Edvaldo Santana nasceu e foi criando em São Miguel Paulista, periferia de São Paulo.
Os primeiros acordes foram dados no velho violão do pai no final da década de 60, com influências que vão de Manezinho Araújo e Jackson do Pandeiro à Torquato Neto, Hendrix. A partir daí, Edvaldo participa de vários festivais estudantis e cria seu primeiro grupo, o Caaxió. É nessa época que a necessidade de ajudar a família o leva ao seu primeiro emprego numa fábrica de brinquedos, deixando os finais de semana para os ensaios com a banda, mas sempre objetivando a profissionalização como músico. Em 1973, Edvaldo conhece Tom Zé que os convida para acompanhá-lo em alguns shows. O músico destaca esta fase de convivência com Tom Zé como muito importante para sua formação.No final dos anos 70 acontece o ressurgimento dos movimentos populares e sindicais em todo país, com destaque às greves do ABC, antecedendo e sinalizando a abertura política e o fim da ditadura militar. Edvaldo, seu grupo e outros amigos músicos, poetas e artistas plásticos de São Miguel Paulista, atentos aos acontecimentos, resolvem se mobilizar e criam o Movimento Popular de Arte (MPA) promovendo eventos com música, teatro, poesia e oficinas de cultura. Foi um movimento espontâneo e pioneiro que serviu como orientação para muitos outros projetos de casas de cultura em São Paulo.
Edvaldo Santana faz desde 2001 a direção musical da Missa Afro Brasileira,realizada na cidade de Itu-SP,organizada pela União Negra Ituana,(UNEI),entidade representativa da comunidade negra da região da Sorocabana.Em 2003, produz o primeiro disco do violonista caipira de 70 anos,"Ico Almiro".
Em 2006 é lançado,"Reserva de Alegria", quinto cd solo do cantor e compositor paulistano Edvaldo Santana,que é fruto da trajetória do artista que sai da periferia,trava conhecimentos com outras vertentes da arte, em outros espaços, equaliza estas informações e leva-as de volta para o seu habitat de origem em forma de música, fundindo a naturalidade e o suingue de seus ancestrais nordestinos de negros e índios com a rigidez da disciplina organizacional que os europeus trouxeram para o Brasil.
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