jambeiro no dia 23/09/2010, para os policiais militares, pois gostei muito da palestra.
Grato.
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0 # Paulo Barreto 10-03-2011 13:11
O empreendedorismo faz parte da formação e da coragem dos brasileiros. Segundo estudo publicado pelo jornal americano US Today "Global Entrepreneurship Monitor" o Brasil é considerado o país mais empreendedor do mundo, sendo o brasileiro o mais inovador e criativo. Mas o que assusta são os dados do Sebrae, 56% das empresas novas fecham as portas até o terceiro ano de vida. Entre as principais razões, destaca-se a falta de planejamento, preparação do empreendedor para gerenciar com eficiência a sua empresa.
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+1 # Gustavo Corrêa 13-03-2011 11:18
Excelente podcast Luciano, como sempre. Parabéns.
Empreendedor é aquela pessoa incomodada e visionária, que visualiza uma situação e consegui ver uma oportunidade de criação ou de suprir uma necessidade ou até mesmo criar uma necessidade que ninguém antes sabia de tinha (Steve Jobs por exemplo).
Aproveito para recomendar o podcast empreendecast que trata sobre esse assunto e os sites Saia do lugar e Insistimento para quem quer conversar sobre o assunto. Além da rede social empreendemia para quem quer empreender e aproveitar para trocar cartões.
Grande Abraço
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0 # Eliana Rodrigues 14-03-2011 14:33
A cada dia você se supera. Sou sua fã de carteirinha. Acrescento um detalhe ao programa: As pessoas precisam, antes de tudo, encontrar o seu verdadeiro caminho. Meu pai era despachante e tinha um escritório. Minha mãe sempre falava para meu irmão para ele ir trabalhar com meu pai, pois ele seria um passarinho livre, dono de seu´nariz. Meu irmão dizia que preferia ser um passarinho preso em gaiola de ouro. Chegou à diretoria de uma grande empresa que tinha mais de 100 empresas coligadas. A criatividade é essencial, mas é necessário ter muito amor naquilo que se fizer.
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0 # Òscar 14-03-2011 16:52
Oi Luciano!

Eu achei o seu podcast procurando programas para praticar o meu português. Comecei a escutar e gostei de tudo, até das músicas que acho muito legais, seria bom que fizera um post com os nomes, ou melhor ainda uma lista de Spotify

Tudo de bom!
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0 # Sandro Mollica 14-03-2011 20:21
Prezado Luciano;
Sou um ouvinte recente do Café Brasil, mas que já foi fisgado por suas "iscas intelectuais", pra citar sua própria definição, que nomeia o podcast anterior. Ou ouvir hoje, indo ao trabalho, o "Empreendedor.ltda" me dei conta de como este termo é vasto e de quantos grandes e pequenos empreendedores encontramos todos os dias. Dos ambulantes aos grandes empresários, passando por minha esposa e sua pequena "firma" de arquitetura e até mesmo por aqueles que , mesmo ainda não sendo donos de meu próprio negócio, contribuem com suas próprias idéias e inovações para o aprimoramento e crescimento da empresa onde trabalham, gerando mais riqueza ao negócio e maior satisfação, seja financeira ou pessoal.
Parabéns pelo podcast, parabéns pelo ponto de bom gosto e inteligência que nos proporciona todas as semanas.
Um cordial abraço.
Sandro Mollica
P.s.: o "Pavão Misterioso" foi um extra interessantíssimo no programa desta semana. A mim também esta ave sempre intrigou.
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+1 # DANIEL GARCIA 15-03-2011 13:23
Bom dia, boa tarde, boa noite Luciano e demais seguidores desse louco......
Louco no sentido de "uma pessoa extraordinária".
Esse podcast sobre empreendedor veio a calhar.
Sou um reparador automotivo (mecânico), recem formado num curso técnico do SENAI.
Trabalho "por conta" há uns quatro anos.
Não aguentava mais chefes medíocres, colegas burros, falta de condições mínimas de trabalho e muitas outras coisas. O que me deixava de saco cheio era ter que trabalhar correndo, correndo riscos de acidentes, pra quê???
Pra nada.
Aluguei um lugar e eu crio as condições de trabalho. Corro atrás.
Chamei um amigo para sócio e não temos funcionários.
Ainda não me sinto preparado para ter funcionários. Nunca fui bom em mandar nos outros. Só sei pedir.
Sei que vou ter um dia, mas, por enquanto, vamos tocando a bola pra frente.
Não estou indo muito bem financeiramente, mas a paz de espírito quer tenho hoje, dinheiro não consegue comprar.
Num podcast interior você disse para aprendermos a recusar clientes, faço isso desde o começo. Muitas pessoas não valem o esforço.
Muitos proprietários de automóveis, simplesmente não possuem condições financeiras de manter um automóvel em condições de uso, mas não dão o braço a torcer, inteligência e bom senso também estão em falta para eles.
Sei que as coisas estão mudando, mas, bem a passos de formiga.
O café brasil há muito tempo faz parte de minha vida.
Um grande abraço.
Vamos combater os pocotós.
Desculpe pelos erros ortográficos.
Daniel Garcia
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0 # Fabrício Caixeta Andriani 16-03-2011 13:31
Sou estudante de engenharia de Computação e esse semestre estou pegando uma matéria de empreendedorismo. Mesmo sem ter escutado já passei para meus colegas (Sabendo da qualidade dos episódios). Estamos trabalhando com o livro "O segredo de Luisa" de Fernando Dolabela, citado no episódio como "O sonho de Luisa" (Imagino que tenha sido uma confusão). Vou passar mais episódios relacionados para eles, obrigado pelos excelentes episódios.
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0 # André Abou Chami Campana 17-03-2011 01:37
Sim, o empreendedorismo é uma marca do brasileiro. Mas não é a falta de planejamento em si que faz com que as empresas novas falhem tanto. São as barreiras que temos que enfrentar que são praticamente intransponíveis.

