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E não é que tentaram censurar Monteiro Lobato? Alguém cismou que seu livro As Caçadas de Pedrinho é racista e resolveu que deve ser proibido na escolas. Será que é possível julgar o passado com as regras do presente? Achamos que não. E é disso que este programa politicamente incorreto vai tratar. Aliás, vai incomodar muita gente que não gosta de umas piadinhas... Na trilha sonora a Orquestra e Coro do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Mauricio Pereira, Tião Carreiro, Pardinho e Sérgio Reis, Dorival Caymmi, Papo de Anjo, Jacó e Jacozinho, as Meninas de Sinhá e o Falcão detonando Pink Floyd... Apresentação de Luciano Pires.
Bom dia, boa tarde, boa noite. Putz... e não é que tentaram abolir Monteiro Lobato das escolas? Andaram dizendo que seus livros incentivam o rascismo, que horror! E por isso tentaram bani-lo. Vamos tratar desse assunto hoje.
Pra começar, uma frase de ninguém menos que o eterno trapalhão Renato Aragão:
Eu chamava o Mussum de negão. Chamavam-me de Paraíba. Hoje fico até constrangido em chamar alguém de velho ou baixinho.
E quem ganhou o brinde da semana? Foi o Cláudio Alves, que comentou o podcast Caminho das Índias, assim:
“... não me convenceu a trocar o Brasil pela Índia... Eu também poderia falar por muitas horas das coisas boas que o Brasil tem, porém, se eu quiser posso ver muitas coisas ruins no Brasil e só ficar falando sobre elas. Meu cunhado vive na Inglaterra e uma ocasião estávamos conversando sobre filmes e falei sobre o filme Cidade de Deus. Ele me disse que por causa deste filme ele teve que explicar para muita gente de lá que no Brasil não é só favela, drogas, puta, bandido, etc ... essas coisas que os pocotós insistem em exportar, chega, né?”
O Claudio ganhou o CD Hinos à Paisana, do Eliezer Setton. E você? Deixe um comentário na página do podcast em www.portalcafebrasil.com.br. O próximo prêmio pode ser seu.
O mundo encantado de Monteiro Lobato
Quando uma luz divinal
Iluminava a imaginação
De um escritor genial
Tudo era maravilha
Tudo era sedução
Quanta alegria
E fascinação
Relembro...
Aquele mundo encantado
Fantasiado de dourado
Oh! doce ilusão
Sublime relicário de criança
Que ainda guardo como herança
No meu coração
Glória a este grande sonhador
Que o mundo inteiro deslumbrou
Com suas obras imortais
Vejam quanta riqueza exuberante
Na escritura emocionante
Com seus contos triunfais
Com seus personagens fascinantes
Nas histórias tão vibrantes
Da literatura infantil
Enriquecem o cenário do brasil
E assim...
E assim
Neste cenário de real valor
Eis... o mundo encantado
Que monteiro lobato criou
Opa! O café Brasil com um samba-enredo! Você ouve O MUNDO ENCANTADO DE MONTEIRO LOBATO,de Batista da Mangueira, Darcy da Mangueira, Anésio dos Santos e Hélio Turco. Quem canta são Elton Medeiros, Jair do Cavaquinho, Mauro Duarte, Nelson Sargento e Nescarzinho do Salgueiro. O nome do grupo é CINCO CRIOULOS, com representantes de diferentes escolas de samba. A Mangueira foi a grande Campeã do carnaval de 1967 com esse samba enredo. Cinco Crioulos... imagina se um nome desses poderia ser dado a um grupo de afrodescendentes hoje em dia...
Pois então. Quarenta e poucos anos depois, quiseram cassar Monteiro Lobato das escolas. Quer saber o que aconteceu? Olhe só a matéria publicada na Folha de São Paulo.
"Monteiro Lobato, um dos maiores autores de literatura infantil, está na mira do CNE (Conselho Nacional de Educação). Um parecer do colegiado publicado no “Diário Oficial da União” sugere que o livro “Caçadas de Pedrinho” não seja distribuído a escolas públicas, ou que isso seja feito com um alerta, sob a alegação de que é racista. Conforme o parecer do CNE, o racismo estaria na abordagem da personagem Tia Nastácia e de animais como o urubu e o macaco. Entre os trechos que justificariam a conclusão, o texto cita alguns em que Tia Nastácia é chamada de “negra”. Outro diz: “Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão”.
O parecer, aprovado por unanimidade pela Câmara de Educação Básica do CNE, foi feito a partir de denúncia de Antonio Gomes da Costa Neto, mestrando da UnB. Em entrevista à Folha de São Paulo, Antonio Gomes disse que não queria censurar Lobato. É que, segundo ele, “Os professores, no dia a dia, não têm o preparo teórico para trabalhar com esse tipo de livro. Então, não é que ele deva ser proibido. O que não é recomendado é a sua utilização dentro de escola pública ou privada."