Um dos conceitos que se utiliza para analisar uma empresa embrionária é a taxa de retorno que ela pode trazer (a famosa TIR). Se a empresa fosse um fundo de investimento, qual a rentabilidade que ela traria? Uma TIR de 15% a.a., por exemplo, já seria o bastante para fazer da empresa um empreendimento atraente. Contudo a TIR só tem valor quando comparada a um referencial, ou a TMA (Taxa Média de Atratividade).

No caso brasileiro, a taxa básica de juros, a SELIC, está em 11,75%. Essa taxa é a que rege os empréstimos no mercado financeiro e poucas instituições financeiras emprestariam dinheiro a uma taxa inferior a essa. Até porque elas podem muito bem emprestar o mesmo dinheiro ao governo e obter os 11,75% de retorno), com um adendo: sem risco. Emprestar para o governo é o negócio menos arriscado do mercado, afinal, como dizem alguns economistas, o governo não vi à falência.

Nesse cenário, fica complicado competir com uma taxa dessas, considerando que as empresas novas têm um risco infinitamente mais alto de falirem que o governo.

Logo empresas novas são pouco atrativas.

Haja planejamento!
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0 # Flavia 17-03-2011 19:45
Uhnnn!!Assunto delicado...

Bom, gostaria de parabenizar o Fabrício pela provocação muito bem expressa e pertinente. Como saber quando a necessidade de grana (patrocínio)passa a interferir e ferir os princípios e ideais de um movimento? Complicado...

O Itaú é um banco e como tal, possui permissão garantida por lei para "roubar" (tô mentindo??)boa parte do nosso dinheiro (que já é pouco) através de taxas, juros, cobranças indevidas, cartões de crédito, empréstimos (a juros mais absurdos que os de agiotas!!) e por aí vai... Isso não é novidade para ninguém. E o pior, somos obrigados a fazer uso dos serviços dos bancos, pois ninguém é louco o suficiente para andar com dinheiro vivo hoje em dia, né...

Enfim, como saber se você, Luciano, por conveniência, deixará de tocar em determinado assunto para não correr o risco de perder seu patrocínio?? ´
Entendo que infelizmente, sem grana, nenhum trabalho vai para frente. Então, de certa forma, é preciso vender-se primeiro para depois conseguir vender seu peixe. Sem dindim nada vai para frente. Entendo seu lado "água".Entendo também que "de fora", é possível fazer bem menos do que quando se está "dentro do sistema". Se me insiro, mesmo sendo contra, é mais fácil descobrir fraquezas, fazer parcerias e elaborar estratégias com maoir chance de sucesso sem necessariamente declarar guerra. É um processo mais demorado e exige mais pensamento. E talvez, uma vez ou outra, você se vê fazendo uma coisa ou outra que fere seus princípios sim e isso só irá valer a pena for por um objetivo maior. (Putz! Polêmico, hein?) :-|

Porém, também entendo o lado "fogo" do Fabrício, de querer botar a boca no trombone e deixar o circo pegar fogo. Dizem por aí que o fogo purifica (ou mata, né!!rsrs!!) Gostei muito da posição do Fabrício e eu como fã, entendo a cobrança dele. Afinal, confiamos no seu trabalho e confiança é algo muito difícil de conquistar e tão fácil de se perder...Gostaria de saber a opinião do Fabrício sobre este programa, que foi uma resposta ao maisl dele.

E para acabar o meu "comentarião", penso que fogo ou água podem tanto construir, quanto destruir. "Só dependerá do general."

Parabéns ao Fabrício e a você, Luciano...Ótimo programa!

Abraço...

Flavia
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0 # Josimar 17-03-2011 22:11
E Luciano, o Fabricio mandou uma boa provocação!
Tenho os mesmos janeiros que ele, mas já percebi que não adianta bater de frente e embrenhar-se na caatinga feito um louco desvairado, os arranhões são inevitáveis o desgaste também, a calma é que predominará sobre os assuntos.
bater de frente faz você retornar ao ponto inicial, haverá muitos outros temas a serem tratados e às vezes num mundo sistemico como o nosso, o outro tema/assunto aborda de forma indireta aquele tema espinhoso, e a solução ou conscientização aparece,
Já briguei com chefe e discuti bastante, e às vezes aquela conversa durante o cafezinho, indireta e mansa, como a água, resolve a questao.
E nem tudo se mede em dinheiro. O valor de uma pessoa não está no dinheiro, eu acredito que está nas atitudes dela, da forma como ela enxerga o dinheiro, é muito diferente vc usar o dinheiro como elemento ou regra do jogo, e jogar para o dinheiro (meta).
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0 # Eduardo DElboux 18-03-2011 08:55
Olá Luciano, me identifiquei muito com o tema dessa edição. Comecei minha carreira em 2000 e em 2003 parti para o projeto "Empreender", percorri todas as etapas de um novo "Empresário", montei minha produtora de sites em um incubadora da Fiesp, fiz Empretec no Sebrae, cursos de liderança, busquei parcerias, etc etc etc. Porem não venci, como muitos que abrem empresas depois de 2 ou 3 anos abri mão e voltei a ser um empregado em um agência. Porem hoje percebo o quanto de "Empreendedor" me tornei em minha atividade atual, sempre buscando novidades e de fato fazendo diferença, o resultado disso tudo? Realização profissional! Esse Cast só me deu oxigênio para seguir em frente! Parabéns pelo trabalho e um grande abraço, seu amigo, Du D' Elboux.
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0 # Leonardo Miranda 19-03-2011 02:26
As grandes empresas estão cada vez mais parecidas com a estrutura de um país. Obviamente temos empresas com bons princípios e empresas com maus princípios, assim como temos países completamente escrotos (infelizmente, é esse o melhor termo) com seus cidadãos e outros países que zelam pelo bem estar de quem o habita.