Lalaralaralirara
Lalaralaralarilala
Lalaralalarilala
Lalaralalarilala
Na hora em que o sol se esconde
E o sono chega
O sinhôzinho vai procurar
Hum hum hum
A velha de colo quente
Que canta quadras e conta histórias
Para ninar
Hum hum hum
Sinhá Nastácia que conta história
Sinhá Nastácia sabe agradar
Sinhá Nastácia que quando nina
Acaba por cochilar
Sinhá Nastácia vai murmurando
Histórias para ninar
Peixe é esse meu filho
Não meu pai
Peixe é esse mutum, manganem
É toca do mato guenem, guenem
Suê filho ê
Toca aê marimbaê
Lalaralaralirara
Lalaralaralarilala
Lalaralalarilala
Lalaralalarilala
Que delícia… Dorival Caymmi no Café Brasil. Você ouviu TIA NASTÁCIA, do próprio Dorival Caymmi, com o próprio. Essa foi trilha do Sítio do Pica Pau Amarelo na Globo, sei lá, uns trinta, quarenta anos depois…
Concordo com Albert Einstein. Ele disse que as únicas coisas que ele conhecia que eram infinitas, seriam o universo e a estupidez humana. Mas ele não tinha certeza sobre o universo...
Eu li os livros de Monteiro Lobato. Aliás, li não, saboreei cada um deles como quem comia o pudim que minha mãe ainda faz.
E o sentimento que tive por Tia Nastácia foi o mesmo do Pedrinho e da Narizinho e da Emília: eu amava aquela preta velha. Ela foi minha heroína quando amansou o Minotauro com seus bolinhos. Ela distribuía sabedoria. Ela foi uma referência.
Monteiro Lobato escreveu seus livros no começo dos anos 1930, num tempo em que havia valores diferentes dos atuais. Um fio de bigode valia mais que um contrato firmado em cartório na presença de 13 advogados. A virgindade era um valor fundamental, que definia o caráter das mulheres perante a sociedade. A tuberculose era uma doença misteriosa que dizimava populações. Caçar animais silvestres era natural, e até mesmo incentivado. Derrubar árvores para abrir pastos e incrementar o progresso era incentivado também. E Tia Nastácia era a preta velha, cozinheira, descendente direta dos escravos, humilde e subalterna, exatamente como era a referência social e moral brasileira da época, que pode até chocar nestes tempos do politicamente correto, mas que era a realidade daquele Brasil. Olha aqui, analisar o passado sob as regras do presente é uma imbecilidade.
Cara, como é que pode, censurar Monteiro Lobato hein? Acho que pra responder, só mesmo um sábio… de Sabugosa! Responde, Visconde…
Responde Visconde
Responde Visconde, responde Visconde
se a ventania
vai voar na minha cabeleira
feito a tesoura da cabelereira
responde Visconde, responde Visconde
se a raíz quadrada
transforma a árvore num labirinto
onde trepa a molecada
responde Visconde, responde pra mim
qual é a fórmula
do pó de pirlimpimpim
responde Visconde, responde Visconde
porque é que um circo
tem tanta bagunça e tanta brincadeira
que embanana o mico
responde Visconde, responde Visconde
se o arco-íris
vai colorir com suas 7 cores
o caminho que seguires
responde Visconde, responde pra mim
qual é a fórmula
do pó de pirlimpimpim
responde Visconde, responde Visconde
responde pra a gente
como é que uma simples espiga de milho
pode ser tão inteligente?
Que ótimo...você está ouvindo, no podcast, o sempre inovador Mauricio Pereira, outro sócio do Café Brasil, aqui com seu RESPONDE VISCONDE.
Essa história da censura a Monteiro Lobato é tão idiota que só pode ser tratada com humor.
Por isso usarei um texto de Luiz Antônio Simas, que é mestre em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor de História do ensino médio. O texto do Luiz Simas chama-se O CRAVO NÃO BRIGOU COM A ROSA...
Chegamos ao limite da insanidade da onda do politicamente correto.
Soube dia desses que as crianças, nas creches e escolas, não cantam mais O cravo brigou com a rosa. A explicação da professora foi comovente: a briga entre o cravo - o homem - e a rosa - a mulher - estimula a violência entre os casais. Na nova letra "o cravo encontrou a rosa/ debaixo de uma sacada/o cravo ficou feliz /e a rosa ficou encantada".
Que diabos é isso? O próximo passo é enquadrar o cravo na Lei Maria da Penha. Será que esses doidos sabem que O cravo brigou com a rosa faz parte de uma suíte de 16 peças que Villa Lobos criou a partir de temas recolhidos no folclore brasileiro?
O cravo brigou com a rosa
O cravo brigou com a rosa,
Debaixo de uma sacada,
O cravo saiu ferido,
E a rosa despedaçada
O cravo ficou doente,
A rosa foi visitar,
O cravo teve um desmaio,
E a rosa pô-se a chorar.
O cravo brigou com a rosa,
Debaixo de uma sacada,
O cravo saiu ferido,
E a rosa despedaçada
O cravo ficou doente,
A rosa foi visitar,
O cravo teve um desmaio,
E a rosa pô-se a chorar.
O cravo ficou doente,
A rosa foi visitar,
O cravo teve um desmaio,
E a rosa pô-se a chorar.
O cravo brigou com a rosa,
Debaixo de uma sacada,
O cravo saiu ferido,
E a rosa despedaçada
O cravo ficou doente,
A rosa foi visitar,
O cravo teve um desmaio,
E a rosa pô-se a chorar.
É Villa Lobos, cacete!
Outra música infantil que mudou de letra foi Samba Lelê. Na versão da minha infância o negócio era como você vai ouvir na interpretação das Meninas de Sinhá, lá de Belo Horizonte.
Samba lelê
Samba Lelê está doente
Está com a cabeça quebrada
Samba Lelê precisava
De umas dezoito lambadas
Samba , samba, Samba ô Lelê
Pisa na barra da saia ô Lalá (BIS)
Ó Morena bonita,
Como é que se namora ?
Põe o lencinho no bolso
Deixa a pontinha de fora
Ó Morena bonita
Como é que se casa
Põe o véu na cabeça
Depois dá o fora de casa
Ó Morena bonita
Como é que cozinha
Bota a panela no fogo
Vai conversar com a vizinha
Ó Morena bonita
Onde é que você mora
Moro na Praia Formosa
Digo adeus e vou embora
A tia do maternal agora ensina assim: Samba Lelê tá doente/ Com uma febre malvada/ Assim que a febre passar/ A Lelê vai estudar.
Se eu fosse a Lelê, com uma versão dessas, torcia pra febre não passar nunca. Os amigos sabem de quem é Samba Lelê?
É Villa Lobos de novo.
Agora, você ouviu, no podcast, a Orquestra e coral do Teatro Municipal do rio de Janeiro. E essa agora hein?
Atirei um pau no gato
Atirei o páu no gato tô tô
Mas o gato tô tô
Não morreu reu reu
Dona Chica cá
Admirou-se se
Do berro, do berro que o gato deu
Miau !!!!!!
Comunico também que não se pode mais atirar o pau no gato, já que a música desperta nas crianças o desejo de maltratar os bichinhos.
Quem entra na roda dança, nos dias atuais, não pode mais ter sete namorados para se casar com um. Sete namorados é coisa de menina fácil.
Ninguém mais é pobre ou rico de marré-de-si, para não despertar na garotada o sentido da desigualdade social entre os homens.
Dia desses alguém foi espinafrado porque disse que ecologia era, nos anos setenta, coisa de viado. Qual é o problema da frase? Ecologia, de fato, era vista como coisa de viado.
Eu imagino se meu avô, com a alma de cangaceiro que possuía, soubesse, em mil novecentos e setenta e poucos, que algum filho estava militando na causa da preservação do mico leão dourado, em defesa das bromélias ou coisa que o valha. Bicha louca, diria o velho.
Vivemos tempos de não me toques que eu magôo. Quer dizer que ninguém mais pode usar a expressão coisa de viado ? Que me desculpem os paladinos da cartilha da correção, mas isso é uma tremenda babaquice. O politicamente correto é a sepultura do bom humor, da criatividade, da boa sacanagem. A expressão coisa de viado não é, nem a pau (sem duplo sentido), ofensa a bicha alguma.
Daqui a pouco só chamaremos o anão - o popular pintor de roda-pé ou leão de chácara de baile infantil - de deficiente vertical . O crioulo - vulgo picolé de asfalto ou bola sete (dependendo do peso) - só pode ser chamado de afrodescendente.
O branquelo - o famoso branco azedo ou Omo total - é um cidadão caucasiano desprovido de pigmentação mais evidente.
A mulher feia - aquela que nasceu pelo avesso, o soldado do quinto batalhão de artilharia pesada, também conhecida como o rascunho do mapa do inferno - é apenas a dona de um padrão divergente dos preceitos estéticos da contemporaneidade.
O gordo - outrora conhecido como rolha de poço, chupeta do Vesúvio, Orca, baleia assassina e bujão - é o cidadão que está fora do peso ideal.
O magricela não pode ser chamado de morto de fome, pau de virar tripa e Olívia Palito. O careca não é mais o aeroporto de mosquito, tobogã de piolho e pouca telha.