Analisar uma corporação do tamanho de "um dos maiores bancos do mundo" resulta em muitos paralelos com a análise de um país. Uma empresa ou pais pode ser escravista como a China ou pode ter políticas trabalhistas mais favoráveis como a França. Pode ser corrupto como o Brasil, ou transparente e ético como o Canadá. Nesses pontos estamos olhando mais para a esfera da presidência.

Abaixo da cúpula temos os departamentos ou os Estados de uma nação. Diretores, governadores, prefeitos e gerentes distorcem um pouco mais para o bem ou um pouco mais para o mal as diretrizes que recebem de cima, dando diferenças como, uma cidade mais ecológica que outra, um departamento mais rentável que outro, impostos mais baixos ou políticas de salários e benefícios mais ou menos justas.

Por fim chegamos à esfera das pessoas, que podem ser éticas e estarem em uma empresa ou país menos ético que ela e vice-versa.

Agora, o que realmente vai mudar as estruturas por dentro são as pessoas. Derrubar um governo corrupto para colocar um governo tirano é trocar um mal por outro. Substituir um patrocinador banco por uma ONG que não aplica os recursos de forma ética (que tem muuuuitas no Brasil) é continuar vivendo de dinheiro duvidoso. Alias, nesse caso acho que é até pior, porque pelo menos o banco está jogando por um conjunto de regras das quais conhecemos e estão mais explícitas, quer gostemos delas ou não.

Pelo menos, no meu ponto de vista, se o Itaú mantiver o patrocínio mesmo depois da “cutucada” que foi esse episódio, significa que pelo menos o responsável do departamento de marketing que continua autorizando um cheque para o Luciano todos os meses tem ética, integridade e coragem. Pode ser que a empresa tenha, pode ser que não, mas ESSA PESSOA com certeza é assim.
Nossa! Esse comentário ficou muito maior do que eu estava prevendo, mas como uma reflexão levou a outra vou deixá-lo assim mesmo. Parabéns Luciano pelo excelente trabalho, e se algum dia você for ao programa do Faustão (hummm... não, calma, Jô Soares, ok?) eu vou ficar muito feliz porque durante alguns minutos vai ter alguém com conteúdo falando para as massas e não apenas o último rostinho bonito e fútil da novela.

Abraços e muito sucesso, quem sabe a ponto de você escolher a dedo quem é que vai patrocinar o ou não o seu programa.
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0 # Fernando Fazzane 19-03-2011 10:53
Luciano, como publicitário, sei como funciona a questão do patrocínio e também sei das regras de contrato. Como micro-empresário, sei como é complicado a questão financeira e viabilidade do projeto. Como ouvinte sei como é complicada a relação de confiança face a imparcialidade. E como criador, sei como é frustrante ser impedido de tocar em certos assuntos espinhosos ou simplesmente desagradáveis.

É com esta visão que eu, ouvinte de seus programas há anos, ouço, entendo e julgo suas excelentes críticas sociais, seu audio-cartoon, que distorce certos detalhes para que olhos, quer dizer ouvidos, menos apurados possam entender e absorver melhor determinada mensagem.

A questão levantada pelo Fabrício é pertinente, porém mesmo o Itaú sendo um banco, e como todo banco explora as dificuldades financeiras do povo multiplicando-a pelo poder de compra (ou de endividamento) que o capitalismo nos impulsiona, ainda assim é um dos melhores bancos brasileiros, prestando serviços de boa qualidade e claro, cobrando por isto. Não há nada de errado na atividade bancária. Existem leis para que ela funcione de maneira lucrativa e no geral, ela beneficia a sociedade.

Ao julgar por tudo o que já ouvi seu, Luciano, e por conhecer a maneira com que você explora determinados assuntos, sei que não deixará de publicar uma opinião por questão de patrocínio. Até porque você com seu olhar cartunista consegue pinçar na sociedade assuntos intermináveis, que com trabalho e dedicação, se entrelaçam a músicas, temas, poemas e citações fantásticas.

Eu apóio e desejo que o CaféBrasil tenha muitos patrocínios pois o projeto é da mais alta qualidade e utilidade pública e obviamente todos devem e merecem ser recompensados financeiramente por seus esforços. O problema ao meu ver, é que uma maioria imensa quer tudo de graça e não sabem medir ou apenas imaginar todo o trabalho, investimento, tempo, estudo, dedicação, empenho, dor de cabeça e tudo o que há por trás de qualquer trabalho de boa qualidade.

Não é fácil trabalhar buscando alcançar a alta qualidade. Mas é recompensador ver que muitos valorizaram o seu esforço. O patrocínio é um reconhecimento de qualidade e eficiência. Uma das maiores e mais valiosas marcas brasileiras não atrelaria seu nome a qualquer programa ou projeto. O CaféBrasil merece este reconhecimento.