Nas aulas sobre o barroco mineiro, não poderei mais citar o Aleijadinho. Direi o seguinte: o escultor Antônio Francisco Lisboa tinha necessidades especiais... Não dá. O politicamente correto também gera a morte do apelido, essa tradição fabulosa do Brasil.
Pretinho aleijado
Com mil e oitocentos bois
Eu saí de Rancharia
Na praça de Três Lagoas
Cheguei no morrer do dia
O sino de uma igrejinha
Numa estranha melodia
Anunciava tristemente
A hora da Ave Maria
Eu entrei igreja adentro
Pra fazer minha oração
Assisti um quadro triste
Que cortou meu coração
Um pretinho aleijado
Somente com uma das mãos
Puxava a corda do Sino
Cantando triste canção
Aaaaai ai
Aquela alma feliz
Era um espelho a muita gente
Que tendo tudo no mundo
Da vida vive descrente
Meu negro coração
Transformou-se de repente
Ao terminar minha prece
Era um homem diferente
Noutro dia com a boiada
Saí de madrugadinha
Muitas léguas de distância
Esta notícia me vinha
Um malvado desordeiro
Assaltou a igrejinha
E matou o aleijadinho
Pra roubar tudo o que tinha
Aaaaai ai
O sino de Três Lagoas
Vivia silenciado
E eu com meu Parabelo
Andava atrás do malvado
Voltando nesta cidade
Vi um povo assustado
Diz que o sino à meia-noite
Sozinho tinha tocado
Quando entrei na igrejinha
Uma voz pra mim falou:
Jogue fora esta arma
Não se torne um pecador
Tirar a vida de um Cristão
Compete a nosso Senhor
Conheci a voz do pretinho
O meu ódio se acabou
Aaaaai ai
Opa! Você ouviu uma músicaque tem um título politicamente incorreto: PRETINHO ALEIJADO, de Teddy Vieira e Luizinho com Tião Carreiro e Pardinho e a participação de Sérgio Reis.
Essa música conta a história de uma figura folclórica da cidade de Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, um rapaz negro que não tinha uma das mãos e que era o zelador da Igreja Santo Antônio. Cabia a ele tocar o sino da igreja em horas específicas. O rapaz morreu num assalto à igreja e diz a lenda que desde então o sino toca toca por si só...
Já pensou hoje em dia alguém lançar uma musica chamada PRETINHO ALEIJADO? Vai tomar porrada...
E por falar em pretinho aleijado, ao fundo, no podcast, você ouve SACI, de Guto Graça Mello, com o Papo de Anjo. Essa também estava na trilha do Sítio do Pica Pau Amarelo...
E terminando o texto do Luiz Simas:
O recente Estatuto do Torcedor quer, com os olhos gordos na Copa e 2014, disciplinar as manifestações das torcidas de futebol. Ao invés de mandar o juiz pra putaqueopariu e o centroavante pereba tomar no olho do cu, cantaremos nas arquibancadas o allegro da Nona Sinfonia de Beethoven, entremeado pelo coro de Jesus, alegria dos homens, do velho Bach.
Falei em velho Bach e me lembrei de outra. A velhice não existe mais. O sujeito cheio de pelancas, doente, acabado, o famoso pé na cova, aquele que dobrou o Cabo da Boa Esperança, o cliente do seguro funeral, o popular tá mais pra lá do que pra cá, já tem motivos para sorrir na beira da sepultura. A velhice agora é simplesmente a "melhor idade".
Se Deus quiser morreremos, todos, gozando da mais perfeita saúde. Defuntos? Não. Seremos os inquilinos do condomínio Cidade do pé junto.
Xii... com esse texto do Luz Simas eu cutuquei o mico leão com vara curta.
Mas quer saber? Eu perco o amigo, mas não perco a piada....Mas vamos em frente que atrás vem gente.
E você, hein? O que acha dessa praga do “politicamente correto”?
Não se pode julgar o passado pelas regras do presente. E se “Os professores, no dia a dia, não têm o preparo teórico para trabalhar com esse tipo de livro”, que prepare-se melhor os professores.
Será explicando e debatendo – e não proibindo o maior escritor de literatura infantil - que vamos impedir o preconceito e o racismo.
Preto e branco
Preto bebe porque gosta
Branco porque aprecia
Mas tem preto e tem branco
Que não tem essa mania
Preto e branco em nossa terra
Tem a mesma regalia
O sol nasceu para todos
Todos tem a luz do dia
É nos preto e nos branco
Que o nosso Brasil confia
A cor que nós tem na pele
A natureza é quem traz
Tudo aquilo que Deus fez
Não tem ninguém que desfaz
Seja preto, seja branco
Nós somos todos iguais
Eu não tenho preconceito
Tanto fez ou tanto faz
Se tem preto que perturba
Tem branco chato demais
Mulher seja preta ou seja branca
Grande pretígio disputa
Por elas preto e branco
Vive numa grande luta
Tem preta que muitos brancos
Por ela sofre labuta
Tem branca que muitos pretos
O seu carinho disputa
Se tem branca que é boa
Tem muitas crioula enxuta
O que manda é paz na terra
E glória Deus nas alturas
Seja preto, seja branco
O nosso fim assim furtura
Porque a terra come mesmo
Não respeita a criatura
Preto e branco estão unidos
Até dentro da leitura
É com o preto no branco
Que se faz assinatura
E é assim, ao som de PRETO E BRANCO, de Sulino e Moacyr dos Santos lá em 1965, com Jacó e Jacozinho que o Café Brasil de hoje que é contra a burrice, vai embora.
Com o desprovido de cobertura capilar Lalá Moreira na técnica, a cidadã fora a do peso ideal Ciça Camargo na produção e eu, o cidadão caucasiano desprovido de pigmentação mais evidente, Luciano Pires na direção e apresentação.
Estiveram conosco a orquestra e coral do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Mauricio Pereira, Tião Carreiro e Pardinho e Sérgio Reis, Dorival Caymmi, Papo de Anjo, Jacó e Jacozinho, Meninas de Sinhá e os Cinco Crioulos. Ah claro... e o Falcão, destruindo o Pink Floyd.
Ei, acesse www.portalcafebrasil.com.br e deixe seu comentário na página deste podcast. E concorra a um brinde cultural.
Pra terminar, uma frase do historiador franco-americano Jacques Barzun:
O politicamente correto não legisla a tolerância. Apenas organiza o ódio.

Comentários
Eu vivo o tempo presente.Meu tempo é normal e satisftório e antiburro.
No entanto, reconheço que pessoas desequilibradas não têm condições de compreender as luzes do bom senso.
Gente sem estrutura emocional costuma perambular pela cidade saboreando os venenos da paranóia. Tô fora!
Querem censurar meu pensamento? Que tentem. Conseguirão?Du-vi-de-o-dó!
Mas, outro dia me peguei no flagra ao censurar um conto da chapeuzinho vermelho. Li o texto do livro Contos de Fada (www.livrariasaraiva.com.br/produto/3090675/contos-de-fadas-de-perrault-grimm-andersen-e-outros/?ID=BD39078A7DA0C1E14193B0472), editado pela Ana Maria Machado. Fiquei assustado, engasguei e pulei para o outro. O lobo mau queria comer a chapeuzinho vermelho, mas de outro jeito. Ele manda ela tirar a roupa, deitar com ele, numa cena quase erótica. enrolei o final, chamei o caçador. Meus filhos notaram o atropelo, e pediram João e Maria. Li. Já na segunda página, a madrasta sugere ao pai das crianças levá-las para a floresta, para que algum animal os destroçasse antes do amanhecer. Que horror. Na nova roupa do imperador, a moral da história exalta o salafrário, dizendo basicamente que o mundo é dos espertos... cencurei os Grimm, censurei os Andersen, censurei a Ana Maria Machado...
Censurei!
Infelizmente é esse o mundo idiota que estamos construindo. Censurar Monteiro Lobato pq as professoras são despreparadas é o o mesmo que mudar a letra do nosso hino pq as pessoas não entendem a letra. É nivelar por baixo. É a defesa do emburrecimento do mundo pra acompanhar a mente de pró-BBBs e pró-Tiriricas. A idéia não teria que ser exatamente o contrário? Preparar as pessoas?
Além disso, essa hipocrisia do politicamente correto que vivemos chega a dar nojo. Sobre isso escrevi um post em meu blog há algum tempo (http://ideiasembits.wordpress.com/2010/07/30/eu-sou-preconceituoso/) Se puder, leia no programa, ok?
Abraços e que 2011 seja um pouco menos pocotó para nós todos!
Este seu podcast vai te dar uma dor de cabeça com o esquadrão dos "politicamente corretos", hein? Bom, mas é preciso que alguém bote a boca no trombone para dizer algumas coisas mesmo e colocar a burrice de alguns em evidência. Esta do Monteiro Lobato é brincadeira, né...Se trilharem por este caminho, então muitos outros autores e obras deverão ser censurados e daqui a pouco, quase tudo estará na lista de "proibidos". Vão começar a queimar livros e...Déjàvu!!!
A propósito, não vejo nada demais e até prefiro o apelido de "pretinha" do que "afrodescendente" ou "provida de excesso de melanina"...O que vai acontecer com músicas como a do Moraes Moreira "Preta Pretinha" que tanto gosto? E com a música "Você está sumindo", de Rita Ribeiro, que é uma delícia de ouvir e de dançar??