Luciano, um forte abraço e sucesso!
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0 # Donizeti Cabral 19-03-2011 17:23
Olá Luciano, descobri o Café Brasil através do Itunes e desde então venho acompanhando os cast's. Quero parabenizar a equipe toda e principalmente a pessoa que escolhe a trilha sonora ou melhor as trilhas sonoras de cada programa. Nossa meu amigo (acho que com a "convivência" digital posso me referir a você assim: como amigo) estou descobrindo cada pérola da Música brasileira, canções que jamais ouvi, tudo isso sendo-me proporcionado pelo seu programa. Tenho que te dizer: eu não quero ser um POCOTÓ, :lol: :lol: :lol: , por isso peço a você que continue com este projeto pois ele figura entre os melhores dos melhores. Por falar em Pocotó, Luciano você poderia me explicar como que é possível numa sociedade em pleno século 21 uma "música" chamada egüinha pocotó vira hit nacional?
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+1 # Fernando Natal 19-03-2011 20:20
Boa noite.
Luciano, nem sei como comecei receber seus e-mails, quando recebi os primeiros pensei que se tratava de um engano, Certo dia resolvi ler e conheci o Café Brasil e depois disso me tornei ouvinte de seus podcasts.
Parabéns ...
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0 # MARCELO DIAS 20-03-2011 12:26
Caro Luciano,
Concordo com o Fabricio em vários aspectos.
Seu trabalho é primoroso e tem o seu ponto de vista é claro.
Quando você anunciou que o Banco que patrocina seu programa seri o I..., confesso que pensei em parar de ouvir os podcasts,explico:
Fui cliente por mais de 10 anos deste banco, até clonaram meu cartão e fizeram uma limpa em meus rendimentos, por este motivo paguei contas em atraso,claro o banco ressarciu cada centavo, porém tive constrangimentos com meus clientes.
Mas o golpe de misericórdia venho no ano passado, 2010, quando uma gerente me liga para cobrar uma divida????/ que eu não tinha feito?????? tentei explicar o que tinha acontecido, porém não me deram a devida atenção, assumi meu erro. Minha esposa estava grávida e mudavamos de cidade, minha esposa esqueceu na conta negativamente perto de r$2.000,00, a gerente do banco me liga depois de quase 2 anos para me avisar que eu tinha uma divida de mais de r$12.000,00, não tiveram dó nem pena.Bom meu caro Luciano.
É isto nesta vida vivemos de escolhas, acabei de fazer a minha, ok?
Bons negocios!
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+1 # Daniel Robert Prinzing 20-03-2011 13:11
Olá Luciano
Primeiramente eu pensei em escrever um comentário sobre o podcast 236, fazendo um elogio aos empreendedores que criam empregos, inovação e são na minha opinião a “espinha dorsal" de uma economia para ela puder crescer.
Mas como Fabrício tocou um assunto muito delicado no último podcast, quero trocar algumas idéias com a comunidade.
Na essência o comentário de Fabrício se trata da independência, da honestidade e da transparência. É facilmente compreensível que cada ser humano está vivendo numa rede ou malha de dependências, sempre ficando dependente de outros. Seja a criança dependente dos pais, seja o padeiro dependente dos fornecedores e dos clientes, ou seja o político dependente dos votos. Uma independência total não existe - mesmo um ermitão numa ilha isolada no oceano é dependente do clima, d’água potável e das frutas que crescem lá, etc.
Ser dependente significa de outra lado ser influenciado pelos outros. E agora a coisa vai começar a ficar interessante. Primeiramente eu me perguntei por que um banco tem um interesse de patrocinar o podcast de você. Temos que diferenciar entre o banco o seu departamento cultural. O ItaúCultural promove vários eventos culturais e quer contribuir para a valorização da cultura brasileira, segundo o site dela na internet. Os gerentes do instituto acham que o podcast de você, Luciano, é uma ferramenta importante à construção da identidade brasileira. Eu o acho também. Mas não sou ingênuo. Sei que pela plataforma ItaúCultural o banco ItaúUnibanco quer transportar uma imagem positiva aos ouvintes de você. Mas isso é uma coisa comum e normal na economia. Nenhuma empresa, seja uma padaria ou uma livraria, quer uma reputação negativa! A próxima pergunta é de que forma o ItaúCultural vai influenciar o seus podcasts semanais. Pode-se imaginar uma influencia no conteúdo dos seus comentários da forma que você vai expressar-se só positivamente (ou nunca negativamente) sobre o banco. Mas acho que não vai acontecer. Eu não conheço você, Luciano, pessoalmente e os nossos contatos se limitam na área virtual, mas tenho a impressão que você nunca se comprometerei.
Geralmente a transparência e a honestidade são importantes elementos nessa pergunta. Sem elas, sem a confiança dos ouvintes em você, Luciano, e na sua integridade, o seu projeto não dará certo no futuro. Mas acho que você sabe bem navegar no mar dos compromissos.
Finalmente duas idéias mais: Por que o Fabrício (e outros ouvintes) acha que não existe um banco bom? Conferimos a tarefa de um banco primeiramente. Um banco é indispensável no ciclo da economia para emprestar créditos depois de aceitar o dinheiro poupado. Isso é o dever principal de um banco no sistema econômico. Mas o que é que mal disso? Se o Fabrício (e outros) se queixam dos juros altos dos empréstimos ou baixos nas contas de poupança, talvez falte bastante concorrência ou o mercado bancário não tenha sido liberalizado demais. Vá mudar!
E finalmente não estou de acordo com você, Luciano, quando recomendou a Fabrício de usar violência para mudar coisas. Violência contra quê? Contra quem? Numa sociedade democrática como aquela do Brasil, não precisa usar violência. Os tempos da ditadura são passados. Hoje há muitas outras oportunidades de mudar, pensem, amigos, como os políticos detestam a internet, o twitter ou o facebook, onde um grupo pode apontar a um problema e de repente um movimento pode nascer para mudar as coisas pacificamente. Sem violência! Isso também é um valor prestigioso numa sociedade crescida.
Atenciosamente
Daniel
Desculpe meu português, mas sou estrangeiro, tentando de aprender a sua língua pelo podcast. Sou grato de ter essa oportunidade!
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+1 # Milena Campello 20-03-2011 23:46
Bom dia!

Tenho lido e ouvido inúmeros podcasts seus. E a cada dia sou surpreendida pelo empreendedor criativo e consciente que você é.
Eu já postei alguns comentários no Portal, mas nunca os vejo publicados. Talvez seja pelo fato que daqui do pantanal até aí a distância seja longa demais...rs... e eles se percam no caminho. Portanto, resolvi escrever-lhe por aqui.

Daquele dia 09-09-10 em que conheci um palestrante - que pensei ser apenas mais um rosto na multidão de palestrantes sensacionalistas - mudei o meu conceito sobre palestrante. Particularmente sobre você, um palestrante peculiar. Criativo. Inovador. Reinventor da realidade. Despocotizador. Aliás, adooooro esta palavra e continuamente a utilizo em minhas aulas de Empreendedorismo e Ética. Se eu tivesse que pagar direitos autorais por ela ou pelo conteúdo que retiro do Portal para minhas aulas estaria literalmente ferrada...rs

Toda vez que ouço seus programas [agora aprendi baixá-los pelo iTunes pra levar pras aulas!] eu sinto como se uma força ENORME me impulsionasse e me disesse que eu sou capaz. Que eu sou capaz de ensinar num mundo onde a educação parece ser artigo de luxo e portanto apenas para alguns. Eu me sinto mais forte, eu me sinto como um gigante capaz de derrubar muros nesta sociedade tão carente de valores e que impõe comportamentos cada vez mais pocotizantes.

Sempre antes das minhas aulas ouço você. Baixei vários podcasts e são pra mim uma terapia. Terapia humanizante e motivacional. Estou fazendo com que meus alunos, aos poucos, aprendam a ouvir, a imaginar quem fala, sem ser bombardeado por imagens e cores com os quais estão acostumados. Não tem sido fácil, mas é extremamente gratificante quando eu percebo que eles estão 'grudados' em seu programa. Eu nunca pensei que pudesse trabalhar algo do tipo em sala de aula porque os adolescentes têm dificuldade de manter a atenção neste mundo em que tudo à sua volta pisca e muda em milésimos de segundos.

Ontem, quando ouvi seu último podcast senti que estou, realmente, no caminho certo. Estamos no mundo, precisamos aprender a lidar com este mundo sem por fogo em tudo que está à nossa volta. Estou tentanto, com muita vontade, deixar de ser fogo e passar a ser água. Na faculdade [sou professora e agora curso Psicologia], na pós-graduação [Gestão de Pessoas] e principalmente no trabalho. Tenho entendido que pra ganhar alunos - que parecem ser mais meus inimigos que parceiros - preciso gota a gota, tomar conta de seus recipientes, invadindo vagarosamente e contaminando-os com o vírus do empreendedorismo, da vontade de sonhar, de ver nos livros o mundo... Muito mais do que apenas decodificar palavras, quero ensiná-los a enxergar o que poucos conseguem ver: A magia que é o saber, que é o conhecimento... Quero que aprendam de forma mais humanizada possível, que entrem na Zona de Desenvolvimento Proximal que Vigotystky tanto pregou, e que nessa interação aprendamos todos.

Eu gosto de escrever, acho que já deu pra perceber né?...rs. Sou professora de produção de texto e leitura e, 'babo' quando leio bons textos como no Portal Café Brasil. Aliás, muitos deles eu utilizo em minhas aulas... Veja você que aqui, nesse lugar distante, as palavras que vocês plantam aí, são colhidas e replantadas continuamente.

Bem, eu penso que tenho ainda muita coisa pra falar, mas não disponho de muito tempo... Inúmeros textos me esperam pra serem apreciados. Produções dos alunos... Sobre ética, política, saúde. Tendo como 'mote' os seus textos.

Muito obrigada por compartilhar de suas preciosas palavras. Obrigada por dá-las assim, gratuitamente.

Um grande abraço

Milena Campello
Cáceres - Mato Grosso
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0 # Fabio Ambrozio 23-03-2011 12:36
Luciano,

As coisas são muito engraçadas né. Existem pessoas que assitem "super size me" comendo macdonalds. Falam como se não precisassem de ninguém e vivem as custas de alguém.

Eu tenho 30 anos também, e sei o quanto é difícil receber honestamente. O seu patrocínio é de grande valor, pois, sem o mesmo, um dia este comentário não existirá mais, "ai sim" eu quero ver a solução do nosso amigo que odeia banco, mas, deve possuir umas três contas.
Concordo em partes quando fala que "não falar" é diferente de "defender", pois, a defesa é relativa e quando omissa, traz um ar de concordância com os atos.
Tente me entender, eu poderia ser patrocinado pelo "Beira Mar", mas, não fazer com que meus resultados sejam convertidos para o investidor. saca. Investiria em cultura, assim, o dinheiro não seria em vão.
E é isso mesmo, dinheiro = tudo, sem = nada. Por que as pessoas são tão superficiais??
Bom, gostei do pod cast, mas, gostaria que entrasse nos valores que a GRANA leva (amizade, ética, status, poder, princípios.etc..).
Quem não quer jogar não joga.
Você é demais.
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0 # Claudia, interior do RS 25-03-2011 08:44
Olá. Sem comentários este seu podcast. Admiro seu programa há um tempo, através da leitura de seus trabalhos. E, não posso deixar de demonstrar minha admiração: Imagina, muitas pessoas não publicariam, ou até ignorariam um comentário como este que você publicou hoje. Parabéns ao trabalhoso comentário do Fabricio e parabéns pela forma como você se saiu, com categoria. Num país como o nosso, ter um trabalho como o seu para ler (ou ouvir) é um privilégio, e é bom saber que você está no ar e na net para melhorar o nível intelectual do brasileiro. Posso dizer que eu tenho crescido muito lendo suas provocações intelectuais. Muito obrigada.
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0 # Fabrício Faccini 29-03-2011 23:49
Olá Luciano

Primeiramente te agradeço por ter lido e refletido sobre a mensagem que te mandei. Fui franco e sincero contigo e fico também feliz que tu tenhas entendido isso. Eu sabia que te cobrar uma postura sobre o assunto do teu patrocinador não seria algo fácil nem agradável de fazer. Mas eu precisava saber isso de ti, pois realmente admiro teu trabalho.