Os politicamente corretos me estressam e não ajudam muito com este moralismo sem sentido e desconexo...Censurar e proibir não é solução para nada. Educar sim. Se as professoras nãos estão aptas, capacitem-nas. Com cereteza, precisarão de capacitação em outras áreas também. Censurar Monteiro Lobato sob este pretexto burro é o mesmo que tratar um sintoma sem investigar a sua causa...Só mascara a verdadeiraa doença, que irá agravar em silêncio.
Adorei o programa politicamente incorreto...
Abraço...
Flavia
Querem proibir Monteiro Lobato e quem vai proibir os nossos representantes de explorar o povo brasileiro?
Bem dizem q o povo tem o governo q merece, será?
Acompanho e tenho todos os podcast, fico feliz de conhecer um pouco mais de nosso cantores que infelizmente não "vendem" mas com certeza são milhões de vezes melhores q muitos q se dizem cantores e estão ai só p aparecer.
Abraços e Feliz Ano Novo
:)
A censura é feita para aqueles que não conseguem administrar bem suas ideias, sentimentos e preconceitos, para aqueles que não sabem como dizer a seus filhos em que acreditam. Censurar é mais fácil que ensinar, que levar um tempo debatendo e construindo valores morais.
Gostei muito da sua frase "o politicamente correto é a sepultura do bom humor"
Um verdadeiro absurdo censurar Monteiro Lobato apenas porque ela fala que ela subia a árvore como uma macaca.
Minha melhor amiga eu chamo de pretinha e ela gosta muito deste apelido, sabe que é carinhoso.
Certa vez eu fui em um fórum do governo federal e os defençores das minorias negras, os mesmos que colocaram cota para negros na UNB e acabam de colocar no concurso de diplomata, estavam indignados com a palavra preto no dicionário, pois, segundo eles, esta palavra só aludia à coisas ruins... é por essas e outras que eu penso: até onde nós vamos???
No brasil as pessoas lutam por causas que nem mesmo elas conhecem.Como podem falar de preconceito se nem mesmo elas sabem o que é isso? Pedem respeito se os primeiros a desrespeitarem são os proprios "sofridos"? Se pedem paz e liberdade se eles mesmos se fecham em seus mundos e causam seus proprios infernos?concordo c essa idéia de educar,com respeito e sabedoria,à proibir com rebeldia!Bjos pessoal.
Vc publicou esse mesmo podcast no site www.lucianopires.com.br com o nome de "Cassadas de Pedrinho" e aqui no Portal Café Brasil com o nome de "Cassando Lobato". Como é o mesmo conteúdo acredito ser melhor manter o mesmo nome em ambos os fóruns, desculpe se a intenção era proposital.
A sugestão para melhorar é vc concentrar o seu conteúdo em único site e a partir destes vc cria conexões para onde julgar necessário, pois às vezes me perco sem saber onde e em qual dos portais a informação é mais atualizada.
A empresa na qual eu trabalho passou recentemente por uma consultoria sobre sua imagem e uma das conclusões foi a recomendação de termos apenas uma porta de entrada na internet, justamente pra criar identidade e confiabilidade.
Um grande abraço e mesmo que vc não concorde ou goste do meu comentário vou continuar sendo seu seguidor.
Celso Vieira.
Uberlândia-MG.
Mas já vamos corrigir.
Um abraço
Luciano Pires
Como devemos defender o que gostamos, acabei de enviar uma mensagem para o itaú cultural contando os podres...kkkk, brincadeiras a parte, elogiei o tão merecido trabalho que você e sua equipe tem desenpenhado com estes podcasts. Lembrei-me de uma coisa, em relação ao podcast que trata do ouvinte, preguiça pega e fácil, pois o seu ouvinte aqui não recebeu a resposta do comentário que foi deixado sobre o podcast cidatado acima alguns dias atras. Pô Marco...
Sobre o tema, infelizmente “nos pegaram” com esse golpe baixo (porém genial) de politicamente correto. Dessa maneira o cidadão médio se mantém na linha, o pensador se frustra e as “cabeças do sistema” seguem sobre os pescoços ad aeternum.
Durante o programa, tentei me lembrar de algo que já havia lido e que se encaixa bem nesse sistema de controle. A frase do Barzun me fez lembrar: 1984 e o ministério do ódio.. grande profecia!
POLITICAMENTE CORRETO
recebi um texto BRILHANTE do BIOLOGICAMENTE CORRETO...
Vale a pena compartilhar.
Segue....
Biólogo não cheira, estimula os bulbos olfativos.
Biólogo não toca, recebe estímulos tácteis.
Biólogo não respira, quebra carboidratos.
Biólogo não tem depressão, tem disfunção no hipotálamo.
Biólogo não admira a natureza, analisa o ecossistema.
Biólogo não elogia, descreve processos.
Biólogo não tem reflexos, tem mensagens neurotransmitidas involuntariamente.
Biólogo não facilita discussões, catalisa substratos.
Biólogo não admite algo sem resposta, diz que é hereditário.
Biólogo não fala, coordena vibrações nas cordas vocais.
Biólogo não pensa, faz sinapses.
Biólogo não toma susto, recebe resposta galvânica incoerente.
Biólogo não chora, produz secreções lacrimais.
Biólogo não espera retorno de chamadas, espera feedbacks.
Biólogo não se apaixona, sofre reações químicas.
Biólogo não perde energia, gasta ATP.
Biólogo não divide, faz meiose.
Biólogo não falece, tem morte histológica.
Biólogo não beija, permuta microorganismos."
risos..
abraços.
Dizer que os professores não estão preparados para trabalhar com Lobato nas escolas é assinar um atestado de incompetência, ao mesmo tempo que se assemelha ao "se a lâmpada está queimada, o novo padrão é escuro", é empurrar a sujeira para debaixo do tapete e preferir nos espantar (aos poucos que ainda se espantam) ao invés de buscar resolver o problema com real empenho.
Ignorar o folclore e a visão da época em que as histórias foram escritas e tomar decisões como essa, revela o despreparo não só dos docentes, mas dos dirigentes da nossa educação, não sei até se não querem apenas encontrar um motivo para se promoverem em cima de decisões "importantes" pra não dizer estúpidas.
Alguém levou em consideração as lições de amizade, de respeito aos mais velhos? O incentivo à imaginação, à criação, à liberdade que a criança deve ter de pensar? E que a cada dia, enfurnados em apartamentos minúsculos, cercados de eletrônicos, nossos filhos estão perdendo o gosto pela vida simples, por valores que muitas vezes deixamos de lado pela correria do dia a dia, e que só perceberemos quando eles forem adultos, e cometerem o mesmo erros com seus filhos?
É um círculo vicioso, que se não começarmos a mudar com urgência, não vai se resolver por si só. Demanda esforço de cada um a cada dia.
Lembro dos bons tempos, onde Pedrinho e Narizinho eram nossos heróis, e o cheiro dos quitutes de Tia Anastácia atravessava os limites da televisão, e as histórias de Dona Benta alimentavam nossa imaginação.
E quando nossa "ficção" era baseada em lendas e contos, amendrontados pela Cuca e pela Mula sem Cabeça, mas contando com o apoio incondicional de uma boneca de pano, um ser provindo de uma espiga e de um saci pererê.
Bons tempos, e não nos tornamos seres monstruosamente racistas ou preconceituosos por isso.
Obrigado por esse chacoalhão em nossas cabeças, Luciano.
Eu assistí a essa notícia primeiro no "Bom dia Brasil" e logo em seguida lí na "Folha de São Paulo" e descobri que a minha capacidade de me surpreender continua tão infinita quanto o universo ou a estupidez humana.
O melhor comentário que ouvi sobre esta notícia foi você que deu ao colocar na sonoplastia o som de uma descarga.
É impressionante como a intolerancia e medo e cagaço se unem para produzir a aprovação da tese deste cidadão de mente estreita e rasteira.
Nunca consegui entender o "politicamente correto".
Mesmo usando palavras consideradas corretas, basta escolher uma entonação e contexto adequados para parecer que saiu da boca cheia de ódio de um militante da Ku-Klux-Klan.
A definição final do seu podcast de que o "politicamente correto" na verdade organiza o ódio é tristemente verdadeira.
A beleza da tolerancia que sempre tivemos entre negões (ou neguinhos segundo o porte), alemães (qualquer loiro grande), galegos (qualquer branquelo pequeno e/ou loiro), turcos ( qualquer árabe ou assemelhado, incluindo judeus), japas (qualquer um de "olhos rasgados"), baianos (qualquer um com sotaque nordestino ou gosto duvidoso em se vestir) como diziamos na infancia nunca trouxe nenhum problemas entre os minimamente inteligentes que conheci.
E isso perdurou acho que até a faculdade de engenharia, onde simplesmene não importava mais e naturalmente fomos abandonando os hábitos de infancia mesmo sem a ajuda das patrulhas do politicamente correto.
Era mais ou menos como beijar uma menina no rosto ao cumprimentá-la: era um protocolo social reservado às amigas com alguma intimidade, igualmente qualquer outra denominação somente usávamos entre negões, galegos, turcos e japas conhecidos e não indiscriminadamente, ou em resumo, usava a boa educação que minha mãe (sergipana) me deu e igualmente faiam os meu colegas minimamente inteligentes.
Correndo o risco de ser caçado (ou cassado) como você, acho tudo isso do politicamente correto de uma idiotice atroz e nivela por baixo o padrão de comportamento social.
Saco...
Um abraço do Alf, e certamente esse podcast entra para minha lista de favoritos juntamente com o sobre o "cagaço".