Eu achava que tu lerias o texto e que poderias até aproveitar para comentar em algum dos teus programas. Como já faz algumas semanas que te enviei o texto, achei que tu nem me responderias mais. Mas ler ele inteiro no programa e ainda responder às minhas provocações, foi uma grande e gratificante surpresa. Como ouvinte me senti valorizado e respeitado. Como pessoa me senti elogiado. Obrigado.

E quero também te dizer que entendo a tua postura e até concordo com ela. Antes Café Brasil + Itaú do que sem Café nem Itaú. Se a alternativa ainda é essa, está valendo. Mas gostaria que tu entendesse que sou também a favor da água. Sou vegetariano há mais de 4 anos e sei bem como a nossa postura tolerante, mas convicta facilita a propagação de nossa mensagem. Nossos opositores realmente sentem de longe o cheiro da fumaça. Ceder e saber aguardar o momento e as condições corretas para agir é um dom que pode ser desenvolvido e treinado. Mas isso nunca pode ir contra nossos valores e perspectivas. Pela tua resposta ficou claro que tu também te preocupas e praticas isso no teu trabalho. Ótimo.

Fiquei também satisfeito em perceber, pelos demais comentários dos teus ouvintes, que mais pessoas também pensam como eu e que também se interessaram pelas tuas respostas aos meus questionamentos e provocações. Mais pessoas se preocupam em confiar em ti e no que realmente te motiva.

Parabéns pela tua coragem em expor a minha cobrança e em responder de forma clara, franca e determinada. Isso valoriza o teu trabalho e me dá confiança nas tuas convicções. Definitivamente vou continuar sendo fã deste trabalho.

Espero poder continuar contribuindo para o teu trabalho no futuro. Podes contar conosco, teus ouvintes pensantes.

Grande e forte abraço para ti e tua equipe.

Fabrício Faccini
Bento Gonçalves - RS
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0 # Henrique martins 05-04-2011 11:50
Bom dia, boa tarde, boa noite. Desculpe mais não resisti.
Bem, pelo visto nós balzaquianos estamos mesmo tomando conta do Café, e muito me agrada saber que nós jovens, no alto de suas carreiras corporativas estamos de alguma forma preocupados em ouvir, aprender e quem sabe mudar alguma coisa nesse país. Mesmo que seja em nós mesmos, o que já é uma grande vitória.
Voltemos ao assunto, GRANA, DINHEIRO ou como dizia minha já falecida avó Sebastiana, BUFUNFA. De onde vem o seu dinheiro? Do seu trabalho, dos seus pais, herança? O meu vem do meu trabalho, sou publicitário. Sim eu sei, vou pro inferno sem conecção, essa é a máxima. Porém é certo generalizar? Todo publicitário por si só já tem seu recanto reservado no inferno? Todo patrocinador é o demônio? Cada qual com suas convicções baseadas em suas experiências de vida ou não que decida. O certo é que todo dinheiro vem de uma relação de troca seja ela honesta ou não, veja-se que avaliar honestidade ou mesmo a falta dela não é algo tão simples como alguns imaginam, quantas e quantas vezes temos certeza de algo e quando obtemos mais informações deparamos estar totalmente equivocados? Comigo acontece sempre. E é por isto que estou aqui, tentando aprender. Não para ter o dom da certeza e sim saber que cada incerteza abre um novo caminho a ser percorrido. Logo meu caro Luciano, com água ou fogo siga seu caminho, pois o mal de uns é a salvação de outros. E na boa, hoje viva o Itaú Cultural, pois sem ele nenhuma dessas palavras seriam ditas e muito menos ouvidas se é que você me entende.