Mto bom o Podcast. Altamente informativo. ;)
Este podcast me trouxe a refletir bastante pois trabalho o dia todo no ambiente escolar e sinto saudades dos apelidos que você citou! Como você sabe, ainda temos os alunos mais gordinhos, moreninhos, brancos, olhos puxados e por aí vai. Se o professor falar algo "demais" com algum aluno, mesmo que sem maldade, diria até "por brincadeira", ele poderar ter que explicar para o núcleo gestor da escola, pais e até conselho escolar!! Estamos nos tornando robôs, engolidos pelo modo mecânico de trabalharmos e agirmos no dia-a-dia com as pessoas.
Será que não sabemos como usar a melhoria que fizemos nos meios de comunicação. Parece-me que ao invés de facilitarmos a comunicação com a internet, estamos na verdade é afastando as pessoas!
É triste saber que as pessoas tem podado as idéias e resquícios culturais para as crianças.
Acho que o politicamente correto é uma faca de dois gumes, afinal talvez nos ajudam a ver como podemos ser preconceituosos, no entanto acaba virando uma desculpa para que absurdos como esses no caso do Monteiro Lobato ou das músicas com a letra substituída.
Continuem com o ótimo trabalho!
Mais um programa brilhante, Luciano. Foi um dos que mais me agradou até agora.
Parabéns.
O movimento negro é um avestruz. Pelas calçadas vejo tantos negros jogados e esquecidos, nos presídios de Salvador há inúmeros negros esquecidos. O movimento negro tem lá seus negros: estudantes de universidades, parlamentares que se elegem com votos de negros e brancos e não demoram muito tem a alma transparentemente suja como da maioria dos políticos.
O movimento negro como quase todos os movimentos políticos de nosso país vivem de vender ilusões, eu só acredito em ética se comprovada na prática.
Os negros do Brasil não se sentem representados por movimento algum, e sabe por quê? Porque vivem esquecidos nas filas de ônibus, vitimados pela truculência de um Estado que não está nem aí para uma “gente que não vive, mas aguenta”
Nas últimas eleições aqui na Bahia tivemos candidatos negros ao senado e para governador, sabem quem o movimento negro votou? Em candidatos brancos indicados pela triste figura do Lula.
Não quero dizer que negro deveria votar tão somente em negro, não é isso, mas o movimento negro da Bahia nem discutiu a participação desses candidatos, votaram logo nos olhinhos cada vez mais azuis do PT, na hora de escolher entre cargos em comissão e a real necessidade do povo negro o tal do movimento vota no próprio umbigo. Não ter o que fazer é a pior coisa a se fazer em um país de vadiagem oficializada e doutorada por uma ética de papel que não sobrevive na prática.
Ediney Santana
Santo Amaro-Ba
HTTP://cartasmentirosas.blogspot.com
Bom dia, boa tarde, boa noite!!! O meu nome é Diana Shpilévskaya e te escrevo adivinha de onde? De São Petersburgo, Rússia! Aposto que você nem imaginava que tinha uma fã russa que sempre acompanhava os seus programas! Comecei a ouvir os seus podcasts faz pouco tempo, quando precisava de me preparar para o exame CELPE-Bras. O primeiro podcast que ouvi foi aquela delícia nº265 "O que é brasilidade?" que continua sendo um dos meus podcasts favoritos!!!
Finalmente decidi comentar o seu programa ao ouvir esse podcast maravilhoso que me deixou totalmente indignada! É que eu AMO Monteiro Lobato! Não conheço toda a obra dele, mas, como vc disse, SABOREEI o que li, sobretudo o livro "Emília no país da gramática"! Tenho apenas 22 anos, mas já estou dando aulas de espanhol e português e, inclusive, li um dos trexos desse livro de Monteiro Lobado com o meu grupo de português em uma das minhas aulas! A obra dele é impressionante, é um absurdo proibi-la!!!
E essa questão de "politicamente correto"?! Olha só, me formei em Línguas Estrangeiras e a minha tese final tratava-se de meios linguísticos de língua espanhola e portuguesa que descreviam pessoas gordas, magras, altas e baixas! Juntei um material fantástico e super interessante, cheio de metáforas usadas ai no Brasil, entre quais tinha "pintor de roda-pé", "pau de virar tripa", "Olívia Palito" e etc.. Imagina se todos os brasileiros estivessem a favor de linguagem "politicamente correta"?! O que seria da língua portuguesa?, e da minha tese?! hehe (Acho que nunca me formaria, pois fracassaria completamente na hora de começar a escrever a tese!) Esse material linguístico é de grande interesse para nós, estrangeiros!!! Adorei a frase "não se pode julgar o passado pelas regras do presente!" Espero que existam mais pessoas como você, Luciano, que lutam pela "despreguiçosação" do mundo!!!
Um forte abraço,
Diana "Russa"
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