See ya.
Henrique
+ev
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0 # José Paulo 08-04-2011 15:24
Luciano em teto de zinco quente, ou Luciano escaldado!
Cara adorei ver você sendo colocado no paredão! Mas não se assuste sou seu fã, deixa eu explicar direito:
Eu era fã de Mike Tyson, mas ficava muito puto quando tinha que esperar 3 meses pra ver ele lutar, e o cara acabava a luta em sete segundos; ou então quando o Senna liderava a corrida de ponta a ponta, desde a largada!
Seguindo essa lógica ...adoro ver você levar porrada!
Bom ..., você se saiu muito bem, mas admita ficou com o olho roxo!
Alguns temas são bem difíceis, a linha que separa a ética da falsa moral as vezes é tênue(pra quem vê do lado de fora, e as vezes até pra que ta pelo lado de dentro). O que você acha de fazer um Café Brasil com perguntas irrespondíveis? Como do tipo:se você descobri-se que seu filho seria Adolf Hitler você pediria pra sua mulher abortar? Você praticaria canibalismo pra sobreviver? E se o cadáver fosse de uma pessoa amada? Você cometeria pequenos delitos se em troca ganhasse uma fortuna do tamanho da do Bill Gates?
Você é ético para com você mesmo? O que é "Ética"?
Até mais Luciano! Aquele abraço!
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+1 # Javier Castro Valdivia 08-04-2011 15:48
MensagemPrezado Luciano, Fiquei apavorado ouvindo o seu podcast intitulado “Grana”. Ainda hoje, 21 dias depois de o podcast sair ao ar, fico apavorado de lembrar o conteúdo da carta que você leu, e que serviu de base ao seu programa. Fiquei apavorado por saber que alguém possa questionar a sua ética simplesmente por causa de que um banco financie o seu programa. Fiquei apavorado por pensar que alguém possa condenar ao inferno a todas as pessoas que trabalham ou se relacionam com os bancos, somente pelo fato de se relacionarem com os bancos. Acaso ninguém pode trabalhar num banco e ser ético? Quem deu a esse ouvinte a autoridade e o conhecimento das motivações das pessoas para julgá-las e condená-las baseado somente no lugar onde trabalham ou a instituição com a que se relacionam? Hoje me lembrei deste assunto quando assisti ao jornal de noticias e ouvi o conteúdo da carta que deixou o assassino da escola do Rio. Ele classifica as pessoas em puras e impuras por causa do seu comportamento sexual: os virgens até o casamento são puros, os outros impuros. O engraçado do assunto é que todos nos sabemos que o assassino é maluco, e que as suas idéias são esquizofrênicas. Porem, o autor da carta lida no seu programa faz a mesma classificação das pessoas (puros os que agem como eu achar correto, impuros ou sem ética aqueles que agem de qualquer outro jeito) e ninguém acha ele esquizofrênico. Alguns dirão mesmo que ele representa o progresso e que é uma pessoa comprometida com a sociedade. Na verdade, a liberdade que usufrutuamos no mundo ocidental precisa ser defendida das atitudes totalitárias. A liberdade e a democracia não estão garantidas. Temos que as defender de aqueles que acham que só eles possuem a verdade. Temos que as defender de aqueles iluminados que acreditam que podem classificar as pessoas, seja pela raça, seja pela ética, seja pelo trabalho que fazem, seja pelo nível de riqueza, seja pela língua que falam. Já Stalin, Hitler, Mao e Pol Pot deixaram bons exemplos do que acontece quando alguém, mesmo que com boas intenções, age pensando que tem direito a julgar e condenar as pessoas por as suas idéias ou a sua ética. É também engraçado que você, que ajuda as pessoas a melhorar com as sua iscas intelectuais que reparte de graça, seja questionado com base em idéias preconceituosas. Você faz, com o seu podcast, muito mais pelo bem-estar do Brasil e do mundo todo (eu escrevo desde a Espanha e sou espanhol), que todos os iluminados do mundo. E o mais engraçado é que esse melhoramento das pessoas que você providencia e que o seu ouvinte curte, e criado e distribuído com a ajuda dum banco. Ninguém gosta dos bancos, porque eles são tão chatos que querem a sua grana de volta quando você tomou a grana num empréstimo. Porem, a conclusão é que o Itaú Cultural faz um labor social muito melhor que a que possa fazer o ouvinte com idéias inquisitoriais. Ânimo. O seu programa não precisa desculpas pelo que faz e só merece apoio.
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0 # Adavilso Sartori 21-02-2012 19:00
Conordo plenamente com você, enquanto ia ouvindo a leitura eu ia ficando no mínimo assustado com as colocações e conclusões a que ele ia chegando. Generalizações e acusações irresponsáveis provocadas Simplesmente pelo fato do patrocinador ser um banco. Meu empregador é um banco, é de onde tiro meu sustento, nao sou uma pessoa ética por isso?
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0 # José Paulo 11-04-2011 11:49
Poxa vida.
Eu tenho o costume de postar primeiro depois ler os comentários dos outros ouvintes..., ai depois que eu leio me da uma vontade de escrever mais! Então vamos lá:
pessoal !!!! Eu trabalho em produtoras de propaganda. Ou seja eu produzo mídia. Nos meus quase 30 anos de trabalho já tive que fazer propaganda de cigarro, bebida, de político, e mais uma infinidade de outras coisas que eu repudio. Isso já me deixou muitas noites sem dormir, por consciência pesada. Até que me veio a seguinte historia na cabeça! Era uma vez um carrasco, que tinha apresso pelas pessoas! Durante muitos anos ele se aperfeiçoou na arte de matar com a minima dor possivel, rezava pela alma dos que matava, e depois chorava por ter essa profissão. Até que ele conheceu alguns companheiros de trabalhos terrivelmente inescrupulosos, que não tinha nenhum respeito pela vida, carrascos com sede de sangue que tinham prazer com o sofrimento das vitimas! Então ele jurou pra si mesmo que iria tomar o lugar desses profissionais. Iria se tornar um carrasco de renome... , e tirar do mercado todos esses profissionais ! Abriria uma empresa que matasse os sentenciados sem dor e com respeito...iria praticar presos módicos pra tipos de mortes indolores... ou seja ele queria humanizar a profissão!

Ainda não consegui sair dessa minha profissão, mas hoje consigo dormir. A propaganda hoje em dia se tornou um pouquinho mais etica. Mas não canso de pedir a Deus 3 grandes virtudes:
Força pra suportar aquilo que eu não posso mudar.
Coragem para mudar aquilo que pode se mudado.
E sabedoria pra diferenciar as duas coisas.
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0 # Jose de Oliveira Gabia Jr 15-04-2011 00:07
ola gostei muito , palestra reparador nutritivo , concordo com tudo , no entanto tenho uma empresa familiar que opera a 50 anos , tambem tenho 50 anos tenho familia 3 filhos sou muito infeliz na sociedade com meu pai e tenho muito medo de mudar , e sei que seria muito mais feliz, gostaria se possivel de mais dicas , ou de ajuda pois estou perdendo o pique que outrora era bem maior.
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0 # Murilo Pires 15-04-2011 12:31
ola, assisti e gostei muito da palestra reparador nutritivo, tenho 21 anos e estou assumindo a frente da empresa do meu pai que ja esta a 16 anos no mercado essa palestra foi OTIMA para mim pretendo assistir e acompanhar sempre esse louco ae..hauhau
abraços!!!
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+1 # Kleber Yamamoto 17-04-2011 21:06
Ola Luciano,

Cara, assisti sua palestra no 6° congresso de reparação automotiva e pirei na batatinha, pois muitas vezes achava ou tinha quase certeza que eu era um ET ou um alienigena. Porque sempre me via contrariado em diversas situações, aonde a falta de etica e o respeito ao proximo reinava, por exemplo no metro da Sé eu tentando entrar no vagão e um pocotó gritando atrás de mim "empurra esse véia senão nóis num entra", agora vejo que não sou o unico e melhor somos muitos. Obrigado por dar voz a nós.
Ah, ganhei um livro seu na palestra, Nóis qui invertemo as coisa, mas uma vez valeu.

Abraço, Kleber.
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0 # Diego Reis 25-04-2011 14:56
Bom dia Luciano. Em grande parte eu concordo com o que o Fabrício pensa, mas também entendo como é difícil conseguir um patrocinador. Espero que você nunca tenha que defender algo que não acredita, ou melhor que nunca tenha que fazer essa escolha.
Esses dias eu também compartilhei esse ódio contra os bancos. O santander comprou o real e acabou com o atendimento do meu antigo banco. Hj estou travando uma guerra para conseguir emitir um cartão de débito. E chegou a ser engraçado a funcionaria do santander tentando resolver o meu problema e nem ela conseguindo atendimento.
Antes que esse problema fosse com o itaú, pois ele estaria atrasando a minha vida, mas pelo menos patrocina o café Brasil.
Infelizmente hj só posso contribuir com o "pograma" com o meu comentário, mas torço para o surgimento de outros investidores.
Pra terminar uma frase de um anônimo: "dinheiro não é o problema, é a solução. O problema é a faltado dinheiro."

Diego Reis
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0 # Marcelo Utikawa da Fonseca 08-09-2011 13:08
Olá Luciano!
Primeira vez que comento um podcast, espero comentar muito mais vezes! O maior problema é a memória pois quando escuto o podcast não consigo comentar e depois acabo esquecendo...
Eu te conheci pelo Primeiro Programa. Eu era ouvinte da Metropolitana FM e, um certo dia, o programa que começou pela manhã era o Primeiro Programa, apesar de ainda carregar o nome do antigo programa de notícias da rádio. Depois o Primeiro Programa mudou para a Transamérica e eu fui junto! :-)
Quanto ao episódio, parabéns pelo seu posicionamento. Acho que você está certíssimo!
Já sobre os bancos eu tenho uma visão um pouco diferente do Fabrício. Para mim, os bancos têm fundamental importância para a economia mundial. Afinal, sem eles seria muito mais difícil conseguirmos o que queremos. Ou alguém ainda hoje consegue guardar o dinheiro debaixo do colchão e daqui uns anos compra um imóvel à vista? Se não fossem os bancos, seria assim...
Além disso, eu vejo os bancos como uma loja como outra qualquer. A única diferença é o bem comercializado: dinheiro! Ou seja: o banco é uma loja que vende dinheiro e, como qualquer outra loja, só vende para quem pode pagar!!!
Banco não é instituição de caridade e portanto não pode ser penalizada por não te emprestar dinheiro bem quando você estava precisando. Outra coisa: como qualquer outra loja, nós que vamos até eles e compramos o produto. Se é caro, a culpa não é deles, é do consumidor que pagou!
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0 # waldo l 08-09-2011 13:17
Putz, dois publicitários nos comentários desta página, um escrevendo "conecção" e o outro escrevendo "apresso" e "preso" em lugar de "preço". Não é por acaso que estamos nessa draga.
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0 # Adavilso Sartori 21-02-2012 18:54
Caro Luciano.
Acabo de ouvir seu programa "Grana" e não pude me conter diante da opinião do ouvinte que fundamentou o programa. Principalmente quando ele diz que os bancos são "certamente um dos maiores problemas sociais mundiais". Primeiro, sou bancário, bem informado, vejo a coisa por outro lado e por isso posso falar. Achei o comentário no mínimo questionável, e acho difícil que se encontre alguém que concorde que um banco seja de fato um problema social. Talvez o descontrole e desregramento  de alguns banqueiros seja extremamente perigoso, como vimos acontecer nos Estado Unidos em 2008, mas daí a julgar que bancos são problemas sociais há que se andar um bom caminho. Bancos em essência são fomentadores da atividade econômica em todos os aspectos, seja na concessão de crédito, seja na formação de poupança e renda futura (previdência) ou na prestação de serviços e meios de pagamentos (cheque, cartões, boletos, operações de cambio, etc). A função dos bancos é possibilitar e principalmente fomentar a atividade econômica geradora de renda e empregos de uma nação. Então porque são percebidos como problemas sociais? Ou, como tão preocupadamente comentou teu ouvinte, são vistos como instituições que agem de forma não ética? O problema seria o LUCRO? É errado perseguir lucro? É condenável querer que o teu salário cubra mais do que unicamente as tuas despesas? Sim, porque isso é ter lucro! Vivemos há tanto tempo num sistema capitalista e ainda não aceitamos a idéia de que lucro é bom, e acreditamos que lutar por "interesses corporativos" é agir de forma não ética. Questiono o questionamento que o ouvinte te fez, o que há de não ético em aceitar patrocínio de um empresa que visa lucro? Como bancário não defendo os banqueiros, e já fiz greve reivindicando melhores condições de trabalho (e não apenas salário). Já presenciei situações não éticas em busca de resultados, mas prefiro não entrar na discussão sobre o responsável: o banco não foi ético propondo o resultado a ser atingido, ou a pessoa que quis o resultado a todo custo é que faltou com ética? Não quero discutir questões específicas, mas sim a generalização que o ouvinte fez, taxando de não éticas tantas  instituições. A minha crítica vai à visão medieval e até um tanto cínica onde se percebe lucro como sendo criminoso e contra os interesses da sociedade. Caro Luciano, concordei plenamente com tua "justificativa" expondo a atitude tipo fogo e tipo água, e se queres minha opinião, acho de devemos ser ambos, equilibradamente. Um pouco água para saber se adaptar e um pouco fogo, nem que só um pouco, para não perdermos nossa capacidade de indignação.
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